Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

11
Abr18

Novo livro Advaita Vedanta

Vida de sonho

A minha aventura pela Advaita Vedanta está a iniciar um novo capítulo: Aparokshanubhuti. Quando comecei a investigar sobre meditação, acabei por chegar aos vídeos do Swami Sarvapriyananda. Nessa altura estavam a ser publicadas as aulas sobre o livro Drg Drysa Viveka e teve um impacto brutal. Comecei a acompanhar. Depois do Drg iniciou o Aparokshanubhuti, que também acompanhei e foram introduções/iniciações fundamentais para este sistema filosófico.

No ano passado regressei ao Drg Drysa Viveka, com aquela calma e paciência do segundo contacto. Sou muito voraz nas primeiras leituras, o entusiasmo acelera o ritmo e sacrifica a qualidade da leitura. Terminado o segundo contacto, hora de iniciar o segundo contacto com o Aparokshanubhuti.

Este texto é bem mais longo e complexo, felizmente existem os vídeos com explicações verso a verso, que ajudam a compreender a mensagem. A Advaita Vedanta tem um contributo fundamental na minha evolução na área da espiritualidade/filosofia. Estar a iniciar um livro mais profundo é, de facto, entusiasmante.

10
Abr18

Seguir os sinais

Vida de sonho

Tudo tem o seu tempo, a sua hora própria para acontecer. E nem sempre acontecem quando a nossa mente quer e como a nossa mente quer. Isto surgiu a propósito de uma constatação que fiz ontem na questão da alimentação.

O processo de melhorias na alimentação passa por escolhas de alimentos mais naturais, procura de equilíbrio ácido/alcalino, com redução da ingestão de hidratos de carbono. O processo está a correr muito bem, exceto no final de tarde/jantar. Em casa há que gerir a alimentação familiar, mais do que a individual. Verifiquei que ainda é difícil eliminar alguns alimentos como bolachas ou pão, o que seria importante para limitar a ingestão de alimentos industrializados e com quantidades desconhecidas de glúten. No entanto, com naturalidade e sem qualquer esforço, a ideia de fazer um jantar vegetariano mostra-se muito viável.

Conclusão: ainda não chegou a hora do pão ou das bolachas. Faz muito sentido racionalmente, mas na prática a máquina ainda não está preparada. OK, pacífico, quando a hora chegar trata-se desse assunto. Chegou a hora de comer mais ovos e menos carne ao jantar, força, vamos a isso. Estar atento ao feedabck do corpo e da mente é muito importante; vamos segui-lo, muito provavelmente é na direção certa.

09
Abr18

Ensinar a viver

Vida de sonho

Hoje o dia começou com algum atraso, foi um bocado difícil sair da cama. Às vezes acontece, não somos máquinas que cumprem o estipulado de forma infalível. Depois de entrar no metro tudou mudou, claro. Uma viagem relaxada, a deixar a vida fluir. Tudo calmo e sereno.

Agora é hora de arregaçar as mangas e colocar a "mão na massa", porque o trabalho não aparece feito sozinho e há que ganhar a vida. A partir do momento em que complicamos a nossa existência, há que assumir as consequências. E por que digo complicamos?

Qual é a nossa sensação do que somos? Somos uma pessoa, com um corpo físico e uma personalidade. E do que precisa essa pessoa? Precisa apenas de alimento, abrigo e agasalho (uns trapos a proteger o corpo). Já que estamos integrados numa sociedade e esta evoluiu, acesso a cuidados de saúde também é útil - afinal, não queremos morrer. A partir do momento em que projetamos necessidades para além das de sobrevivência entramos no âmbito do que chamo complicar. Assim, constituir família, ter uma casa com muitos equipamentos, um carro para deslocação, implica obter rendimentos para suportar esse estilo de vida. E esses compromissos são de longo prazo. Especialmente quando temos filhos, a nossa autonomia terminou, porque já não podemos mudar facilmente o estilo de vida. Não é apenas esta pessoa que está em causa.

Costumo dizer que, pelo menos em Portugal, ninguém nos ensina a viver. A escola ensina "matérias" e seguimos um modelo de vida padrão. Sinceramente, acho que seria muito útil que os jovens adultos (a partir dos 18 anos) terem contacto com conteúdos que os ajudassem a orientar as suas próprias vidas. Em primeiro lugar, perceberem que têm que tomar as rédeas, a vida será o que eles próprios fizerem dela. Têm que assumir a responsabilidade pela sua própria vida. Depois, perceberem bem a lei causa efeito. O que fizermos tem consequências, as decisões que tomarmos têm impacto no futuro. Finalmente, tudo é possível. Se escolhermos um caminho e o percorrermos de forma consistente e com empenho, os resultados vão aparecer.

Apenas um pequeno rascunho de uma das grandes lacunas sociais: ensinar as pessoas a viver.

06
Abr18

Contributos da espiritualidade

Vida de sonho

Um destes dias tomei um café com um familiar, algo que fazemos regularmente para falar da vida, assentar ideias, partilhar experiências, etc... Bem, uma conversa de amigos. A certa altura cheguei ao tema da espiritualidade, do autoconhecimento e da eternas questões humanas (quem somos, o que fazemos aqui, qual a origem e natureza do universo, etc...). A conversa fica bastante abstrata e surgiu a questão: afinal, em que medida estes temas nos ajudam na vida diária?

O maior contributo deste capítulo para a nossa vida é a humildade. Quando refletimos sobre quem somos e o nosso lugar no mundo, percebemos que somos um pequeno grão de pó num universo infinito, bem como uma pequeníssima parte deste enorme planeta. Percebemos que a nossa passagem por aqui resume-se a 80 anos de uma história de milhares de milhões de anos. Sim, não somos importantes. O nosso desaparecimento iria ter impacto em uma ou duas dezenas de pessoas e durante tempo limitado. A vida continua, o ser humano adapta-se a nova circunstâncias. Que remédio! Não somos tão importantes como o nosso ego acha. Sim, o ego acha que é o centro do universo. Isto é uma fonte de sofrimento apreciável, porque queremos que as coisas aconteçam de acordo com a nossa vontade e achamos que as ações dos outros são influenciadas pela nossa pessoa. Ilusões que só originam sofrimento interior.

Por outro lado, aprende-se sobre o funcionamento da mente. Percebemos que o fluxo de pensamentos que pensamos ser nós é a repetição de uma programação que fizemos ao longo do tempo. Quando repetimos as mesmas ideias, os mesmos pensamentos, estamos a reforçar o seu peso no subconsciente. O subsconsciente não faz mais do que apresentar ao consciente os pensamentos mais importantes para nós, ou seja, os que têm maior carga emocional fruto dessa repetição e reforço ao longo do tempo. Ao percebermos isto, podemos usufruir de duas vantagens importantes. Deixamos de nos identificar com esses pensamentos e tomamos consciência que os podemos mudar. Como mudar? Programando, repetindo pensamentos diferentes.

Numa conversa o tema é abstrato, no entanto, o contributo para a nossa vida do dia a dia pode ser o mais importante possível. Para mim tem sido.

05
Abr18

Luto profissional

Vida de sonho

Semana intensa, com agenda cheia e agitada. Ao meu lado, problemas no trabalho, mas diferentes do habitual.

Há a ideia de que quando se faz o que se gosta tudo corre bem. Pois bem, é válido até certo ponto. Ocorreu uma situação de uma pessoa próxima que gosta do trabalho, tem um desempenho muito acima da média, há grande envolvimento com a organização, apresenta resultados, mas as coisas acabaram por correr mal. Começaram a surgir fricções entre pessoas e os desentendimentos mal resovidos e as queixas ao patrão resultaram na quebra de confiança, empatia e fluidez no desenvolvimento do trabalho.

Nada é perfeito e tudo pode mudar muito rapidamente. E nestas situações de forte envolvimento o sofrimento é maior. Há uma identificação com o trabalho, com o que se faz, portanto, quando corre mal é uma parte de nós próprios que está mal. Não adianta ignorar que passamos muitas horas, dias, semanas, meses, anos no local de trabalho, estabelecemos relações com pessoas, é um componente da nossa identidade: Nome, idade, sexo, profissão...

Por vezes é preciso seguir em frente. Fazer o luto dessa parte de nós e seguir em frente. Afinal, há mais locais de trabalho onde se pode vir a fazer algo de que se gosta. Pode-se fazer o que se gosta noutro sítio, mas a nossa mente cria esta ligação, esta identificação, e tanto estamos bem quando corre bem, como sofremos quando corre mal.

03
Abr18

Usufruir do que está bem

Vida de sonho

Regresso à rotina após fim de semana prolongado. Excelente no descanso, na gastronomia, no convívio e no lazer. Um pequeno desvio nas boas rotinas de exercício e cuidados alimentares. Mas isso regressa hoje e não houve grandes abusos.

As reflexões nunca param e um pensamento interessante materializou-se no meu consciente. A vida decorre sem sobressaltos, na família, no trabalho, na minha relação interior, etc... O ego, insaciável, dispara: "Mais, vamos obter mais. Se a coisas estão bem, vamos para o patamar seguinte!" Mas, no interior, algo mais profundo sussurra: equilíbrio. São as nossas vozes interiores que temos que gerir na tomada de decisões. O nosso ser mental não é único, uno. E nós acreditamos que somos a mente, afinal, dizemos eu penso isto e aquilo, eu sinto isto e aquilo. A verdade é que o que sentimos e pensamos muda ao longo do tempo, mas existe um eu que identifica essas mudanças, que percebe que há 5 anos pensava assim e agora pensa outra coisa.

Quando percebemos esta dificílima nuance, um efeito muito importante acontece: desmascaramos o ego. Quando pensamentos e desejos de mais coisas, mais dinheiro, mais isto e aquilo aparecem, conseguimos identificar o ego na sua origem e dizer-lhe não. Quando dizemos não, temos oportunidade de usufruir do que temos, sem estarmos constantemente focados na caçada proposta pela mente egóica. Quando focamos nas coisas realmente importantes para nós e, fruto do nosso empenho, elas acontecem, podemos relaxar, usufruir, sentir a paz e o equilíbrio na vida. Somos mais felizes.

Pág. 2/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D