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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.


Sexta-feira, 16.11.18

Evolução exponencial

Acabei de ver uma tedx de Pete Diamandis, alguém que está a trabalhar para o futuro, fundador da Singularity University e de outras empresas. Uma dessas empresas quer fazer dos 100 anos de idade os novos 60. A evolução computacional, fonte da grande evolução das últimas décadas, tem tendência a continuar e a acelerar. Evolução exponencial.

Estou convencido que a maioria de nós não tem consciência do que nos espera. As visões que nos são propostas têm cada vez mais base real. Vemos, hoje, que muitos cenários apresentados - que no séc XX seriam descartados como ficção científica - revelam-se possíveis; vemos na atualidade condições reais para se concretizarem. Tal pode acontecer num prazo de 20/30 anos. São cenários revolucionários ao nível do nosso corpo, da nossa mente, da organização social, económica, jurídica e filosófica.

Mas tudo parece muito longe, porque a realidade das empresas privadas e organizações públicas ainda comporta muitos processos manuais, muito papel, alguma rigidez na evolução para a desmaterialização de processos e procedimentos. A tecnologia que anda por aí ainda representa custos elevados, especialmente quando está em causa dinheiro dos contribuintes ou trabalhar para dar retorno ao acionista. Um acionista interessado em maximizar retorno vai limitar investimento e o orçamento das áreas de tecnologia poderá ir até um certo ponto.

Será mais fácil para organizações mais focadas em causas do que lucros evoluirem mais rapidamente. E no futuro próximo, menos rápido pode significar o fim. Com o mundo ligado à internet, movimentações de clientes em massa serão muito mais fáceis, portanto, rápidas. Uma mais valia relevante disponibilizada antes, pode significar ganhos muito importantes no mercado.

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por Vida de sonho às 13:28

Quarta-feira, 14.11.18

O desafio atual

Os primeiros impactos da mudança profissional começam a revelar-se. Por exemplo, o momento de escrita alterou do início do dia para a hora de almoço. Mas há outras, como a maior dependência de colegas, face à autonomia de que um elemento sénior usufrui. Por outro lado, significa aprendizagem, evolução.

São momentos mais exigentes, em que demoramos mais tempo a resolver os assuntos, portanto, a sensação de produtividade diminui. Mas é estimulante e preciso ajustar a mindset e as rotinas. Agora, isto é mais fácil pensar do que fazer. Os dias acabam por estar bem preenchidos e não quero tirar tempo a áreas prioritárias como a família ou o trabalho espiritual/desenvolvimento pessoal.

Este é o grande desafio atual: mais do que aprender novas coisas e fazer novas tarefas, ajustar a autoimagem, quem sou profissionalmente e como atuo. E quando penso nisto lembro-me sempre da revolução tecnológia em curso. Esta reinvenção, adaptação, será muito mais frequente e disruptiva no futuro.

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por Vida de sonho às 13:05

Segunda-feira, 12.11.18

Filosofia e o dia a dia

Ontem tive uma pequena janela para me dedicar à filosofia e lá estive a ouvir mais uma palestra de Advaita Vedanta. São sempre momentos reflexivos, introspetivos.

Swami Sarvapriyananda falou muito sobre a origem do universo em diversas visões filosóficas e científicas. Mergulhou nas grandes questões da humanidade e a verdade é que continuamos sem respostas. Continuamos sem respostas e será de esperar continuar sem elas durante muito tempo. E aí surge a pergunta mais íntima, com a resposta mais difícil: o que é que eu faço? Como vivo uma existência sem resposta às questões mais fundamentais? A ciência não nos sabe dizer e as repostas religiosas ou filosóficas remetem para algo que não conseguimos experimentar ou comprovar.

Perante esta navegação à vista, o que podemos fazer é traçar um rumo, programar a mente para seguir esse rumo e tentar usufruir o melhor possível da viagem. Acompanhar a ciência e estudar a visão das escolas filosóficas e religiões é algo que merece investimento, mas temos um dia a dia para viver. Nesse dia a dia, aceitar a incerteza que é a nossa existência, ter consciência da nossa insignificância neste cosmos, pode ajudar a não complicar a vida e a passarmos por aqui de forma menos sofrida.

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por Vida de sonho às 13:07

Quinta-feira, 08.11.18

Os quês da mudança

Mudança...

Eis uma palavra que cria arrepios na maioria das pessoas, a nossa necessidade de estabilidade e saber o que vai acontecer no futuro abana totalmente e as campainhas tocam no volume máximo. Há várias dimensões de mudança, hoje interessa-me mais a componente profissional. Estou em fase de mudança de funções. Após 10 anos na zona de conforto surge uma alteração. 2 reações mais fortes.

Em primeiro lugar, há um ligação emocional que é cortada. Tanto tempo na mesma área origina identificação, mas também propriedade. De certa forma, aquilo é nosso. A verdade é que não é, pertence à organização e coube-nos, durante um certo tempo, assegurar determinadas funções. Esse lado não correu muito mal, porque se estamos na zona de conforto os desafio são limitados. O funcionamento em velocidade de cruzeiro leva a alguma acomodação e a menor intesidade emocional associada facilita o "corte".

Em segundo lugar, a adrenalina. Entrar em novos temas, aumentar conhecimento e alargar as relações humanas acaba por ser estimuante. Mas isso é uma característica pessoal. Como tanta gente gosto de aprender, evoluir. Os dias no escritório estão com uma dinâmica renovada, a disponibilidade, a concentração, o empenho acabam por subir de nível.

Esta mudança acaba por ser boa para as duas áreas, porque há sangue novo, com outros conhecimentos, outras competências. Se tudo gerido com bom senso, não se estraga o que havia de bom e, com sorte, conseguimos acrescentar algo fruto da nossa experiência anterior. As organizações que alteram chefias com regularidade acabam por fazer algo que faz sentido, se bem pensado e se houver cuidado na escolha das pessoas.

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por Vida de sonho às 13:14

Quarta-feira, 07.11.18

A lição mais importante

Ao início do dia tive um flah sobre o estudei nos últimos tempos sobre desenvolvimento pessoal e espiritualidade. Acabei por me questionar: o que é mais importante? O que seria mais útil para as pessoas saberem? Acabei por responder facilmente à segunda questão.

O mais útil seria, sem dúvida, aprender sobre o funcionamento da mente. Essencialmente, achamos que somos os nossos pensamentos. Somos aquela vozinha interior que está sempre em ação, a contar-nos histórias sobre nós próprios e os outros também.

Esta vozinha é resultado de um conjunto de experiências passadas, que constituem a nossa "identidade". O seu trabalho é replicar esse filme. Por que motivo é útil saber isto? Porque se a vozinha é resultado de experiências repetidas, significa que pode ser alterada. Se focarmos a nossa atenção em experiências diferentes, os conteúdos da vozinha mudam. Todos sentimos isso, as nossas opiniões e sentimentos alteram ao longo do tempo, justamente porque temos novas experiências, novos conhecimentos. Assim, não somos prisioneiros do passado ou do presente, podemos mudar a nossa história de vida e a nossa autoimagem. A experiência traumática da infância ou juventude não tem que nos definir para sempre.

Cada dia que passa, mais estou convicto que a felicidade está intimamente associada aos conteúdos da nossa mente. As nossas inseguranças e os nossos medos são constantemente trazidos à nossa consciência e reforçados. Se dedicarmos tempo suficiente a incutir pensamentos diferentes, positivos, encorajadores, sem dúvida que a vozinha irá passar a trazer conteúdos diferentes. E se os conteúdos forem melhores seremos mais felizes. Coisas boas e más vão acontecer sempre, mas os sentimentos que aparecem serão diferentes.

Falo isto por estudo, mas também por experiência própria. Nos últimos anos muito mudou, muitos desses conteúdos estão completamente diferentes. É preciso tempo e paciência, porque os resultados são garantidos.

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por Vida de sonho às 13:03

Terça-feira, 06.11.18

Ação e mente

Muita agitação mental no dia de hoje. Desde o momento em que o despertador tocou, os níveis de energia mostraram-se elevados. Associado a isso, a disponibilidade para a ação também estava em alta.

É sempre bom termos dias com energia e vontade de fazer coisas, o outro lado da moeda é a agitação mental. Quando estamos com o lado da ação ativo, a mente está muito agitada, frenética. Torna-se mais difícil parar e escrever ou até ter momentos de introspeção.

Há que aproveitar o pico de energia e resolver o que houver a resolver, porque a sensação de missão cumprida é uma ótima amiga de uma menta calma. Assim, no final do dia, se dermos seguimento ao pico de energia, a calma chegará e poderemos usufruir de momentos calmos e de grande satisfação.

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por Vida de sonho às 13:32

Segunda-feira, 05.11.18

Organizações e família

Nova funções no trabalho, hoje é um dia simbólico: mudança física para junto da nova equipa. Há uma mudança cultural em curso na empresa, procura-se um ambiente de trabalho mais próximo, informal, colaborativo, enfim, seguir o modelo que os livros de gestão sugerem.

Assim, esta aproximação física tem tanto de simbólico como de importante. É simbólico no tema da proximidade e importante pela facilidade de comunicação. É mais fácil levantar os olhos e falar, do que ter que nos levantar da cadeira para ir ter com quem queremos falar.

A grande verdade é que as organizações são pessoas. Há pessoas com responsabilidades de gestão, outras comerciais, outras de sistemas, outras financeiras, etc... Mas é a colaboração entre elas, um contributo para objetivos comuns que possibilita a sobrevivência e o sucesso das organizações.

Há outra realidade muito semelhante, as famílias. Uma família começa com a vontade de duas pessoas estarem juntas, percorrerem um caminho em conjunto. Há uma característica comum entre uma família e uma organização tipo empresa, hospital, câmara municipal, etc.: é consituída por pessoas. Assim, é o grau de empenho das pessoas em tornar realidade objetivos comuns que ditará o sucesso de uma família.

Quando estamos em sistemas de várias pessoas, é a capacidade de todas remarem para o mesmo lado que dita o sucesso. Mas não esqueçamos que cada pessoa rema se acredita que está a remar para o lado certo. É muito importante que o indivíduo sinta que faz sentido. A pertença àquela organização e as suas ações do dia a dia são um contributo para o bem estar do próprio e do grupo. E aqui está o grande desafio: ter egos orientado na mesma direção.

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por Vida de sonho às 09:46

Sexta-feira, 02.11.18

Introspeções poderosas

Hoje o dia começou calmo. Arranque sereno em casa e viagem calma no metro. Foi muito interessante, porque quando há menos agitação mental, consegue-se outra profundidade na introspeção.

Habitualmente, sentimo-nos uma pessoa, que tem um corpo e um cérebro que dispara pensamentos a toda a hora, tal como sentimentos, opiniões, etc... Quando paramos um pouco e observamos o que se passa no nosso interior conseguimos identificar pensamentos e sentimentos. Significa isto que a nossa atenção está a observar o fluxo constante de pensamentos. Depois há momentos em que a introspeção vai mais fundo, há momentos em que observamos a nossa própria atenção. Ouvimos algo e reparamos como a atenção se foca nesse som, vemos como a atenção repara na respiração, no bater do coração, etc...

E o que signifca isso? Significa que o nosso ser observa esses fenómenos, sim observa a respiração e o bater do coração. Se observa, então é algo exterior. Se é algo exterior, então não sou eu que faço o corpo funcionar, o "funcionamento" está acontecer de forma espontânea. Se a atenção alterna entre objetos de observação e eu observo, então eu não sou o agente, não oriento a atenção. Há um ruído e a atenção vai para lá. Mas eu não dou instruções para que tal aconteça, acontece de forma espontânea.

Estes momentos são fundamentais quando estamos num processo de autoconhecimento. Pensamos que somos este fluxo permanente de pensamentos, mas se formos mais fundo, somos o observador permanente e imutável desses pensamentos. Isto não é filosofia, teoria ou o que se quiser chamar. É a nossa experiência, é o que acontece quando paramos e simplesmente observamos o que está a acontecer.

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por Vida de sonho às 09:34

Terça-feira, 30.10.18

O chip mental

As manhãs lá em casa são um case study. Eu levanto-me cedo, faço o meu exercício, preparo-me, trato dos pequenos almoços e lanches para o pessoal. O resto da malta começa a acordar tarde e devagarinho, toma o pequeno, olham para o relógio... e a correria começa. É um stress matinal. Mas isto não tem nada de case study, é mais do que comum!!

A questão é que os dias começam com stress, o pessoal queixa-se do stress, já saem de casa com algum desgaste emocional e a paciência em mínimos. Depois dispara-se para todo o lado, procura-se culpas e soluções nos outros. A solução é muito simples: levantar mais cedo. O aspeto de case study reside em 2 pontos:

Primeiro: se algo está a funcionar mal, a única forma de melhorar é alterar. Há uma frase muito disseminada que reza: fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes é uma definição de insanidade.

Segundo: temos que tomar as rédeas, necessitamos olhar para o espelho e perguntar: o que consegues fazer para alterar as coisas? Não adianta esperar que as pessoas à nossa volta mudem para resolver o nosso problema. Começar por olhar para o que podemos fazer para mudar a situação é o caminho.

E isso aplica-se à condução da nossa própria vida. É fundamental que assumamos o controlo, o protagonismo, para que a nossa vida tome a direção que desejamos. Não é a culpar ou desejar que cônjuges, filhos, pais, chefes,  professores, organizações, o sistema de justiça, o sistema de saúde, o país ou a União Europeia mudem para a postura que nos resolveria a vida que resolvemos as coisas. É a tomar as rédeas e fazer o que depende de nós e o que está ao nosso alcance para melhorar. Às vezes é tão simples como levantar cedo, o difícil é mudar o chip mental que aponta sempre para os outros.

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por Vida de sonho às 09:59

Segunda-feira, 29.10.18

Ideias soltas

Ontem o meu sogro fez 70 anos. Aos 70 anos já temos uma experiência de vida respeitável, já se passou por muito, vimos muitas coisas, passámos por muitas coisas e aprendemos. Em várias pessoas com mais idade encontro um estado mental invejável. Encontra-se mais vezes calma, serenidade, abertura para o próximo, para uma conversa amigável, disponbilidade e encanto perante as crianças, notável...

Curiosamente, a malta dos 30/40/50 ainda está na caçada, ainda está orientada pelos desejos do ego e a procura de algo que vá trazer felicidade. Está no topo das suas capacidades, dada a maturidade físico-mental, mas ainda está à procura, a atenção ainda está virada para fora. Isto é o que observo, mas também eu próprio me identifico com essas características. Estar a escrever estas linhas significa mesmo isso, a criação deste espaço diarístico teve um objetivo inicial (clarificar e sistematizar ideias), logo, estou à procura de algo. Como todos, procuro estar bem, mas enquanto continuar a procurar, estou a depender de algo externo a mim. Mesmo que seja algo com origem em ações minhas.

As diversas fases da vida exigem papéis diferentes. A fase da luta tem muito de agradável, com a nossa capacidade de fazer coisas acontecer a proporcionar muita satisfação. É pena que a nossa fonte inesgotável de desejos quase não permita usufruir das conquistas, já que o final de um acaba por ser o início de outro. Acho que nunca me cansarei de repetir este tema da caçada, dos desejos e a insatisfação permanente, porque são necessárias muitas repetições para que uma ideia se integre no nosso inconsciente e se torne parte da nossa identidade.

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por Vida de sonho às 09:31


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