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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

15
Mai17

Daily journal - 15/05/2017

Vida de sonho

Fim de semana intenso, agenda cheia, nada retemperador. O descanso ficou na prateleira. Claro que muitos momentos agradáveis com família e amigos, mas o regresso ao trabalho é com a cabeça algo "pesada".

A alimentação sofreu bastantes desvios, portanto, hoje acabei por saltar o pequeno almoço e faço um jejum intermitente de cerca de 14 horas. Já o tenho feito à segunda feira e não custa nada, porque não falta reserva de energia.

O trabalho interior continua e aos poucos as coisas ficam mais claras. Tenho duas inspirações principais, o Tao Te Ching e a Advaita Vedanta. Vejo o Tao como a visão da vida de um ser iluminado; como um ser que é a expressão da consciência criadora age nesta dimensão da sua existência. A Advaita Vedanta é uma escola filosófica. Condensa os ensinamentos de vários seres iluminados, escritos pelos próprios ou não, no sentido de partilhar a sua experiência e o caminho que seguiram. Informam e conduzem quem contacta com os seus conteúdos.

Este clarificação é muito importante, porque ajuda a orientar o meu percurso e a forma de abordar os dois "corpos de conhecimento" de que tanto gosto. Advaita ajuda-me nos passos que devo seguir, o Tao é uma fonte de inspiração.

A verdade é que sou um pequeno ser humano, limitado pela influência manipuladora do ego. A libertação implica um trabalho de análise da mente, mas também de orientação. É necessário que a mente mergulhe nestes conteúdos, até que sejam integrados na personalidade, o que precisa de tempo. Após isso, criar condições para que a mente se acalme e afunde nesse conhecimento, para que a consciência criadora se manifeste quando entender. Nessa altura, podem o meu corpo e mente serem, realmente, uma ferramenta ao seu serviço.

11
Mai17

Daily journal - 11/05/2017

Vida de sonho

Hoje é dia de iniciar mudanças no trabalho. Visita do chefe, apresentação e constituição de nova equipa, enfim, início de um novo ciclo. É bom que isto aconteça, novos desafios são um estímulo para a mente, que enferruja com a rotina, por muito que goste da estabilidade e da certeza. A vida, no entanto, mostra uma mudança constante. Mais um paradoxo com que a mente tem que lidar.

E pronto, vamos a isso!

10
Mai17

Daily journal - 10/05/2017

Vida de sonho

Várias coisas na cabeça, mas não me apetece escrever sobre qualquer delas. São coisas profundas, à volta das relações e da natureza humana, para as quais meia dúzia de linhas e minutos não são suficientes.

Prefiro lembrar que a nossa existência está enquadrada num universo virtualmente infinito, num planeta que existe há milhões de anos. A nossa presença por aqui é um mera insignificância, tal como a de tantos biliões de seres humanos antes de nós. No entanto, vivemos de forma completamente diferente, como se a nossa pequena e insignificante pessoa fosse o centro do universo. Resultado: não vivemos, somos um fantoche controlado por essa personagem.

09
Mai17

Daily journal - 09/05/2017

Vida de sonho

Fase de mudanças no trabalho. Fusão de empresas, novas estruturas, novos desafios. Dentro da nova realidade, ontem estive a olhar para os temas em que intervenho e a ajustar a agenda diária e a minha própria organização. Estas mudanças são saudáveis, agitam as águas, fazem-nos refletir sobre coisas que estavam automatizadas. Em termos mentais há energias renovadas no dia a dia, um despertar de algum sonanbulismo que a rotina provoca. Sim, mudanças ocasionais têm muitos aspetos positivos. Só o ego resiste à mudança, com medo que a sua existência fique em causa.

08
Mai17

Daily journal - 08/05/2017

Vida de sonho

Algumas ideias muito fora do quadrado circulam no meu consciente. O desenvolvimento do meu lado espiritual revela-se uma grande aprendizagem sobre a mente. Os professores e a respetiva "literatura" referem-se à mente como o último e mais difícil obstáculo a níveis mais profundos de consciência, porque nos identificamos com a nossa mente, sob a forma da personalidade desta pessoa que pensamos ser. A nossa personalidade não é mais do que um conjunto de ideias com que nos identificamos, já desenvolvido há uns dias. A principal consequência disso é que nos afastamos dessa consciência, da verdade.

Quando nos deparamos com essa constatação, o ego passa a ser uma criação que nos afasta da verdade, que nos enganou e iludiu ao longo da "vida", que nos afastou da perceção da realidade. Bom e como reagir a isso? Como vamos lidar com o nosso ego? A mente estará sempre connosco, enquanto houver vida no nosso corpo. O ego foi criado por todo o ambiente onde crescemos e após um certo de grau de maturidade continuou a construir-se. É como o software que "corre" no hardware que é a nossa mente. O ego, por si próprio, não é totalmente responsável pelas graves acusações que acima escrevi. Ele faz o que é programado para fazer, o que nós o programamos para fazer. Assim, perdão, compreensão é a forma de lidar com o ego. No entanto, após este despertar, temos todas as condições para o orientar, programar, da forma que quisermos. Se é um software, pode ser ajustado, no entanto, quanto mais nos identificarmos com ele, quanto mais acreditarmos que somos esta pessoa, mais difícil essa programação é.

05
Mai17

Daily journal - 05/05/2017

Vida de sonho

Conversa profunda, ontem, em casa. Nas relações, como compatibilizar o espaço comum com a individualidade? Não vejo que isto seja um problema, no entanto, o medo de se perder quem está ao nosso lado pode armar uma armadilha. E se acharmos que devemos ter muitas coisas em comum? Que é isso que suportará a relação no longo prazo? Eu acho que isso corrói a relação, porque isso não é amor.

Amor é desejarmos o bem da outra pessoas, por vezes colocando as suas necessidades à frente das nossas. Não é assim que vemos em tantos pais? Não é isso que vemos na criação do universo? Temos um universo de existência à nossa volta e a ação do criador foi apenas criar, a partir daí a postura é de permitir que a criação se exprima livremente, sem controlo ou agenda. As relações apenas são possíveis se a individualidade tiver espaço para se exprimir. Em contrário, a relação torna-se totalitária (abandono do individual em favor da causa), o que nunca deu bom resultado.

Se houver grande preocupação nas coisas em comum, derivada do medo de perder o ser "amado", estamos a retirar espaço à livre expressão individual, a aumentar o desconforto de não sermos nós próprios, o que não ajuda a nos sentirmos felizes. Amor é respeito, é liberdade. Não é tanto o que as pessoas têm em comum que mantém a relação, como o respeito pelas diferenças.

 

03
Mai17

Experiência espiritual - 03/05/2017

Vida de sonho

O dia começou com uma ideia muito forte: se nascemos sem ego, como podemos ser o ego?

Associamos a nossa existência à nossa personalidade, a esta pessoa que pensamos que somos (ego). Eu sou esta pessoa, com este nome, aquela idade, estes gostos, aqueles valores, esta maneira de ser, etc... No entanto, quando nascemos, não temos essas características. Simplesmente existimos. Ao longo da existência, a nossa mente recolhe um conjunto de experiências, ensinamentos, informações em geral e guarda com especial atenção parte dessa informação.

A partir daí, esse conjunto de informação com que a mente se identifica origina uma personalidade, o ego. Dado haver uma carga emocional associada a essa informação (pensamentos, sentimentos, modos de estar e atuar), a mente contacta tantas vezes com eles que acaba por os estabelecer no subconsciente de forma muito enraizada. Constituem, assim, o nosso ego. Nada mais do que um conjunto de informação com tal carga emocional associada que nos identificamos com ela, sentimos que é a nossa identidade, o que nós somos. É um processo contínuo, porque diariamente temos experiências. A intensidade de algumas coloca-as no grupo da nossa identidade, enquanto outras são "retiradas". O conteúdo do ego está em constante mudança, mas a nossa existência não. Existimos sempre, acompanhamos essa evolução.

A ideia forte do dia de hoje é que nós existimos antes de esse ego ser construído, portanto, não podemos ser o ego. Se fôssemos o ego, não existiríamos sem ele. Uma mesa de madeira é madeira. Antes de ser mesa era madeira, que foi moldada em forma de mesa. Se desmontarmos a mesa continuarmos a ter madeira (a verdadeira essência mantém-se).

Uma ideia com forte carga emocional que surgiu hoje é que não sou o ego, porque existo antes dele. O ego reforçou a componente de que a minha essência não é o ego. Não deve ser agradável...

02
Mai17

Daily journal - 02/05/2017

Vida de sonho

Terminou um fim de semana prolongado. Nestes dias, uma infelicidade originou alguns acontecimentos interessantes. Mais tempo por casa deu fazer algumas coisas importantes: tratar das limpezas e arrumações inevitáveis, brincar com a descendência, meditar uma hora (aconteceu em 2 dias), recuperar uma série com episódios em atraso e fazer boas provas de vinhos para o meu curso. Foi dos melhores fins de semana do últimos tempos, muito bom.

Especialmente boa foi a meditação. Fiz uma meditação acompanhada pelo vídeo sobre Astavakra Samhita e foi muito potente. Mesmo sem o esforço de parar o fluxo de pensamentos, ele não deu tréguas. Estar a ouvir algo que ocupava de forma ativa o intelecto não era suficiente para acalmar a mente. Os pensamentos desviantes e errantes apareciam na mesma. Fascinante.

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