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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.


Quarta-feira, 12.09.18

O poder da decisão

É muito provável que poucos tenhamos consciência de que grande parte do curso da nossa vida é determinado por decisões que tomamos. Não estou a falar de grandes decisões, mas aquelas pequenas decisões com impacto no nosso dia a dia.

A certa altura da nossa vida decidimos se íamos ser profissionais empenhados ou de serviços mínimos, se donos de casa exemplares ou não, fazer exercício ou não, ler ou não, etc... Uma vez tomada uma decisão, a lei causa efeito entra em ação e as consequências aparecem. Especialmente se continuarmos a atuar de forma consistente durante muito tempo.

Claro que com a vida complexa que existe atualmente, esta ideia não está nada clara na nossa mente. No meio de tantos estímulos e tantas coisas para fazer, parece mais uma navegação numa tormenta permanente do que outra coisa. A verdade é que somos nós que decidimos seguir esses estímulos e ir a todas.

A vida é muito mais simples do que pensamos, mesmo para quem tem família e emprego. Se nos focarmos no essencial, o dia a dia pode ser controlável. As responsabilidades principais do dia a dia são tratar da família (roupas, refeições, etc...), da casa e do trabalho. Se apenas pensarmos nisso conseguimos gerir as coisas. Claro que também queremos lazer, redes sociais, televisão, tomar um café ou falar ao telefone. Aí já podemos ter mais dificuldade em termos de tempo e energia.

Mas nunca, nunca, sacudir a responsabilidade dos nossos próprios ombros. As escolhas são nossas e se algo está mal, não cabe aos outros resolver ou alterar. É a nossa vida, nossa responsabilidade, nosso leme. As nossas poderosas decisões.

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por Vida de sonho às 09:23

Segunda-feira, 10.09.18

O espaço da religião

Hoje, os meus pensamentos navegaram na chamada crise de fé na sociedade ocidental, em especial na Igreja Católica. Não me interessa encontrar causas, criticar a organização ou algo do género. Interessa-me o lado espiritual.

No mundo atual, continua a haver muito espaço para a religião. E isso acontece por um motivo muito simples. Continua a haver sofrimento. As pessoas sofrem, a dor existe e não é só a dor física da doença, é essencialmente o sofrimento emocional que nos desgasta. As dificuldades da vida, os desafios e problemas que somos chamados a resolver no dia a dia, durante anos, levam-nos a questionar. Porquê esta vida? Por que motivo temos que passar por isto? Quem criou o mundo e os seres humanos desta forma? A ciência não tem respostas, apenas as diversas abordagens da espiritualidade dizem algo sobre isto.

Este tipo de reflexões tem tendência a acontecer numa fase mais avançada da vida, a partir dos 40 anos de idade (de um forma muito geral, claro...). Nessa altura, já passamos por muitas experiências, já desmontamos as ilusões sonhadoras da juventude, temos uma visão mais realista da vida. Mesmo pessoas que tenham tido a determinação, o empenho para tornar os seus sonhos realidade acabam por perceber que é uma luta sem fim, a insatisfação interior não tem fim, que atingir um objetivo apenas abre portas para o próximo. Começamos a questionar se vale a pena, a questionar os motivos. Este questionar não é meramente intelectual, resultado de curiosidade; é um questionar profundo, fruto da experiência de vida.

Há um conforto que apenas a espiritualidade pode dar. Podemos alternar entre Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, etc..., mas haverá sempre espaço para religião organizada, porque quando se procuram respostas necessitamos saber onde ir e necessitamos que existam de forma sistematizada.

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por Vida de sonho às 09:52

Sexta-feira, 07.09.18

Nova frente: leite

Nos últimos dias ando às voltas com o leite. Com antecedentes familiares de intolerância e alguns sintomas na descendência, a certa altura há que tomar medidas e procurar alternativas.

Em relação ao leite propriamente dito comprei uma bebida de amêndoa - sempre tem algum cálcio. A primeira reação não foi grande coisa, o sabor é mais forte e tem uma textura mais espessa. Vamos ver se a malta se habitua ou se é necessário comprar algo diferente (também existe soja e arroz...). A questão é que encontramos leite/lactose em muitos produtos e no lanche das crianças um pacote de leite pequeno ou um iogurte é algo muito prático.

Enfim, altura de procurar alternativas e adaptar rotinas. A intolerância pode causar mau estar, mas também, em menor grau, contribuir para inflamação crónica, aspeto que não é de menor importância. Estou a pensar na retenção de líquidos, que resulta de inflamação. Quem sabe a inflamação não tem origem aqui?

Nova frente aberta...

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por Vida de sonho às 09:30

Quinta-feira, 06.09.18

Paciência...

É preciso muita paciência para esta vida. Os nossos dias não passam de uma sequência de acontecimentos, uns bons, outros menos bons, em resposta aos quais necessitamos atuar. Para isso necessitamos de energia e vontade/motivação.

Para a componente energia, descanso, exercício e alimentação ajudam. O lado da vontade é mais complicado. A verdade é que fazemos muitas coisas que não queremos fazer, antes temos que fazer. Hoje, o que me apetece fazer é nada e não tenho que escrever este post, portanto, fico por aqui...

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por Vida de sonho às 13:11

Quarta-feira, 05.09.18

Do software mental

A novela em minha casa é Anatomia de Grey. Nos últimos meses também tenho visto e algo mudou. Aparecem mais pensamentos sobre a série, o que não acontecia há um ano. Por outro lado, há um impulso para ver esta série e não outra.

É um exemplo muito interessante da programação que é a nossa mente. As coisas começam por ser curiosas, giras, têm alguma piada, mas sem grande importância; com o tempo cria-se um hábito, começam a acontecer de forma algo automática; mais tempo ainda e a ligação emocional torna-se de tal forma intensa que se torna parte da nossa identidade. Isto vale para qualquer coisa a que a nossa mente seja exposta.

O principal impacto vem dos nossos pensamentos. Quando a nossa atenção é focada repetidamente no mesmo pensamento, a mente acaba por o reproduzir de forma automática e quanto mais carga emocional associarmos mais rapidamente é integrado na nossa personalidade. Quando deixamos pensamentos do tipo eu sou isto, eu sou aquilo, flutuar no nosso consciente tempo e vezes suficiente farão parte da nossa autoimagem.

Assim, muito cuidado com o tipo de pensamentos que valorizamos e com o tipo de conteúdos em geral que apresentamos ao nosso consciente. Por outro lado, há uma janela de oportunidade, podemos programar o nosso próprio software mental. Mesmo um software com dezenas de anos pode ser reprogramado, basta investir tempo suficiente em novos conteúdos.

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por Vida de sonho às 09:24

Terça-feira, 04.09.18

Vou fazer a minha parte

Ontem recebi a notícia de que dois amigos, na casa dos 40, estavam com valores elevados de colesterol e triglicerídeos. Este tipo de notícias são cada vez mais frequentes. Não sei bem o que as pessoas pensam, mas admito que a maioria encolha os ombros de forma resignada e pense: faz parte, a idade não perdoa ou algo semelhante.

A alimentação sempre foi algo a que fui sensível e o motivo não poderia ser mais banal: fui criado com bons hábitos alimentares. Digamos que cresci com uma alimentação mediterrânica variada e com pouco açúcar, numa família com tendência para diabetes tipo II. Como potencial diabético e preocupado com a questão, tinha uma decisão a tomar: deixar andar, entregar o futuro ao acaso e se/quando aparecesse ver o que poderia fazer; ou tomar uma atitude preventiva. Por este e outros motivos, os últimos anos foram de estudo e aperfeiçoamento de hábitos alimentares. A evolução é muito positiva, pelo menos na redução de gordura corporal e da inflamação. Já senti efeitos positivos dessa mudança, como melhorias na rinite, por exemplo.

Nada é garantido, continuo a ver muitos fatores aleatórios e fora do nosso controlo a impactar a saúde da pessoas. No entanto, a minha primeira responsabilidade é para com a pessoa que vejo todos os dias no espelho quando estou a fazer a barba, logo, não deixarei de fazer a minha parte para o corpo ser o mais saudável possível. Nada garante que complicações não apareçam, aliás, elas vão aparecer de certeza, fruto da nossa consição de humildes mortais, no entanto, não precisa de ser nos 40. Por que não apenas nos 70/80?

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por Vida de sonho às 09:21

Sexta-feira, 31.08.18

As 2 coisas boas da semana

A semana que hoje termina fica marcada por dois temas: espiritualidade e automatização de mapas. Era difícil ser mais diferente.

Dediquei umas boas horas aos mapas de informação de gestão. Horas no excel a substituir tabelas dinâmicas por fórmulas, de forma que quando colar nova informação a componente de cálculos acontece sozinha. Em resumo; há listagens extraídas do software de informação de gestão que são trabalhadas no excel; com este investimento apenas necessito colar as tabelas no excel, que ele faz o resto sozinho. Ganha-se tempo, mas, essencialmente, reduz-se os erros.

O lado espiritual também evoluiu e as evoluções na espiritualidade têm tanto de pouco frequentes como de alto impacto. Não foi uma evolução na leitura ou na compreensão de conceitos, foi uma evolução na experiência, na clareza. Está cada vez mais clara a perceção e distinção entre o ser vivo e a pessoa. Temos vida a brilhar dentro de nós, é a nossa bateria. Com atenção, conseguimos isolar esse sentimento interior de existência. Ao mesmo tempo, percebemos que a mente, os pensamentos e sentimentos, aparecem sem sabermos de onde e a nossa atenção é atraída por essa atividade. Para quem está à procura da verdade e de quem sou, é uma evolução muito importante.

Claro que há coisas que ainda não foram feitas, mas temos que olhar para os dois lados da balança. Se seguisse o instinto do ego de apenas olhar para o que falta, para o que está mal, estes dois motivos de grande satisfação teriam sido desprezados e estaria a experienciar sentimentos negativos de forma desproporcionada.

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por Vida de sonho às 09:20

Quinta-feira, 30.08.18

Andamos todos ao mesmo

Penso que "andamos todos ao mesmo", o que a maioria das pessoas quer é estar bem, sentir-se bem. Para isso procuramos construir uma vida com boas relações, conforto material, etc... Procuramos fatores externos que nos proporcionem um sentimento de bem estar.

À medida que o tempo passa, a minha experiência pessoal tende a concordar com as ideias de que o bem estar é um trabalho interior, que não serão fatores externos o segredo para o conseguirmos. A sensação de bem estar é um sentimento, muitos sentimentos resultam da forma como avaliamos os acontecimentos. Se algo é considerado bom, experimentamos um sentimento de satisfação; se algo é mau, o inverso. Teremos sempre acontecimentos bons e maus, faz parte da vida, das regras do jogo. Criar a expetativa de apenas experenciar coisas boas é irrealista, é um dos caminhos para a infelicidade. Aceitar que os momentos maus fazem parte da vida é um dos trabalhos interiores que contribuem para termos mais momentos de bem estar e não deixar que os poucos momentos maus se sobreponham aos bons.

Esta frase final leva-me para outro ponto. Temos uma tendência para valorizar mais o negativo que o positivo. Há quem atribua essa tendência à necessidade de sobrevivência, há milhões de anos atrás, em que o ser humano viva rodeado de ameaças e necessitava estar particularmente atento a elas. Precisamos contrariar essa tendência com uma atitude de gratidão ou reconhecimento pelas coisas boas que temos. Quando começamos uma rotina intencional de identificar as coisas boas, o principal efeito é compensar o desvio negativo instintivo e equilibrar o jogo das emoções.

Aceitação e gratidão são duas ferramentas muito poderosas para iniciarmos um percurso de vida mais feliz, sem ter que revolucionar as circunstâncias em que vivemos.

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por Vida de sonho às 09:24

Quarta-feira, 29.08.18

Evolução na espiritualidade

Hoje é dia de voltar a olhar para o lado espiritual, já que sinto algumas alterações na forma como estou a viver este aspeto.

A intenção inicial era aprofundar o autoconhecimento, através da introspeção estar mais consciente do que é importante para mim e viver de acordo com isso. Descobri 2 coisas: por um lado, as respostas sempre estiveram lá, apenas precisava de estar atento; por outro, o que encontrei de novidade foi o vazio. Ponto 1, o nosso corpo é uma máquina de feedback, se estivermos atentos aos sinais ele diz-nos tudo. Ponto 2, quando parava para "olhar para dentro" observava pensamentos e sentimentos. O que observava não era diferente do que poderia observar sem meditar, portanto, nada de novo nesse campo. O que foi novo? A novidade foi perceber o espaço entre eles, perceber o vazio que existe nos intervalos da atividade da mente.

Quando a mente está parada continuamos a existir, a chama da vida está sempre acesa. Somos uma forma de vida. Com o tempo, o poder dos pensamentos enfraquece. Percebemos que o fluxo de pensamentos constante simplesmente aparece, não é gerado por nós. Percebemos que, dos milhares de pensamentos diários apenas uma minúscula fração merece a nossa atenção. Quando isto acontece, a chama do vazio brilha com mais intensidade e tem algo para nos oferecer: paz.

A meditação não é uma prárica muito comum no Ocidente, porque não estamos programados para parar. Esse desconhecimento acaba por criar alguns mitos. Felizmente, mais e mais estudo científicos identificam os benefícios de uma prática diária (20 minutos). Mas é algo muito simples, que com o tempo nos dá, pelo menos, algo que tanto se procura nas sociedades modernas: uma sensação de paz. Não é imediato, há um caminho a percorrer, mas vale todos os minutos investidos.

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por Vida de sonho às 09:33

Terça-feira, 28.08.18

Sucesso nas relações

Nos meus tempos de estudante universitário dizia que a fidelidade é algo anti-natura. Nessa altura era muito influenciado pelo que via num ambiente de jovens cheios de energia e vontade tanto de viver como explorar. Nessa conjuntura, uma relação com uma única pessoa não era fácil. A ideia não me impediu de seguir o trajeto normal na nossa sociedade, namoro, casamento, filhos...

Chegamos aos 40 e voltamos à filosofia. Já não formalizo o pensamento da mesma forma, mas há coisas que se mantêm. E o que se mantém é que o nosso ego (regra geral) não é muito compatível com relações mono. O ego apresenta-nos um fluxo constante de desejos e isso inclui atração por outras pessoas. Não faz parte da sua natureza desejar algo, conseguir e fechar esse capítulo. O lado racional da nossa mente tem de intervir e disciplinar. Na minha visão é uma questão de decisão: cada um decide num momento se vai ter uma postura de fidelidade, a partir daí entra um processo de programação, de indentidade. Se há uma identificação forte com a ideia de fidelidade, o lado racional consegue controlar os impulsos: tu queres isso, mas eu não sou assim, não o vou fazer. Se a identificação não for muito forte - tipo, devia ser fiel - é mais fácil ceder ao desejos do ego. A verdade é que se gera uma batalha interior entre desejos e programação/identidade.

Por outro lado, as relações são difíceis, muito difíceis. E uma das grandes dificuldades é que o nosso ego quer fazer o que lhe apetece, quer que as coisas aconteçam de acordo com a sua vontade. Numa relação há 2 egos, cada um com as suas vontades e em disputa para impor a sua. Isto obriga a negociação, cedências de parte a parte, mas isto gera uma certo desgaste emocional. Uma disciplina permanente do ego cria estados de insatisfação, que, ao longo do tempo, podem levar a infelicidade. Claro que há o outro prato da balança. O ego também quer ser amado, desejado, precisa da estabilidade que só uma relação pode dar. A assim se vai navegando, enquanto se conseguir manter a balança equilibrada.

As relações são muito difíceis. A minha experiência diz-me que um grande ingrediente para uma relação longa e estável é duas pessoas tomarem uma decisão de que esta relação é para durar. Quando se toma essa decisão e a interiorizamos tempo suficiente, quando a integramos no nosso inconsciente, então, é possível ter uma relação duradoura. Na minha visão do tema, é uma decisão.

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por Vida de sonho às 09:31


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