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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

29
Set17

Daily journal - 29/09/2017

Vida de sonho

Think of me and fight the battle of life. Esta citação da encarnação Krishna não me larga, nem a quero largar. E não quero, porque está a proporcionar o equilíbrio que procurava nos últimos tempos. Sinto uma dinâmica renovada no trabalho, porque estou a conseguir conciliar as coisas.

A verdade nua e crua é que esta pessoa não existe, não trabalha, não tem família, etc... O supremo experiencia um manto de energia e, esquecido de quem é, pensa que é real. Mas enquanto isto não passar da filosofia e de relatos de seres iluminados à minha experiência direta, há que entreter o supremo. Somos uma atração no parque de diversões que a consciência imagina para não se aborrecer. Vamos desempenhar o nosso papel, como agradecimento ao supremo pelo privilégio de viver.

28
Set17

Daily journal - 28/09/2017

Vida de sonho

O dia prevê-se muito preenchido, com agenda profissional intensa e, se conseguir, uma prova de vinhos na garrafeira Tio Pepe ao final da tarde.

A citação de Krishna no Bhagavad Gita não me sai da cabeça. Think of me and fight the battle of life. Acho que encontrei o meu mantra para os próximos tempos. Neste momento do meu percurso espiritual não posso deixar de lado a luta do dia a dia, os desafios que enfrentamos enquanto seres humanos. Com a ideia que somos seres espirituais a ter uma experiência humana em pano de fundo, vamos dar o nosso melhor no que a vida nos coloca pela frente.

A outra vantagem deste percurso é que aprendi muito sobre a natureza da mente e a sua forma de funcionar. Assim, percebendo que não passa de uma máquina programável, posso definir o programa que quero que ela corra, ou seja, que tipo de pessoa quero ser.

27
Set17

Daily journal - 27/09/2017

Vida de sonho

Ontem foi um dia intenso, reunião ao início da manhã, convenção a meio da tarde e jantar de aniversário de um familiar à noite. Não faltou animação.

Esta semana está a ser interessante. Este percurso pela espiritualidade está a chegar a um ponto mais equilibrado. Quando mergulhamos nos ensinamentos mais profundos da filosofia oriental, a nossa visão da vida e do mundo muda. Quando sentimos que existimos apenas para existir, não há uma razão, um motivo, uma missão ou um destino, todos os fundamentos abanam. Um sentimento perfeitamente natural de aparecer é a vontade de começar tudo do zero. Claro que isso não é possível de um momento para o outro, especialmente quando temos responsabilidades como família a depender de nós. Vivemos, então, um período bem turbulento.

No entanto, não tem que ser assim. Viver a espiritualidade não é algo reservado a monges, ascetas ou indivíduos em grutas nos Himalaias. Pode ser perceber que somos mais do que este ser humano frágil e receoso que sentimos, refletir sobre isso, meditar sobre isso. Até ao momento da iluminação, sentiremos sempre que somos esta pessoa, este ego.

Assim, as nossas atividade do dia a dia não necessitam sofrer qualquer impacto. A única coisa a fazer é perceber que somos um brinquedo ao serviço do criador, que esta pessoa é um grão de areia num universo infinito. Então, resta-nos usufruir desta experiência e fazermos o que temos que fazer sem pressões, sem drama, porque não temos nada a provar, nenhuma missão missão divina a cumprir, o único propósito da vida é existir. Podemos ter as atividade mais intensas, as responsabilidades mais elevadas, se tivermos sempre em mente que não somos nada importantes, que a nossa mente não passa de um conjunto de pensamentos automatizados, que tudo apenas acontece, não por nós nem para nós, então, a separação entre material e espiritual esbate-se. E em nada impede a evolução espiritual e o nosso percurso.

Uma citação de Krishna no Bhagavad Gita acompanha-me nos últimos dias: Think of me and fight the battle of life. Enquanto sentirmos que somos esta pessoa, fazemos o que temos que fazer com brio, com empenho; mas temos sempre em mente que a nossa verdadeira natureza é a consciência e não este conjunto de pensamentos e sentimentos que assumimos ser a nossa personalidade.

25
Set17

Daily journal - 25/09/2017

Vida de sonho

Fim de semana interessante, com descanso, convívio familiar, social e uma boas provas de vinhos. Tudo aconteceu ontem e anteontem, mas agora não passa de uma memória. E com sensações algo esbatidas. As coisas acontecem e passam, simplesmente passam. Transformam-se em memórias às quais nos agarramos, criamos uma ligação emocional e identificamo-nos com elas. Desta forma alimentamos o ego com essas experiências, estamos a dar-lhe consistência, conteúdo.

Mas segunda-feira é dia de regresso ao trabalho e não falta que fazer, falta é vontade... Mas o que é vontade? Vontade é estarmos identificados com o que fazemos, essa identificação provoca ação. Se não estamos identificados com o que fazemos, apenas uma força de vontade racional nos faz mover e essa força de vontade tem altos e baixos. Só uma forte identificação, implementada no subconsciente, origina ação decisiva, produtiva e criadora de valor.

21
Set17

Daily journal - 21/09/2017

Vida de sonho

Dia de jantar vínico mensal é sempre um bom dia. Volta a juntar-se o grupo para provar uns vinhos, com a parte técnica a associar-se ao convívio. Entretanto há trabalho a fazer, horas úteis para contribuir para quem nos paga o salário.

Nestes dias as minhas reflexões andam à volta dos pensamentos. De onde aparecem os pensamentos? Por que aparecem determinados pensamentos e não outros? Nas viagens de metro descontraio e observo o que a mente me apresenta. E aparece de tudo. Memórias e sentimentos do dia, mas também aquela música que ouvi e pensamentos dispersos, desagarrados, sem sentido. Não encontro a fonte dos pensamentos, nem sei como eles aparecem. Como posso identificar-me com eles?

20
Set17

Daily journal - 20/09/2017

Vida de sonho

Mais uma página para preencher. Um dia diferente, já que é de aniversário de casamento, portanto, lá haverá um singelo festejo no final do dia. É desafiante partilhar a vida com alguém, a necessidade de consensos contraria a tendência natural do ego querer impor-se e fazer o que bem lhe apetece. É necessário, realmente, que a razão tenha ascendente sobre a volatilidade da mente.

Ontem foi um dia intenso em termos de trabalho, vamos ver se hoje se consegue ter um dia mais próximo do habitual e despachar alguns temas.

19
Set17

Daily journal - 19/09/2017

Vida de sonho

Ontem foi dia de ficar por casa. Essencialmente descansar, namorar e acompanhar a família. É bom, é muito bom. Mas não é perfeito.

Nesses dias somos completamente absorvidos pelas diversas atividades a cumprir, bem como pelas dinâmicas de estarmos em família. O nosso espaço individual desaparece. Nesse aspeto, o dia a dia profissional dá-nos algum espaço. Há muitas pessoas que não estão satisfeitas com o seu trabalho, que é fonte de muitas angústias, frustações e sentimentos negativos. Mas, para quem necessita de algum espaço, é um tempo nosso. É um tempo em que nos dedicamos a fazer o que escolhemos para ocupar os nossos dias. Quer se queira, quer não, se estamos a fazer um certo trabalho é por nossa opção. Temos a alternativa de mudar, sair. Há medos, consequências, amarras, mas não podemos deixar de assumir que é nossa opção continuar a fazer o que fazemos.

15
Set17

Daily journal - 15/09/2017

Vida de sonho

Ontem foi um dia interessante. Uma tarefa importante concluída, algumas novas funcionalidades exploradas, em casa tudo sereno, com jantar cedo e leitura de histórias à descendência. Enfim, um dia cheio de coisas boas. Também outras menos boas, mas que não estragam o panorama global.

Hoje fecha a semana e vamos ver se bem. Algumas coisas no trabalho para resolver, mas os meus hobbies estão a precisar de algum tempo. Vamos lá gerir de forma eficaz o foco, para conseguir fazer o máximo de coisas possível.

13
Set17

Daily journal - 13/09/2017

Vida de sonho

Os meus pensamentos estão na compatibilidade entre espiritualidade e a nossa vida diária. A ideia de uma realidade única que é consciência, que nós, a nossa vida e o mundo que nos rodeia não passam de ilusões criadas pela mente é muito poderosa e pode gerar problemas se dermos consequências práticas profundas.

Embora o saibamos, a verdade é que a nossa experiência mantém-se. Continuo a experienciar que sou uma pessoa, que vive num mundo de matéria bem sólida, que interage com pessoas e coisas exteriores a mim, que precisa de trabalhar para sustentar a família, etc... E enquanto a minha experiência for assim, não devo deixar de cumprir com as minhas responsabilidades. Claro que o estudo e as práticas continuam, mas deve existir articulação. As ideias espirituais não devem fazer baixar a guarda na luta do dia a dia, nem devemos mergulhar 100% no dia a dia e abandonar a espiritualidade apenas porque a iluminação é algo muito abstrato, de difícil compreensão e aparentemente inatingível para o comum dos mortais.

O caminho passa pela conjugação de ambas.

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