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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

30
Dez16

Daily journal - 30/12/2016

Vida de sonho

Ontem foi um dia complicado em termos profissionais. Estive completamente alienado durante o dia todo. Desligado, desfocado, para esquecer...

A minha vida profissional está, na verdade, desconectada. E à medida que este tema do autoconhecimento evolui isso fica mais claro e a motivação desce em proporção. O que não é correto, é ter dias como ontem. Vamos ser dignos do trabalho que temos, da responsabilidade que nos endossam e do salário que nos pagam.

No meio disso tudo, algo correu melhor. É importante estar focado no que estou a fazer, estar mergulhado no presente, viver o agora. E o agora não é incompatível com objetivos, planeamento, execução. Pelo contrário, estar no agora é fazer o que temos que fazer, responder às necessidades da vida com todo o nosso foco.

 

29
Dez16

Experiência espiritual - 29/12/2016

Vida de sonho

Está a terminar o ano de 2016, em que o grande ênfase foi na espiritualidade. De uma área ausente, tornou-se o foco principal. Foi revolucionário.

Tudo começou com a vontade de descobrir um sentido para os meus dias. Uma busca do que me realizaria, principalmente na área profissional. A profissão é como ocupamos a principal fatia do nosso tempo. Mergulhei, então, nas minhas próprias profundezas à procura da essência. E a verdade é que esta busca vai ter ao mesmo destino: o vazio. E o que é este vazio?

Neste ponto chegamos aos conceitos de consciência, deus, etc... De acordo com a milenar tradição de Vedanta, o Budismo ou místicos ocidentais (religiosos ou seculares), esse vazio é o ponto de contacto potencial com a consciência universal, origem do universo, referido tantas vezes como Deus. E a libertação, ou iluminação, é experimentarmos esse contacto, é deixarmos de experienciar o mundo a partir deste ponto de consciência limitada que somos e ligarmo-nos ao supremo, ao absoluto.

E pronto, assim foi a grande evolução de 2016.

 

27
Dez16

Daily journal - 27/12/2016

Vida de sonho

Nem sei o que escrever... Parece que o vazio começa a instalar-se, a ganhar espaço. E não consigo discernir um sentimento definitivo sobre isso.

O próprio ego parece um bocado confuso. Parece sereno, porque sente que está a evoluir; mas não reaje ao esvaziamento. Não é bem assim... Tive dois momentos em que senti um regresso de algumas reações "egóicas", mas acabou por ser passageiro. Não foram alimentadas, portanto, acabaram por sucumbir.

Vamos ver o que acontece nos próximos tempos. Sinto este percurso mais estabilizado, resta perceber a sustentabilidade.

26
Dez16

Daily journal - 26/12/2016

Vida de sonho

Este ano reservei alguns dias de férias para o período do Natal. Foi muito agradável passar estes dias por casa, de forma descontraída, na companhia da família. Viver, usufruir, também refletir um pouco. Enfim, cumprir o sentido da nossa existência.

Hoje regressa a rotina, também com os seus aspetos positivos. A possibilidade de escrever neste diário, o tempo de leitura nas viagens, os momentos de meditação. Esta rotina em que consigo ocupar mais tempo comigo...

O Natal foi muito agradável, em família, a festejar em paz e alegria. É isso que se pretende nesta quadra, família, paz e alegria. Idealmente, seria também uma quadra muito propícia à espiritualidade, mas o lado festivo fala mais alto. Não vale a pena divagar muito sobre isso, as coisas são como são. Pessoalmente, respeito imenso Jesus Cristo, a sua vida e as suas ideias, um homem iluminado que passou por este mundo. Já as Igrejas são instituições humanas, sujeitas às qualidades e defeitos dos homens que as constituem, portanto, já não atribuo especial importância ao que os seguidores determinaram em nome dele. Não tenho grandes dúvidas que o próprio não se identificaria com o que as diversas gerações de seguidores fizeram a partir das suas palavras.

19
Dez16

Daily journal - 19/12/2016

Vida de sonho

Após um fim de semana super intenso, hoje é um dia trabalho bem particular. Esta semana tenho uns dias de férias, que serão de 3ª a 6ª. Assim, hoje é uma pequena visita para limpar assuntos e desejar boas festas aos colegas.

Há mais agitação interior hoje, a agenda cheia do fim de semana criou algum afastamento da paz e serenidade habituais. O exercício matinal decorreu com energia, mas algo desconcentrado, com a cabeça a vaguear, fora do que estava a fazer.

Há que aproveitar o regresso à rotina para recentrar.

16
Dez16

Experiência espiritual - 16/12/2016

Vida de sonho

Regressei ao Drg-Drysya Viveka. O primeiro contacto foi no Youtube, através de uns vídeos da Sociedade Vedanta do Sul da Califórnia. Foi o primeiro contacto com Vedanta e muito rico.

Agora estou a ler... É um livro introdutório, mas muito potente. Leva-nos diretamente ao coração dos ensinamentos, embora para um leigo seja difícil. O enquadramento dos vídeos e as explicações de Swami Sarvapriyananda foram essenciais para conseguir perceber os conteúdos tão revolucionários do livro.

O título do lívro é o espelho perfeito do conteúdo, significa distinção entre observador e observado, sujeito e objeto. Através dessa separação, isolamos o nosso Ser e percebemos que não somos o corpo, nem a mente; mas sim,  espírito. O que Vedanta nos diz é que esse espírito não é mais do que Brahma (a realidade última).

 

15
Dez16

Experiência espiritual - 15/12/2016

Vida de sonho

A aventura espiritual continua e adensa-se. À medida que a busca se desenvolve, a experiência de que a nossa essência é espírito fica mais clara.

Quer nos momentos de meditação, quer em reflexão, percebemos que quanto mais fundo mergulharmos no nosso interior, mais aspetos do que pensávamos ser a nossa identidade limpamos. Mesmo a última barreira, a mente, é limpa. Basta considerar 2 pontos. Se pararmos toda a atividade da mente continuamos a existir, logo, não somos a mente, não é a nossa essência. A atividade da mente mostra-se a nós sob uma forma observável: sentimentos, pensamentos, emoções, etc... Se ignorarmos uma manifestação da mente nada nos acontece, continuamos a existir, portanto, não somos a mente.

Fascinante, revelador e verdadeiramente revolucionário na forma de olharmos a nossa vida.

 

14
Dez16

Daily journal - 14/12/2016

Vida de sonho

Entrada mais curta, porque fora de horas, dado um arranque de dia um pouco diferente do habitual.

Hoje pensei um pouco sobre as regras do jogo. Experimentar a vida humana é um privilégio extraordinário, mas um privilégio com condições. Para começar, é uma experiência limitada no tempo, somos mortais. Esta é, talvez, a aceitação mais complicada. O corpo é mortal, o seu destino está definido à partida. O corpo tem limitações nas suas capacidades e bastantes fragilidades. A mente é uma ferramenta incrível, mas também desenvolve um ego que não ajuda tanto como isso.

Há uma fonte de sofrimento e revolta à volta destas regras intocáveis, transcendentais, que pode ser eliminada pela simples aceitação de que fazem parte do jogo.

13
Dez16

Daily journal - 13/12/2016

Vida de sonho

Fim de semana com mais um dia, para festejar o aniversário da descendência. É uma satisfação sentir a alegria dos mais novos nestes dias de festa e terem a companhia dos mais velhos.

Recebi a classificação do curso de vinhos WSET II e correu pelo melhor. Aprovação com distinção. É diferente fazermos algo com paixão, com envolvimento do nosso interior, das nossas entranhas. As coisas fluem, a motivação para agir, fazer o que é necessário sai de forma natural. Não temos o peso de ter que fazer, simplesmente fazemos.

Este sentimento é um sinal. Um sinal de que estou a insistir em algo que não me satisfaz, a forçar um comodismo a uma situação confortável em termos financeiros e de stress.

09
Dez16

Daily journal - 9/12/2016

Vida de sonho

Após o feriado de ontem, é dia de regressarmos ao trabalho por um dia. Amanhã mais um fim de semana.

Estamos em época Natalícia. É um período do ano em que as pessoas andam mais felizes, mas também mais ansiosas. A tradição da troca de prendas é uma excitação para o ego. A perspetiva de receber deixa-o muito satisfeito, alguém se lembra dele e o acha especial o suficiente para oferecer uma prenda. A parte do dar já é mais nubelosa: a quem dar, o que dar, que valor, as dificuldades financeiras. Enfim, há maior baralhação nesta parte. Depois há a avaliação: gostei, não gostei; foi boa, foi fraca; foi cara, foi barata; comparar com a do vizinho, etc... Muitas variáveis para o ego se entreter a avaliar a sua posição nas relações. O mais interessante: não é minimamente relevante. Os sentimentos não são revelados nas prendas.

Este ano, a ideia é continuar o processo de redução no montante dispendido nas prendas. O caminho não é gastar para comprar coisas que pessoas que têm tudo não precisam. Definitivamente, o caminho não é esse.

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