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Vida de Sonho

A nossa vida de sonho constrói-se, aqui temos simplesmente algo próximo de um diário.


Sexta-feira, 13.07.18

Alimentaçã e genética

Ontem, Robin Sharma publicou mais uma mastery session, desta vez sobre saúde. A parte mais interessante é onde ele fala sobre o estudo genético que fez para avaliar a melhor alimentação para si próprio.

Este é um tema importante para mim, já que tenho cuidado com a alimentação, com especial enfoque na questão da inflamação. O nosso corpo adapta-se ao regime alimentar e verifico alterações na composição corporal (diminuição de massa gorda) e inchaço abdominal. O mais interessante é que essa mudança não é constante, chega-se a um ponto em que há uma estabilização. Nessa altura, começamos a pensar o que precisamos fazer para continuar a evoluir no bom sentido. Sabemos que a fase final é a mais difícil. Estudamos o assunto, seguimos orientações e vamos acompanhando os resultados, mas tudo numa lógica de tentativa e erro.

Se houver a possibilidade de um estudo genético identificar claramente alimentos, componentes de alimentos ou classes de alimentos que nos causem alergias ou inflamação, o potencial para melhorias na saúde da população é extraordinário.

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por Vida de sonho às 09:26

Quinta-feira, 12.07.18

Turbulências da mudança

A escrita está mais difícil, hoje. A noite de sono foi um pouco mais curta e a máquina está emperrada. Depois de uns dias muito ocupados com reuniões e projetos, tudo aponta para um resto de semana com agenda mais livre. Vamos ver se consigo limpar algumas coisas no trabalho.

Neste fase sinto alguma divisão interior. Por um lado, começa a chegar a hora de deixar as coisas seguirem o seu próprio caminho. As ideias sobre controlo dos acontecimentos começam a integrar-se, ouvir as mensagens do corpo já é mais fácil. Estou a falar de coisas como fome, cansaço, etc... Não é fácil, porque estamos tão focados nos pensamentos, que tudo gira à volta deles, mas perante as irracionalidade e volatilidade da mente somos como um papel numa tempestade, que segue conforme a direção do vento.

Mas não é muito fácil, porque a mente não desarma. A corrente de desejos mantém-se, uns após os outros, na sequência infindável que tanta insatisfação nos causa. Se seguir o fluir da vida nos dá mais calma e serenidade, temos que gerir a mente irrequieta, que nos está sempre a desafiar: quero isto, quero aquilo, olha o que ele disse, olha o que fez, etc...

Mas como diz Robin Sharma, change is hard at first, messy in the middle and beautiful at the end. Faz parte do processo.

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por Vida de sonho às 09:27

Quarta-feira, 11.07.18

Não se nasce génio

Há uma ideia generalizada que necessita ser ajustada, a ideia de que o talento excecional que as pessoas demonstram para fazer algo nasce com elas. As pessoas podem ter preferências, inclinações para uma determinada área ou atividade, mas não nascem génios.

Todas as pessoas têm capacidade para aprender, evoluir, especializar-se e tornar-se excecionais. Mas o segredo não é nascer com um talento, o segredo é dedicar-se a algo o tempo suficiente e com vontade de melhorar dia após dia. Segundo Anders Ericsson serão necessárias 10000 horas de prática intencional para sermos especialistas em algo.

Vemos, então, que o necessário é "apenas": decidir o que se quer, mantermo-nos no caminho e melhoria contínua. Não se nasce génio ou excecional em algo, tornamo-nos excecionais pelo empenho, consistência e vontade de melhorar.

O mais difícil é mesmo decidir o que se quer. Nos dias de hoje ainda me parece mais difícil, porque os estímulos externos são cada vez maiores e o tempo de reflexão, ponderação sobre o caminho que se quer seguir pode ser ocupado pelas maravilhas da tecnologia.

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por Vida de sonho às 09:28

Terça-feira, 10.07.18

Cuidados na espiritualidade

A minha veia filosófica levou-me a estudar diversos conteúdos na área da espiritualidade. A origem Católica já me colocou em contacto com ideias do Cristianismo e nos últimos tempos estudo com alguma profundidade o Tao Te Ching e Advaita Vedanta (sistema filosófico com raízes no Hinduísmo).

Apenas a espiritualidade nos apresenta respostas para as grandes questões da humanidade, incluindo a origem do universo e quem somos. Especialmente no Tao, mas também em alguns conteúdos de Vedanta, encontramos descrições do comportamento do sábio ou do ser iluminado. Esta situação pode estender uma armadillha, porque pode levar a que sigamos aqueles comportamentos. E qual é a armadilha? Embora nos possamos comportar como um sábio, continuamos a ser humanos, a identificarmo-nos com esta pessoa que pensamos ser. E se o comportamento de um ser iluminado certamente trará coisas boas para o mundo, pode não representar uma existência feliz para as pessoas.

Incluir muitas componentes da espiritualidade melhora o nosso bem estar, mas continuamos a ser pessoas, a ter coisas para fazer, responsabilidades no dia a dia. Começo a ver estes ensinamentos como inspiração para sermos melhores e evoluirmos, mas enquanto sentirmos que somos indivíduos o melhor caminho, para mim, será o autoconhecimento, procurar o equilíbrio interior que nos permite sobreviver no mundo.

Estes ensinamentos são fundamentais para mim, mas devem ser integrados na vida, ter o seu próprio espaço, não nos dominar completamente. Curiosamente, a Vedanta fala muito nisso, na integração da espiritualidade no nosso dia a dia. Como os nossos afazeres devem ser espiritualizados e não descurados ou menosprezados.

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por Vida de sonho às 09:21

Segunda-feira, 09.07.18

Um fim de semana presente

Fim de semana intenso, mas por bons motivos. Dois excelentes dias de praia, que colocaram a família a banhos umas boas horas. A somar a isso, preparativos para uma festa de 50 anos de casados (impressionante!) e uma wine sunset party no final da tarde de domingo. Foi intenso, mas muito agradável. O foco foi na família e em usufruir do fim de semana. Nada de grandes pensamentos em divagação, a fantasiar sobre coisas que não estavam a acontecer.

No trabalho começou o período de férias. É sempre necessário gerir ausências, mas, por outro lado, está tudo mais calmo. Eu trabalho melhor quando as coisas estão calmas. Mergulho nos temas com profundidade e sinto momentos de flow, em que estamos simplesmente a fazer e o tempo passa sem darmos conta. Trabalho melhor num ambiente calmo e de silêncio, sem interrupções. São estilos...

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por Vida de sonho às 10:09

Sexta-feira, 06.07.18

Sleep while alive

O início do dia é um período muito poderoso. Acordo leve e fresco, o que origina várias reflexões matinais. Hoje, o fluxo de pensamentos andou pelo conceito do 5 am club (Robin Sharma).

A ideia é acordar cedo e termos uma hora para preparar o dia que está a começar. Ele propõe 3 blocos de 20 minutos: começarmos por exercício, depois planear o dia e finalmente aprender. Esta tática liberta o que ele denomina de pharmacy of mastery, dado os neurotransmissores ativados por estas atividades (dopamina, seratonina, etc...), que no dão bem estar, foco, inspiração e motivação, entre outras.

Mas há uma componente que comigo potencia tudo isso: sono. Quando descanso melhor, os níveis de energia, motivação, disponibilidade para fazer o que é necessário, ou seja, enfrentar o dia a dia com a determinação que a exigência do nosso estilo de vida exige. Se iniciamos o dia cansados ou pouco descansados, o nosso reservatório de energia é pouco e limitado, portanto, algumas contrariedades rapidamente esgotam esse reservatório. Lá se vai a energia, a paciência, a determinação e enfrentamos num resto de dia em esforço, a ultrapassar obstáculos que nos parecem cada vez maiores e mais difíceis. Em condições normais não seriam, mas sem descanso adequado tudo é complicado.

Depois surge uma questão interessante: eu vou dormir muito quando morrer, há que aproveitar enquanto estamos cá (lembrei-me de uma música dos Bon Jovi que a certa altura diz I'll sleep when I'm dead). Dos parágrafos anteriores surge uma opção: dormir o necessário e viver melhor os nossos dias? Ou ter menos horas acordados, mas muito melhores...

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por Vida de sonho às 09:22

Quinta-feira, 05.07.18

Construir pela destruição

Olhei para o nome do blog e esbocei um sorriso: vida de sonho. Acredito que a maioria das pessoas associe a esta expressão um determinado tipo de lifestyle, sim esse que o ego e o capitalismo nos vendem. Este blogue foi criado na fase inicial de um período de mudança. Nessa fase estava a recuperar alguma iniciativa e bem estar, após anos "anestesiados" que estavam a levar-me pelo caminho errado. A ideia inicial era assumir a iniciativa de construir a vida que quero.

Mas isto é um processo e este processo levou-me a um ponto em que a ideia de vida de sonho é simplesmente ser eu próprio. No meu caso, ser eu próprio nada tem a ver com o lifestyle mais mainstream. A componente de autoconhecimento inerente a estes processos revelou pontos muito importantes. Sou um homem de família, porque tive a felicidade de crescer num lar excecional e alimentei essa imagem de cosntruir uma família e proporcionar ao meu filhos o lar que tive. Mas sendo este aspeto um dos mais importantes da minha vida, não deixa de ser uma ideia que alimentei ao longo do tempo. Quando penso no meu círculo interior, íntimo, em que só a pessoa existe, identifiquei com alguma clareza o que me faz sentir bem. Tempo para mim é crítico. É nesses momentos que posso mergulhar em meditação, reflexão ou dedicar-me aos meus hobbies. É nesses momentos que experiencio o que Mihaly Csikszentmihaly chamou de flow. É também muito importante cuidar de mim, seja do corpo (exercício, alimentação), seja da mente (que pensamentos e emoções experiencio), seja do espírito (meditação, autoconhecimento). Tudo isto me dá a única coisa de que precisamos: paz.

Assim, se no início a palavra de ordem era construir, atualmente concluí que a minha construção é a simplificação. Ironicamente, a minha construção é um processo de destruição do que não é importante. Estou a construir uma vida mais simples, com menos recheio (coisas, ocupações, etc...), para poder usufruir de momentos de calma e paz. O meu caminho não é acrescentar, mas sim diminuir.

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por Vida de sonho às 10:00

Quarta-feira, 04.07.18

Faceférias

Ontem terminei a sessão no facebook para tirar umas férias. É algo que já estava no meu pensamento há alguns tempos e ontem foi o dia de avançar.

Estou a percorrer o meu caminho, portanto, não estou interessado em saber o que os outros andam a fazer. Por outro lado, nada tenho para mostrar ou divulgar. A partir de uma certa altura, abrir o face deixou de ser algo que me desse gozo, portanto, é hora de tirar umas férias. Tornou-se mais um to do.

Por outro lado, quando estudamos e começamos a perceber o funcionamento da mente, bem como a observar os comportamentos da nossa e as semelhanças entre as mentes humanas, percebemos que as pessoas não estão lá. O que está lá, maioritariamente, é mais um alter ego, mais uma personagem que arranjamos para interagir com o mundo. É claro que uma ideia como esta retira todo o interesse nas publicações. Há um mundo interior que só nós próprios conhecemos e acredito que muito pouca gente o divulgue. Muitas vezes nem nas relações familiares e amorosas, quanto mais numa rede social.

Enfim, altura de férias. Talvez venha a fazer sentido voltar ao face, mas para já uma pausa. Não tenho nada contra as redes sociais, nem censuro ou critico quem as utiliza (não ignoro as vantagens), apenas deixou de fazer sentido para mim (se calhar temporariamente).

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por Vida de sonho às 09:35

Terça-feira, 03.07.18

Reações

Ontem tive uma experiência um pouco diferente: vim trabalhar de carro e não de metro. Quando tal acontece, a conclusão é invariavelmente a mesma: não vale a pena. E as vantagens regressam todas ao consciente: tempo de viagem que pode ser utilizado, menos stress, horários previsíveis e menor exposição a trânsito ou acidentes.

Os últimos dias estão a decorrer de forma estranha. Cabeça pesada, irritabilidade, falta de paciência... Nada de estranho dado o nosso estilo de vida. É difícil perceber motivos, porque não os há de forma evidente. Parece-me uma reação interior às mudanças em curso. A procura de simplicidade e de leveza parece estar mais assimilada e o corpo parece estar a reagir de forma negativa à lentidão da implementação. Porque, de facto, é difícil. Há imensas solicitações, muitas imprevistas, que acabam por fazer da vida uma roda viva. Esta semana estamos a fazer um esforço para dormir um pouco mais, é preciso, é mesmo preciso...

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por Vida de sonho às 09:39

Segunda-feira, 02.07.18

Não me vou matar lentamente

Domingo difícil, malta doente em casa e pouco descanso. Ironia do destino, a meio da tarde o corpo deu sinal que precisa de descansar. A seguir ao almoço veio aquela perguiça de domingo à tarde; até aí nada de novo, mas não se ficou por aí. Pois é, o corpo começou mesmo a desligar e acabei no sofá a dormir uns 20 minutos (nada mau...).

Temos que estar atentos e respeitar estes sinais do corpo. Se pede descanso, há que lhe dar descanso. Esta semana deitar-me cedo será prioritário, não posso vacilar neste ponto. Sábado acordei relativamente descansado e tudo foi diferente. Os níveis de energia, a paciência, a disposição permitiram-me usufruir de um dia bem mais agradável. Dormir o suficiente é fundamental e temos escolha, podemos optar entre o entretenimento que costumamos escolher à noite (quem consegue) e descansar, recuperar deste modo de vida em que nos metemos.

Eu construí uma vida com alguma complexidade: dias de trabalho longos, família 4 pessoas, hobbie. Chegamos a uma altura da vida em que reconhecemos essa complexidade e estamos dispostos a simplificar, mas é difícil, implica esforço e tempo. Vai demorar, mas é necessário. Não me vou matar lentamente para corresponder às complicações que eu arranjei para mim próprio. Chegou o momento de dizer basta e inverter o sentido. Devagar, sem virar costas, assumindo as minhas responsabilidades, mas sem retorno (espero eu!). A minha experiência já mostrou que sem pressa e sem desvios chegamos ao destino, portanto, também chegarei a este.

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por Vida de sonho às 09:46


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