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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

14
Nov16

Daily journal - 14/11/2016

Vida de sonho

Arranque de semana mais duro, com uma noite mal dormida fruto de pesadelos da descendência. A rotina matinal ficou comprometida, mas há que seguir em frente e amanhã regressa-se ao esquema. Agora, o momento é de planear e arrancar nova semana de trabalho.

Fim de semana muito interessante, com um magusto familiar no sábado sob o registo das harmonia e boa disposição. Domingo também teve bastante tempo em família, com uma espreitadela ao filme Hobbit (para desligar um pouco).

A semana é importante. Preparação do WSET II, no próximo fim de semana, jantar do clube e agenda não muito cheia no trabalho. É oportunidade de arrancar com temas mais complexos e fazer abordagens mais profundas. Vamos a isso.

11
Nov16

Experiência Espiritual - 11/11/2016

Vida de sonho

Algumas ideias começam a ficar mais claras na minha mente.

A distinção observador/observado como conceito primordial para percebermos que não somos o corpo, nem a mente. Se olhamos para o computador, nós somos o observador (sujeito) e o computador o observado (objeto). É intuitivo que o observador é diferente do objeto observado. Assim, nós conseguimos observar o corpo (ver, sentir, cheirar, etc...), pelo que o corpo apresenta-se como um objeto da nossa observação. Se é um objeto, nós não somos o corpo.

O mesmo se passa com a mente. Na nossa mente aparecem pensamentos, sentimentos, memórias, informações recolhidas pelos sentidos, e nós tomamos consciência disso. Se estou a pensar em espiritualidade, observo o pensamento sobre espiritualidade, mas não sou o pensamento sobre espiritualidade. O pensamento e a restante a atividade da mente apresentam-se como objetos para a minha perceção. A minha essência (consciência) é o sujeito desta observação. Agora, consigo observar a minha consciência? Pode a consciência ser um objeto de observação? Não. Pois bem, é exatamente o que somos na nossa mais pura essência.

Os místicos e iluminados (como Buda ou Cristo) transmitem experiências de que a nossa consciência não é individual, não é separada do resto. Dizem-nos que há uma única consciência e a nossa essência é essa consciência. Quem se encontra nesse estado de iluminação experiencia a partir dessa consciência universal. Se a nossa perceção de ser está limitada ao nosso corpo e à nossa mente, estas pessoas sentem que são tudo o que existe. Sentem que são as outras pessoas, os objetos e todos os componentes da natureza.

Isto pede uma conclusão, mas fica em aberto, porque para mim é um tema completamente em aberto...

10
Nov16

Daily journal - 10/11/2016

Vida de sonho

Ontem tive contacto com várias ideias da área da espirtualidade. 2 delas particularmente interessantes.

O nosso corpo é uma parte do planeta emprestado. É muito interessante esta ideia, porque o corpo é o que comemos, o que comemos vem da natureza (tirando exceções). O corpo é comida transformada.

A ideia do tempo também é interessante. Os humanos inventaram o tempo pela observação das regularidades cósmicas, 1 dia é uma rotação da terra sobre si própria, um ano a volta ao sol, etc... A partir daí inventaram uma organização, uma rotina, que nos prende ao relógio e nos afasta do nosso estado natural.

Excelente.

09
Nov16

Experiência Espiritual - 09/11/2016

Vida de sonho

Acabei de ler uma frase que me dividiu: Do more than just exist.

Olho para ela à luz do desenvolvimento pessoal e encaixa perfeitamente; olho para ela à luz da espiritualidade e já não é bem assim. Somos criaturas do universo, criadas para existir, experienciar. Apenas existir é o motivo da nossa criação, mais do que existir já entra no âmbito da interação egóica no mundo. Não tem nada de mal, mas convém ter uma base espiritual, para que vivamos alinhados com a origem de toda a vida.

08
Nov16

Daily journal - 08/11/2016

Vida de sonho

Pausa forçada por doença da minha mulher, uma infeção num pé bastante chata e prolongada, mas que já parece estar num percurso de cura.

São dias fora do comum, mas em que a nossa melhor faceta se manifesta. Colocamos as necessidades de outras pessoas em primeiro plano e os desejos do nosso ego suspendem-se. Isso tem um efeito interessante. O ponto sensível dos desejos é o sofrimento que surge quando não conseguimos satisfazê-los. Se estamos entregues a outras preocupações, acabamos por estar mais presentes; vivemos mais o que estamos a fazer, o que está a acontecer, do que perdidos nos nossos "caprichos". Claro que as minhas rotinas de exercício físico e trabalho espiritual ficaram afetadas, mas rapidamente se recuperam. Sai-se um pouco do trajeto, mas voltamos a ele quando pudermos.

Ontem proporcionou-se uma conversa muito interessante com a convalescente sobre temas muito críticos: as expetativas e o desejo. Foi muito bom partilhar com ela o papel que os desejos sem fim do ego e a vontade que as coisas aconteçam de acordo com a sua vontade têm no sofrimento das pessoas, dado o caráter irrealista.

Hoje de manhã, tive um momento de reflexão sobre a nossa consciência muito importante, revelador. Estava a pensar na mortalidade do corpo versus consciência e lembrei-me de todas as pessoas com alguma idade que se sentem jovens de espírito, mas cujo corpo já não corresponde. E nesse momento mais uma vez se reforçou a convicção de que somos espírito, porque o espírito observador está sempre presente da mesma maneira, não fraqueja, não adoeçe, não envelhece. O corpo e a mente mudam com o tempo, mas a nossa consciência está sempre lá, ativa, a iluminar tudo o que acontece no mundo da forma. Um momento inesquecível.

03
Nov16

Experiência Espiritual - 02/11/2016

Vida de sonho

Hoje a rotina matinal atrasou. Resultado: menos tempo para escrever.

Ontem ouvi mais um vídeo de Vendanta e fez-me muito bem. O contacto com as filosofias orientais e a sua visão espiritual é algo muito positivo para mim. Quer esta vertente do Hinduismo, quer o Tao Te Ching representaram um enorme passo em frente na minha vida espiritual. Sinto-me perfeitamente enquadrado e, mais do que tudo, aquela vibração interior que me diz ser o caminho certo. Longo, lento, incerto, imprevisível, mas certo.

02
Nov16

Daily journal - 01/11/2016

Vida de sonho

Fim de semana prolongado, com um dia de férias no dia 31/10 e muitas coisas boas. Mais tempo com a família, aproveitar o bom tempo, acompanhar o meu pai no aniversário, visitar um familiar no hospital, etc... Mas também apoiar uma doença súbita da minha mulher e passar umas horas valentes na urgência do hospital. Faz parte da vida...

O outro lado desta moeda é a maior dificuldade em conciliar o trabalho espiritual, face às constantes solicitações e à necessidade de descansar um pouco mais no fim de semana. A rotina dos dias úteis acaba por permitir uma desejável estabilidade nesta área.

Foi bom, muito agradável. Agora o desafio mantém-se e as coisas não estão a correr como desejado. Sinto necessidade de reforçar a produtividade, de forma a concluir as minhas tarefas no nível de qualidade que desejo dentro do horário de trabalho e libertar tempo para outras coisas. Mas fazê-lo de forma descansada, com a consciência de um trabalho bem feito.

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