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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

13
Mar18

O efeito de dias produtivos no trabalho

Vida de sonho

Terminar o tempo de trabalho é um momento que muitas pessoas aguardam durante o dia. Isto decorre de uma mentaldade sobre o trabalho que não partilho, quase que trabalho mau, lazer bom. Esta mentalidade cria hábitos mentais perigosos, que só nos fazem sofrer, porque são 7 ou mais horas do nosso dia e programação mental negativa.

Regresso a casa de metro e aproveito a viagem para fazer a "minha" meditação, que não é mais do que fechar os olhos e observar os pensamentos que se revelam à minha consciência. Nos dias mais produtivos, que terminam com uma sensação de dever cumprido, de um bom contributo para a organização, a mente está muito mais calma, relaxada. O trabalho fica para trás e o exercício decorre com serenidade. Nos dias mais complicados, quando as tarefas não saem das mãos ou há algum problema, a agitação é grande, o corpo saiu da empresa mas a mente continua lá. Nesses dias, o exercício é difícil, necessita esforço reforçado e não há relaxamento.

A conclusão é óbvia e muito simples, um bom desempenho no trabalho também ajuda a estar bem fora do trabalho. Pelo menos a mim...

12
Mar18

Conhece-te a ti mesmo - 3

Vida de sonho

Este processo de autoconhecimento cruza também com a espiritualidade. A civilização Ocidental não tem uma tradição muito forte nesta abordagem; a visão tradicional é baseada na religião, com um peso esmagador do Cristianismo, numa visão de um Deus exterior a nós, transcendente, superior.

O mesmo não acontece no Oriente, onde algumas correntes do Hinduismo, Budismo e também o Taoismo, nos apresentam abordagens da vida espiritual focadas no interior. O autoconhecimento é um caminho particularmente importante.

Os livros sagrados do Hinduismo (Vedas), em especial nos seu capítulos filosóficos, Upanishads, afirmam a identidade entre Homem e Deus. Há depois escolas filosóficas como a Advaita Vedanta que vão mais longe e dizem que Brahman é a única realidade, que na nossa essência somos nada mais, nada menos, do que Deus. Quando percorremos o caminho da espiritualidade e aprofundamos o processo de autoconhecimento podemos tornar esses ensinamento uma realidade, ou seja, podemos saber, na nossa experiência, que somos Brahman. Se sentimos que somos uma pessoa, dentro de um corpo, com coisas para fazer, sítios para ir, que se relaciona com pessoas diferentes de nós, o caminho pode levar-nos à iluminação, ou seja, à experiência efetiva da nossa natureza divina. E não nos apresentam uma proposta de fé, convidam-nos a fazer um trabalho que leve à constatação total da unicidade. No Budismo é o chamado Nirvana. No Tao Te Ching, Lao Tzu repete verso após verso que o conhecimento do Tao está no nosso interior.

Isto são ideia muito giras, mas em que medida ajuda na nossa vida? Estamos perante a única proposta que conheço para uma existência feliz, que nos permite transcender o sofrimento, uma constante na existência humana. E como acontece? Quando percebemos que não somos o corpo, que é algo que funciona sozinho e que nós somos apenas observadores de algumas coisas que se passam; tal como não somos a mente, um conjunto de pensamentos que estão tão próximos de nós que nos identificamos com eles, mas que também são observados por nós; o que resta é vida, consciência. Essa vida, essa consciência são a nossa essência, o nosso verdadeiro ser. Quando estabilizamos nesse conhecimento, nessa experiência, essas escolas dizem-nos que é possível transcendermos esta consciência limitada à pessoa e sentimos o nosso verdadeiro eu: a consciência cósmica que trespassa e origina tudo o que existe. Percebemos que tudo o que existe é uma espécie de ilusão criada pela mente, que não afeta o nosso ser. Transcendemos o sofrimento quando se torna uma realidade para nós que o universo é irreal, é uma projeção de Brahman, que observa sem ser afetado pelo que “acontece”.

Assim, que mais podemos querer na vida do que conhecer a nossa essência, a “verdadeira” natureza do universo e transcender o sofrimento desta vida? O autoconhecimento é um dos caminhos...

07
Mar18

Conhece-te a ti mesmo - 2

Vida de sonho

Este autoconhecimento pode ser a chave para uma vida mais feliz. Pessoalmente, identifico impactos em 2 dimensões: mental/ego e espiritual.

A dimensão mental/egóica tem a ver com a nossa relação com nós próprios. O nosso corpo e a nossa mente transmitem-nos imensas mensagens. As mais importantes são se estão a sentir-se bem ou mal, se estão a gostar ou não da experiência que estão a ter. Essa experiência pode ser qualquer coisa: o que estamos a comer, o programa de televisão, o livro, a conversa, a paisagem, a notícia, o café, simplesmente qualquer coisa. É um fluxo muito intenso de feedback. Quando pensamos um pouco neste tema, com alguma facilidade percebemos que ignoramos grande parte desse feedback. E por que motivos ignoramos? Há especificidades pessoais, mas a submissão ao que temos que fazer, ao que é suposto fazermos, como devemos comportar, o que devemos pensar, parecem-me transversais. O nosso instinto dissolve-se nas obrigações e convenções sociais, processo ajudado pela mente que procura tudo no exterior.

Se ouvirmos e respeitarmos o feedback, dentro do equilíbrio fundamental, o que acontece é que nos sentimos bem. Sentimo-nos muito melhor do que respeitarmos regras impostas pelo exterior de forma cega, na expetativa de que se as seguirmos nos sentiremos melhor. O percurso de vida familiar e profissional afastou-me de 2 coisas de que gostava: leitura e desporto. Quando pensava nisso tinha o feedback de insatisfação, mas reprimia-o, porque tinha uma família para cuidar. A altura de dar a volta havia de chegar, um período mais complicado surgiu e a espiral de insatisfação tinha de ser invertida. Foi, então, muito simples começar. Ajustei a minha rotina para incluir leitura e desporto e... as coisas melhoraram. Não deixei de cuidar da família, nem mudei de trabalho, não fiz nenhuma revolução, apenas incluí esses aspetos importantes no meu dia a dia. Ouvi o feedback e agi! Só isso ajudou-me a ser uma pessoa mais feliz.

A partir daí, há um efeito bola de neve. Acreditamos que é possível mudar, que não estamos presos à nossa realidade atual e sentimos que muito está nas nossas mãos. Cada pequeno sucesso alimenta as nossas confiança e determinação e passo a passo a mudança para melhor acontece. Fundamentalmente, percebemos que o caminho não é seguir o modo de vida em que somos educados e que os media nos vendem, mas sim seguir o nosso próprio. Curiosamente, o exterior sente essa mudança, sente a vibração muito mais positiva que emanamos e sente-se atraído por ela. Os fatores externos que procurávamos antes vêm ter connosco sem os procurarmos.

A vida não se torna perfeita, mas muda para muito melhor.

06
Mar18

Conhece-te a ti mesmo - 1

Vida de sonho

Conhece-te a ti mesmo, quem nunca ouviu/leu esta frase? Reza a história que estaria visível no pátio do Templo de Apolo, em Delfos, tal como está muito associada ao filósofo Sócrates. É um conselho com séculos, milénios.

Conhecermo-nos, olhar para dentro, é bem mais difícil do que parece à primeira vista. Esse trabalho de paciência, diário, de observação interior, apresenta um obstáculo importante: enfrentamos os nossos demónios interiores. Teremos coragem para isso? Mais do que disso, essa luta compensa?

Se queremos fugir desses demónios, então, procurar ocupações e estímulos externos é uma tentação. Ocupar corpo e mente o mais possível, de forma a esquecer e viver sem essas sombras é, provavelmente, a opção mais procurada. Mas eles continuam lá, à espera que a turbulência acalme para dar sinais de vida.

Se queremos viver com equilíbrio interior, então, não podemos deixar de conviver com eles. Começamos por perceber o que são e de onde vêm, para conseguirmos de seguida trabalhá-los e, se tudo correr bem, conviver com eles de forma tranquila. Não vencê-los ou eliminá-los, mas conviver com eles. Foram alimentados durante muito tempo, portanto, também necessitamos de tempo para mudar a nossa relação com eles.

O exercício de autoconhecimento é talvez dos mais difíceis, mas o prémio no final pode ser o que de mais valioso se consegue atingir na vida.

05
Mar18

Quero liberdade

Vida de sonho

Fim de semana cheio de atividades, portanto, descanso ficou aquém do desejado. Mas foi por uma boa causa: levar a descendência a passear e ver um espetáculo no sábado e jantar animado no domingo para os adultos. Lá terei que gerir melhor as horas de sono durante a semana, para manter o descanso mínimo que permita aguentar o ritmo diário.

Hoje o dia iniciou com chuva e sono, portanto, lá voltou ao consciente a estupidez do estilo de vida que temos; pronto, tenho. Levantar cedo, sair de casa às 08h00, regressar às 20h00, jantar, cuidar da família e dormir. Não faz sentido. Tenho o privilégio de estar vivo, esse milagre que me fascina todos os dias, mas os dias escapam numa rotina que não corresponde ao modo de vida que pretendo. Quero liberdade!

É claro que estou a tomar as minhas medidas para mudar isso, o objetivo e o caminho estão definidos, preciso paciência, mas isso é coisa de que o nosso ego não gosta. Quer tudo já, ontem de preferência. Felizmente, respiro 2 ou 3 vezes, reforço que o plano está traçado e há que percorrer o caminho. Mantém-te no caminho e os resultados vão aparecer. Este momentos não me incomodam, não geram frustração de não ter o modo de vida que pretendo, antes confirmam que esse é o objetivo.

01
Mar18

Agitação

Vida de sonho

Semana agitada, tanto profissional como pessoal. Aniversários, constipações e agenda cheia no trabalho. É a vida, por vezes muitas coisas acontecem ao mesmo tempo. Abana a rotina e fornece uns picos de adrenalina que são bem estimulantes. Se for pontual, não vem nada de mal ao mundo.

É nestes períodos que termos ideias claras é importante. Quando temos o caminho definido, as circunstâncias podem afastar-nos do curso, no entanto, sabemos que é temporário, porque quando a agitação acalma voltamos ao rumo. Nesse aspeto, os conceitos do desenvolvimento pessoal são muito úteis. Inspirado em Robin Sharma tenho o meu one page plan, com o objetivo longo prazo (magnificent obssesion) e os 5 objetivos do ano. Começar cada ano a definir os objetivos, valores e guidelines; e voltar a esse documento todos os dias informa a mente do que tem que fazer. A nossa ferramenta mais poderosa fica, então, orientada, programada para o caminho que queremos seguir. Podem aparecer desvios pontuais, mas será temporário, porque o gps tem o destino identificado e está sempre, sempre a "recalcular".

Há uma frase de que gosto muito: quando sabes para onde queres ir, consegues navegar através de qualquer tempestade.

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