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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

15
Jan18

Da mente

Vida de sonho

Quando temos momentos difíceis mergulhamos facilmente nas questões mais fundamentais da vida. Por vezes, são questões que nos colocamos de forma temporária, correspondente a esses momentos mais duros; outras vezes, as questões acompanham-nos e inciamos uma busca. Quando a busca atinge um grau de profundidade substancial chegamos à espiritualidade, porque só aqui encontramos respostas.

Os nossos dias são comandados pela mente. Assim, o esquema de vida criado pelo homem responde a grande parte das necessidades da mente e os dias vão passando de forma aceitável. Somos criados em sociedade, portanto, o nosso esquema mental está adaptado ao que nos é ensinado, à programação que é feita desde que nascemos. Quando aprofundamos o conhecimento nesta área, especialmente no modelo mais oriental (Hinduísmo, Budismo, Vedanta), aprendemos um conceito incómodo: não somos a mente. A mente resulta dessa programação, é um amontoado de pensamentos, memórias e programação que não passa de um objeto experienciado pelo nosso verdadeiro ser.

Aos poucos, percebe-se esse conceito. Os exercícios de introspeção revelam isso mesmo, percebemos que o nosso sentimento interior de vida, a chama que ilumina e alimenta a nossa existência é independente da mente. Se a mente parar, continuamos a existir; este eu, esta forma de vida, continua. Assim, toda a estrutura de vida centrada na mente acaba por ruir e surge a necessidade de reformular toda a forma de estar na vida. Afinal, o conceito de vida muda completamente.

12
Jan18

2 notas sobre felicidade

Vida de sonho

Podemos investigar, estudar, aprofundar a nossa busca pelas respostas às questões fundamentais, mas há uma vida para viver diariamente. E a questão é sempre a mesma: como ser feliz? Nem é preciso tanto, basta conseguir estar bem de forma consistente. Afinal, tudo o que fazemos é uma busca por nos sentirmos bem.

A primeira grande lição dos últimos anos é que a vida vai sempre proporcionar momentos bons e momentos maus. Não adianta divagar sobre isto. É fundamental aceitarmos este facto. Criar uma expetativa de uma existência completamente feliz, todos os dias, a todas as horas, é uma fonte de sofrimento para a esmagadora maioria da humanidade. Na verdade, apenas os místicos apresentam relatos que apontam para a felicidade permanente. Mas isso acontece quando percebem a irrealidade do mundo material (algo muito longe da estrutura mental da maior parte da humanidade).

Depois, perceber algumas armadilhas da mente. A nossa mente é uma fonte inesgotável de desejos: queremos coisas, sentimentos, pessoas, etc. Depois de conseguir o que quer, começa imediatamente a pensar na seguinte, numa sucessão sem fim, de insatisfação permanente. Mas não fica por aí, tem um lado ditatorial muito marcado. Deseja que as coisas aconteçam de acordo com a sua vontade. Que as pessoas concordem com as nossas ideias, que se comportem como achamos adequado, que tudo aconteça de acordo com a nossa vontade. Pois bem, apenas as nossas ações podem ser coerentes com a nossa vontade, esperar que eventos exteriores ocorram de acordo com a nossa visão é caminho direto para situações de frustração, dor interior.

Esta reflexão não teria fim, mas o tempo é limitado, infelizmente.

11
Jan18

O tudo vem sem fazermos nada

Vida de sonho

E se no tema mais importante da vida o que temos que fazer for nada? Brutal, não é? O contrário de todo o nosso percurso enquanto pessoa.

Quando mergulhamos no mundo da filosofia oriental e da espiritualidade é isso que acontece. Conhecer a realidade fundamental do universo implica transcender a pessoa. Se há algo que pensamos ser é uma pessoa. Assim, há imensas práticas que nos orientam no sentido do conhecimento (iluminação), mas essas práticas são efetuadas pela pessoa, num grau de consciência de pessoa. A iluminação é o momento em que a consciência limitada a uma pessoa larga essa limitação. Esta consciência reconhece que é a consciência universal, que não é uma pessoa, antes a realidade fundamental de toda a criação.

Este momento acontece quando tiver que acontecer e fora do nosso controlo enquanto pessoa. Se misturarmos farinha, sal e fermento e colocarmos no forno, passado algum tempo temos pão. Determinadas ações originam resultados. No entanto, podemos realizar todas as práticas espirituais e a iluminação não acontecer. Sem estas práticas não acontece, mas elas não são suficientes para acontecer. Ou seja, o click final não é acionado pela pessoa, acontecerá de forma espontânea, se acontecer.

Nesse sentido, em relação ao momento da verdade, nada há fazer por parte da pessoa.

10
Jan18

Significado na vida e dor

Vida de sonho

Horas mentais agitadas. Agitação em casa, agitação no trabalho, mente em grande atividade. Noto isso no exercício matinal. Nos minutos seguintes ao final da rotina, o grau de foco no momento de gratidão mostra a agitação da mente. Quando outros pensamentos interferem é sinal de agitação acima da média. Mas, como tudo, é temporário.

Quando aprofundamos os conhecimentos místicos e filosóficos, a nossa visão da vida muda. Percebemos que há uma realidade mais profunda que este mundo material que nos rodeia (mundo aparente); percebemos que estamos envolvidos num ciclo imparável de movimento, uma sucessão de horas, dias, semanas, anos, independentes da nossa vontade; percebemos que não há um motivo para a nossa existência, ela simplesmente aconteceu; percebemos que estamos presos a um corpo limitativo, identificados com uma mente que não pára um segundo, mas pior do que isso, apresenta-nos pensamentos e sentimentos algo aleatórios (embora alinhados com a vibração do ego). Estas ideias tornam-se algo perigosas, porque, de repente, percebemos que não estamos aqui a fazer nada a não ser existir.

Existir é maravilhoso e um milagre. O que temos que resolver é a vida que o nosso ego construiu, com trabalho, família, relações, etc... Essa vida implica coisas para fazer todos os dias: horas para levantar, tratar da higiene, vestir, alimentar o corpo, assegurar tarefas familiares, sair para o trabalho, etc... A rotina tão recheada que conhecemos. E a verdade é que quanto mais acrescentamos à nossa vida mais coisas temos que fazer, mais nos afastamos da existência.

Torna-se, então, crítico, ligar significado ao que fazemos. Sem esse significado, sem um sentido de identidade associado à vida que construímos, entramos num ciclo em que as atividades diárias são um ciclo sem fim de obrigações, um peso na nossa vida, que acabam por originar dor interior e infelicidade. Pior, a mente acaba por se programar para associar dor a essas atividades e ficamos presos nesse mindset negativo.

O caminho mais óbvio é simplificar, focar a nossa existência em aspetos realmente importantes para nós e não ocuparmos em atividades sem significado. Isso leva a dor.

09
Jan18

Alimentação saudável: 2018 em equilíbrio

Vida de sonho

É curioso verificar como os nossos pensamentos mudam ao longo de tempo. Este ano de 2018 está a mostrar-se interessante no capítulo da alimentação. Quando iniciei o percurso de alimentação saudável, o entusiasmo inicial levou a opções fortes do tipo cortar isto, reduzir aquilo ao mínimo, etc... No meu caso, a vítima foi o açúcar, que se mantém afastado na forma refinada, e a redução dos hidratos de carbono. Também os produtos lácteos e os grãos sofreram uns cortes valentes. Foi uma fase de seleção agressiva, quase separar bons e maus.

Claro que o estudo continua. A primeira fase foi controlar quantidades, perceber as calorias associadas ao que comia e a preocupação por fazer melhores escolhas alimentares. Depois, dado o histórico de diabetes na família e o fitness, começou o processo de redução dos hidratos de carbono e cuidar do tema insulina. Aqui, a influência da visão Paleo foi muito forte. Com alguma naturalidade fui parar ao tema de alimentos ácidos vs alcalinos e fiz também algumas escolhas nesse sentido (por exemplo, mais citrinos e amêndoas).

Este ano inicia com um sentimento de equilíbrio. O nosso corpo necessita de alimentos ácidos e alcalinos, é no equilíbrio que está o grande segredo da sustentabilidade no nosso regime alimentar. Assim, as proteínas são eleitas como fornecedor principal de alimentos acidificantes, acompanhadas por uma quantidade generosa de alimentos alcalinizantes (sopa, saladas e fruta). A grande diferença é que há menos sensação de bom e mau, faz bem ou faz mal. Há um equilíbrio entre diferentes alimentos necessários para o corpo e temos um tema crítico a entrar em velocidade de cruzeiro sem grandes dificuldades.

2018 está a começar bem na alimentação.

08
Jan18

Segunda-feira sem síndrome

Vida de sonho

Há um certo preconceito sobre a segunda-feira. Entre voltar ao trabalho e continuar o fim de semana não é difícil escolher. No meu caso raramente acontece o síndrome de segunda-feira (ou monday blues).

O primeiro dia da semana é, muitas vezes, o mais enérgico. E não é por uma questão de realização profissional ou de gostar do que faço. Um fim de semana com descanso qb e atividades familiares sem turbulência originam um arranque de semana com energia. Hoje é um desses muitos dias. Níveis altos de energia, motivação e boa disposição, é uma boa forma de começar o dia e a semana. Hoje, então, é uma boa forma de enfrentar o frio que nos acompanha na rua.

E pronto, resta desejar que o resto da semana decorra da mesma forma. Vou tratar do planeamento dos próximos dias e venha energia e determinação para fazer o que aparecer pela frente. Afinal, um dos segredos da vida é ter determinação para fazer o que o nosso estilo de vida exige. E quantas atividades não são as mesmas dia após dia? Trabalho, alimentação, higiene, etc...

05
Jan18

Hobbies e vida diária

Vida de sonho

Ontem aconteceu nova edição do jantar vínico mensal, desta vez dedicada a espumantes. Um momento alto do mês, onde é criado espaço para o hobby na companhia de outros apaixonados. São umas horas de folga, em que desligamos das responsabilidades e das obrigações diárias.

Se nos sentimos melhor quando desligamos do dia a dia, então algo está mal com o dia a dia. Numa situação ideal, os nossos dias seriam ocupados com atividades que nos dão satisfação. Se isso não acontece, não será possível alterar? Claro que a nossa mente trata de listar os obstáculos: é muito bonito, mas há contas para pagar e comida para por na mesa e outras coisas semelhantes.

Mas o que nos impede de idealizar o nosso modo de vida? E o que nos impede de começar a construir, passo a passo, essa vida? As coisas não têm que acontecer de um momento para o outro, se soubermos o que queremos nada nos impede de começar a caminhar nessa direção. Quem sabe o que o futuro reserva? Tudo é possível.

04
Jan18

Robin Sharma - novo vídeo

Vida de sonho

Ontem vi o novo vídeo de Robin Sharma. Este senhor está cada vez melhor. A forma como ensina desenvolvimento pessoal cativou-me desde os primeiros contactos, já lá vão 3,5 anos. Nessa altura, estava muito focado nas técnicas e numa abordagem mais tradicional: define objetivos, traça o caminho para os atingires e mão à obra. Atualmente, os seus ensinamentos têm uma abordagem muito mais completa, porque fala dos quatro impérios: mindset, heartset, healthset e soulset. Na abordagem tradicional é tudo muito focado na mindset. Como se não chegasse, o vídeo foi filmado em Roma, uma cidade apaixonante.

O que estudei e esta minha curta experiência aproximam-me muito desta abordagem. Na minha visão, devemos começar por dentro, perceber o que é importante para nós, o que nos faz sentir bem, felizes, realizados e focar nesses pontos. Isto representa uma viragem muito importante, porque deixamos de seguir os empurrões sociais e de viver uma vida que não é a nossa. A partir daí tudo acontece naturalmente, porque é mais fácil ficarmos mais calmos, mais satisfeitos, mais abertos para os outros, a gostar mais de nós e a tratarmo-nos melhor. É mais fácil escrever do que fazer, mas estou confortável com isto, porque foi a minha história nos últimos anos.

03
Jan18

Olá 2018

Vida de sonho

Se 2017 foi a confirmação do poder da consistência, como iria iniciar 2018? Claro que como a continuação do caminho percorrido até agora.

Ontem foi dia de elaborar o meu One Page Plan, inspirado por Robin Sharma, que reflete isso mesmo. Os objetivos são continuar a cuidar de corpo, mente e espírito; contribuir para o meu freedom fund e melhorar 2 aspetos específicos no trabalho. Poucos objetivos, mas com impacto crítico no que quero da vida.

E essa opção é para continuar. Nos últimos tempos ganhei leveza na minha vida. Isso acontece quando deixamos de querer tudo e nos focamos nos temas realmente importantes. O ego segue os estímulos que nos rodeiam, deixa-se influenciar pela publicidade, pela imagem perante terceiros ou por ter o que os outros têm. Quando percebemos que isso são armadilhas, que se trata de uma caçada permanente, em que obter uma coisa dá uma satisfação temporária e é apenas o início da caça à próxima, tudo muda. Começamos a pensar no que realmente importa, focamos nesses pontos, sentimo-nos melhor e a vida fica mais leve.

Olá 2018, o meu empenho é no sentido de continuar o meu caminho, fazer o que está ao meu alcance para que os resultados continuem a aparecer. Recebo-te de braços abertos e não espero nada de ti, mas se pudesse fazer um pedido seria: não atrapalhes, pf, deixa-me continuar a percorrer o meu caminho em paz e sossego. Pode ser?

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