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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

08
Out18

Cuidar do dia a dia

Vida de sonho

Fim de semana de passeio em família, muito agradável. 3 dias com mais descanso, convívio e até praia. Claro que já é segunda-feira, dia de regresso à boa velha rotina. O fim de semana passou para o baú das recordações, já passou, foi triturado pela imparável passagem do tempo.

Na viagem de regresso a casa, mais uma vez pensei na importância do nosso dia a dia. Não adianta ter momentos pontuais de distração e diversão, porque a rotina diária regressa e rapidamente volta a dominar a nossa experiência. É, de facto, fundamental construirmos uma vida agradável no dia a dia, porque o nosso bem estar não vai ser determinado pelos dias de férias e fins de semana com programa diferentes.

O que fazemos todos os dias e a satisfação que retiramos desses dias é o que vai condicionar o tipo de pensamentos e sentimentos que a nossa mente vai disparar para o nosso consciente. O nosso fluxo permanente e incontrolável de pensamentos é fruto das nossas experiências predominantes ou de um trabalho específico de condicionamento mental (muito raro, claro). Assim, tratar do nosso dia a dia e dos pensamentos que permitimos vejam a luz do dia é um trabalho crítico para uma vida agradável.

 

04
Out18

As 4 verdades do Budismo

Vida de sonho

Está difícil arrancar, hoje, porque há diversos temas a ocupar os pensamentos. Muitos vão ter aos problemas que as pessoas enfrentam no dia a dia, a forma como os enfrentam, como há tanta infelicidade no mundo. Lembro-me sempre do Budismo e das suas 4 verdades.

1. Sofrimento existe

2. O sofrimento tem origem nos desejos

3. Há uma solução para o sofrimento

4. O caminho óctuplo (8 comportamentos) que nos liberta do sofrimento

Este pragmatismo extremo do Budismo impressiona, porque quando analisamos a forma como as pessoas experienciam a vida, vemos que é verdade: as pessoas estão em sofrimento. Mesmo que não expresso exteriormente, há uma dimensão íntima especialista em sintonizar pensamentos e sentimentos negativos.

Se pensarmos no tema de forma racional, rapidamente percebemos que não faz qualquer sentido a forma como se problematiza o nosso dia a dia. É privilégio estarmos vivos, termos estas experiências de conhecer o mundo, outras pessoas, conhecer o amor, a paixão, a amizade, mas também a dor, o ódio, a doença, etc... Podíamos não existir, mas foi-nos dada a possibilidade de viver. Isso é a razão, mas somos seres muito ligados aos pensamentos e emoções que experienciamos, o que acaba por nos impedir de ver a "bigger picture".

É a vida, é a forma como o ser humano evoluiu. É pena, porque de um momento para o outro tudo muda ou tudo acaba, e a sensação de desperdiçar algo tão precioso como a existência não deve ser nada agradável.

03
Out18

O que fazer com a vida?

Vida de sonho

O tempo passa, segundos, minutos, etc... sucedem-se de forma ininterrupta. Quando temos um postura ativa, crítica, reflexiva sobre a vida acabamos por aprender algumas coisas. Uma das grandes grandes batalhas interiores das pessoas é saber o que fazer, como viver a vida. Questões sobre que tipo de trabalho fazer, a que se dedicar, no que são boas.

Para sermos acima da média em qualquer coisa precisamos de uma coisa muito simples. Dedicarmo-nos a ela durante muito tempo e tentar melhorar. Reconheçamos que gostamos de variar, o nosso instinto é experimentar várias coisas e poucas pessoas têm disponibilidade para se dedicar com profundidade às coisas. No entanto, qualquer pessoa pode identificar o seu próprio potencial. Com algum tempo de vida, todos temos capacidade de olhar para a nossa vida e questionar: o que é que eu consigo fazer todos os dias sem esforço?

Eu consigo identificar algumas coisas: consigo levantar cedo; consigo ser uma pessoa educada e diplomática; consigo ter disciplina em metade das minhas refeições; consigo colaborar nas responsabilidades do lar, consigo ter uma postura de empenho no trabalho, etc... Pode-se complementar isso com as nossas paixões e compor o puzzle, eventualmente, identificar o caminho que devemos seguir. Pode-se concluir absolutamente nada e que apenas se gosta de fazer nada. Não tem qualquer problema, resta assumir isso e arranjar forma de viver com essa realidade, que é a mais íntima verdade. Provavelmente será uma vida com pouco conforto material, mas com um alinhamento interior fundamental para uma existência pacífica.

É das decisões mais difíceis da existência humana, mas não é impossível acertar.

02
Out18

A acompanhar: Yuval Noah Harari

Vida de sonho

Ontem encontrei um novo nome para acompanhar: Yuval Noah Harari. Trata-se de um professor Israelita que, neste momento, se dedica a refletir sobre os principais desafios do século XXI: o nuclear, as mudanças climáticas e a inteligência artificial.

Os holofotes acabam por se centrar na inteligência artificial, porque o impacto nas sociedades prevê-se tremendo, com uma classe de pessoas sem utilidade económica a aparecer. Ou seja, haverá uma redução substancial dos empregos. acompanhada de um aumento da esperança média de vida. É tido como um pessimista, no entanto, ele afirma que pretende alertar para cenários alternativos, para que possam ser evitados no futuro. Há um ponto em que tem razão. Quando falamos de inteligência artifical, o entusiasmo associado ao desenvolvimento de novas tecnologias acaba por só ver o lado positivo, glamoroso. É verdade que algumas consequências menos agradáveis podem ser secundarizadas.

A importância de acompanhar estes pensadores é enorme, porque pode ser o mundo em que a nossa descendência pode viver, mas não só. Com a velocidade a que a mudança acontece, daqui a 10 ou 20 anos o mundo estará muito diferente e também nós teremos uma realidade completamente diferente da atual. Daqui a 20 anos espero ainda estar no mercado de trabalho e as minhas valências atuais podem valer simplesmente 0.

01
Out18

Revolução tecnológica e bem estar

Vida de sonho

Sábado passado foi noite de jantar de família. Decidiu-se, depois, dar um passeio a pé e estive à conversa com um familiar da área da informática. Falámos bastante de tecnologia e da influência crescente que se espera venha a ter na nossa sociedade com bastante rapidez. Deu-me alguns exemplos de como a tecnologia está a incorporar-se nos setores tradicionais, não como adereço extra, mas antes empresas tecnológicas a oferecer produto alternativo ao tradicional (do setor financeiro à construção civil).

Naturalmente, isto levantou algumas questões relevantes no meu lado mais filosófico. Esta evolução poderá ter impactos profundos na sociedade, a começar pelo mercado de trabalho, com diminuição brutal de postos de trabalho e necessidade de conhecimentos diferentes dos atuais. Mas a tecnologia também tem tudo para apresentar contributos importantes, por exemplo, na área da medicina e com isso estender ainda mais a esperança de vida da humanidade. Isto é um avanço na luta eterna do homem contra a morte, mas também levanta desafios aos sistemas de saúde, segurança social e sustentabilidade do planeta, já que não temos recursos suficientes para sustentar o esperado aumento exponencial da população.

A evolução esperada necessita, no entanto, de uma condição para ter sucesso. Corremos o risco de agravarmos situações de pobreza e exclusão, bem como das desigualdades na distribuição de riqueza. Na visão do capitalismo, é a vida, as pessoas têm que fazer pela vida, ir à luta, etc... Mas a verdade é que as sociedades ocidentais vivem níveis de infelicidade, doenças, suicídios e consumo de medicamentos psiquiátricos nunca vista, ao mesmo tempo que estão desenvolvidas como nunca. Assim, na minha opinião, o sucesso desta evolução não pode deixar de fora o bem estar das populações. Caso tenhamos muitas pessoas a não conseguir colocar comida na mesa, não nos iludamos, outros comunismos e fascismos aparecerão, revoluções vão acontecer.

A evolução tecnológica pode estar a ser pensada tomando o modelo capitalista e democrático como garantido. No entanto, se os níveis de pobreza e exclusão disparam por substituição do trabalho humano e incapacidade de obter rendimento por parte da população, estes pressupostos podem ser simplesmente eliminados. Todo o modelo pode ruir se o bem estar da população como um todo não for acautelado.

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