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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

06
Abr20

O virar da maré

Vida de sonho

Seria muito natural ter férias esta semana. Semana Santa, férias escolares, feriado na sexta... Agora, em época de quarentena/isolamento já fica um pouco estanho. A verdade é que foi um apelo da empresa a que aderi, porque com a redução de atividade não faz sentido termos todos os recursos humanos no ativo. Pode parecer estranho, mas são bem vindas.

Os motivos são principalmente 2. Por um lado, com crianças em casa a produtividade desce a pique, portanto, mais vale parar, dedicar tempo à criançada e não stressar com dias poucos produtivos. Por outro lado, estamos perante uma alterção radical da forma como vivemos. Assim, ter um pouco de tempo para respirar e pensar como me reorganizar pode ter um impacto positivo nos próximos tempos. Respirar não tem sido fácil, entre trabalho e afazeres domésticos. Para mim, estes dias em teletrabalho em tempos de isolamento são mais desgastantes do que a rotina habitual. 

Resta-me investir algumas horas dos próximos dias a refletir sobre como me adaptar a esta realidade. Até agora foi tudo muito reativo, a apagar fogos conforme necessário; mas chegou a hora de virar a maré e ter a iniciativa do meu lado. 

05
Abr20

COVIDesabafos - 05/04

Vida de sonho

Duas semanas em casa, em teletrabalho. Na próxima terça-feira serão 3. Família de 4, com crianças, é muito complicado. O lado trabalhoso das tarefas domésticas gere-se, há coisas piores que isso.

A verdade é que trabalhar num escritório fora de casa permite-nos controlar grande parte do nosso dia, pelo menos eu conseguia... Tinha decisão sobre o que fazer nas viagens de metro, tinha margem de escolha no almoço, tinha metade da hora de almoço para tratar de alguns assuntos pessoais. Foi nesses períodos que consegui organizar a minha vida de forma equilbrada. Era nesses momentos de autonomia que conseguia carregar baterias para as exigências do trabalho e da família. Depois, de um dia para o outro, essa parte ruiu... Mantiveram-se as exigências do trabalho, aumentaram as exigências familiares e desapareceram os períodos de recuperação. Não me esqueço que estamos seguros e com trabalho, sinto-me um felizardo por isso.

E agora aqui estou, com a balança desequilibrada, à procura de uma solução...

07
Fev20

Objetivo 2 - paternidade

Vida de sonho

Há muitas decisões revolucionárias na nossa vida, uma delas é ter filhos. A verdade é que me meti nessa aventura e agora há que assumir as responsabilidades inerentes. Como tal, desempenhar o meu papel o melhor possível tem que estar nos objetivos para 2020.

Ser o melhor pai possível é genérico e não passa de uma boa intenção. Para se enquadrar num plano é necessário definir o que é um bom pai e que ações quero implementar em conformidade com essa definição.

Nesta altura vejo os pais como professores. Os filhos acabarão por seguir o seu próprio caminho, a partir da adolescência é um bocado utópico pensar em controlar a vida deles. Na minha ideia, o que quisermos ensinar terá de ser transmitido nos primeiros anos de vida. E este ensinar tem que ser visto com muito cuidado, porque serão os nossos atos e não os nossos discursos que influenciarão alguma coisa. Temos que personificar o que dizemos: walk the talk. Mas há outras coisas que se pode fazer.

O que quero, então, ensinar? Diversas coisas: pensar pela própria cabeça, autonomia, autossustento, o valor da amizade, etc… É muito para ensinar, o tempo é pouco e a descendência não tem paciência para palestras. A minha ideia é fazer um placard para pendurar no quarto com os principais ensinamentos. Claro que ajudar nos estudos, brincar em conjunto, acompanhar o seu dia a dia faz parte do papel, mas ter o conjunto de ideias que quero passar-lhes visível a qualquer altura é muito poderoso. É algo que vai lá estar durante anos e que será visto e lido centenas ou milhares de vezes. Essa é a forma de assegurar que esses conceitos ficam efetivamente gravado no subconsciente. É difícil, ambicioso e trabalhoso, mas a opção de trazer seres humanos ao mundo também foi minha…

22
Jan20

Objetivo 1 - Cuidar de corpo, mente e espírito

Vida de sonho

Não há dúvida que sem saúde pouco se consegue fazer. Sendo assim, cuidar de nós é a base de tudo. Só assim conseguimos desenvolver as diversas dimensões da nossa existência. Para mim, cuidar de nós compreende 3 dimensões: corpo, mente e espírito. Completamente ligadas, mas com necessidades e formas de trabalhar diferentes.

O corpo é onde estamos melhor preparados para atuar. Toda a gente sabe que deve fazer uma alimentação saudável e praticar exercício físico. Uma alimentação saudável é assunto polémico, que não vou desenvolver. Gosto da abordagem Low Carb / Paleo, associada a jejum intermitente. É muito complicado seguir com esta abordagem, portanto, o objetivo é realista: uma alimentação mais cuidada durante a semana; ao fim de semana relaxo um pouco mais. É tempo de estar com a família e umas boas sobremesas sabem bem, sem qualquer dúvida. O exercício é de manhã antes do banho, por volta das 06h45 inicio 15 minutos de exercícios de força e alguns alongamentos. E pronto, já é exigente que chegue. É uma evolução com muito estudo e várias fases ao longo dos últimos anos.

Trabalhar a mente já é mais complicado, porque estamos tão identificados com ela que não achamos possível. A verdade é que a mente é programável: o que achamos que somos, os pensamentos que nos ocorrem, os nossos instintos e as reações emocionais (entre outros) são fruto da programação que se iniciou com o nosso nascimento. A forma como os nossos pais nos educaram, o ambiente em que crescemos e também as experiências que fomos sujeitos moldaram um paradigma mental e emocional a que chamamos personalidade. Sendo assim, por que não havemos de nos moldar de uma forma intencional? Ter estes planos de objetivos que lemos todos os dias ajuda a mente a focar-se; acompanhar conteúdos de desenvolvimento pessoal ajuda a termos ferramentas para levar os projetos em frente; o próprio exercício físico liberta endorfinas que originam uma sensação de bem estar mental. Podemos programar a nossa mente de acordo com os nossos objetivos, com o que queremos ser. Outra maratona, que leva muito tempo, que necessita paciência e persistência. Mas necessitamos começar, porque os primeiros resultados serão a motivação indispensável para continuar. Autoconhecimento e meditação são grandes ajudas para evoluir nesta área. Escrever num espaço como este (ou no clássico diário) ajuda a sistematizar ideias, a clarificar e a programar com intensidade reforçada.

O espírito, então, é algo polémico e fruto de grandes desentendimentos por esse mundo fora. Não sou religioso, mas o lado espiritual/filosófico é muito importante. Continuamos sem saber como aparecemos aqui e o que estamos aqui a fazer. Enfim, as grandes e eternas questões da humanidade continuam por responder: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos? Tenho estudado diversas filosofias orientais e sinto-me bastante próximo delas. Seja o Tao ou o Budismo, passando pelo Zen e a Advaita Vedanta. Mergulhar nestas ideias e práticas sobre a nossa natureza dá-nos perspetiva. Ajudam a perceber que a nossa passagem enquanto indivíduos é muito breve, que somos realmente insignificantes no tempo e no espaço. Nos momentos mais difíceis, o conforto do espírito também nos ajuda a arranjar forças e esperança que as coisas irão melhorar. Quando se aprofunda o autoconhecimento acaba-se por chegar aqui e a espiritualidade tem muito para nos dar. Continuar a estudar estas filosofias com regularidade, seja por livros ou vídeos no You Tube é a forma de cuidar do espírito.

20
Jan20

As famosas resoluções de ano novo

Vida de sonho

O início de um novo ano é uma tradicional tentação para tomarmos diversas resoluções que irão mudar a nossa vida. Este ano é que é! Claro que depois chega o dia 15/01, conhecido como o dia mais deprimente do ano, em que verificamos a nossa incapacidade para implementar todas essas nobres intenções.

A solução é criarmos um plano de longo prazo para a nossa vida, em que um novo ano representa a eventual revisão do plano. O meu primeiro plano foi feito em 2015, possivelmente consequência daquela coisa da crise dos 40. Inspirado por Robin Sharma segui o modelo One Page Plan, onde identificamos os nossos objetivos e valores para o ano em causa, que devem contribuir para a implementação da nossa Magnificent Obssession.

Aconteceram as revisões anuais devidas, portanto, também 2020 teve a sua revisão. Hoje regressou a vontade de escrever neste espaço, portanto, os próximos posts serão dedicados aos 5 objetivos para 2020.

16
Jan19

Bigger picture

Vida de sonho

Esta semana, o portal do sapo tinha uma ligação para uma notícia que nos informava da receção de sinais de rádio com origem num corpo celeste situado a milhares de milhões de anos luz da Terra. A Terra, por sua vez, terá algo próximo de 4,5 mil milhões de anos. 

Estes dados foram mais uma demonstração da nossa insignificância. A nossa pessoa, tão importante para nós, faz parte de um universo tão grande que tem corpos que distam milhares de milhões de anos luz de nós. Somos insignificantes no espaço. Por outro lado, temos uma passagem de uns fugazes 75/80 anos num planeta  que existe há milhares de milhões de anos. Somos insignificantes no tempo, também.

Nada como começar o ano com ideias realistas do que somos no contexto geral.

20
Dez18

O estrutural prevalece

Vida de sonho

Nas empresas também somos surpreendidos pela positiva. Este ano foi muito bom em termos de resultados e as cabeças mandantes decidiram partilhar com a equipa parte desse saldo positivo. Tal aconteceu sob a forma financeira e lúdica. É muito satisfatório quando tal acontece.

Os colaboradores ficam gratos e estas decisões têm efeitos positivos em termos de satisfação e fidelização. No momento em que se passa por uma fase de mudança cultural, estas medidas são também simbólicas de uma nova... cultura empresarial.

Embora tenham impacto, será mais no curto prazo. A nossa postura no trabalho depende da personagem que construímos, o nosso eu profissional. Se o nosso eu é empenhado, a postura será de empenho; se o nosso eu acha que trabalhar é um frete e apenas quer que chegue a hora de saída, passará o dia a olhar para o relógio.

Fatores conjunturais podem desviar-nos, mas será transitório. Tal como o azeite vem sempre à tona da água, também a nossa componente estrutural, mais profunda, prevalece.

Já antes de estudar com maior profundidade a área do desenvolvimento pessoal tinha a ideia de que não fugimos à nossa natureza, o que não era mais do que a nossa programação mental. Já tinha a sensação prática de que os acontecimentos pontuais podem causar turbulência, mas é passageira, o mais profundo acaba por se impor. A diferença atual é que consigo perceber como isso acontece, mas também que podemos mudar essa programação. Com paciência, tempo e persistência podemos reprogramar a nossa mente e correr outro software mental, alterar a postura. Mas isso implica um trabalho focado, diário e num longo período de tempo. Mas é possível.

Sim, mudar é possível.

17
Dez18

O que podemos fazer

Vida de sonho

Começaram as festividades natalícias. No fim de semana passado foi a primeira troca de prendas em família, num jantar muito animado e cheio de energia positiva. Foi excelente, um momento a recordar com grande satisfação nos próximos tempos.

Entramos agora na semana antes do Natal, que nos aparece sob a forma de fim de semana prolongado, isto porque não trabalho dia 24. Até lá há uns dias de luta intensa, porque entre jantares e eventos diversos a produtividade anda um pouco em baixo. É assim que passamos os nossos dias, entre a dureza de momentos difíceis e de luta, e momentos de alegria e satisfação. Faz parte das regras do jogo, por muito que o nosso eu apenas queira os bons.

A verdade é que não controlamos muitas coisas na vida e é de grande a sabedoria perceber e aceitar o que nos ultrapassa, o que não podemos influenciar.

Nesta altura, há algo que podemos fazer: contribuir para um ambiente festivo feliz e harmonioso entre família, amigos e colegas de trabalho ou estudo. E não é preciso gastar dinheiro para isso... 

11
Dez18

Algo nos une

Vida de sonho

O Natal aproxima-se a uma velocidade vertiginosa. Hora de começar a tratar da festa e das prendas. As prendas são algo muito agradável de receber, mas que dão uma trabalheira monumental. Há que cumprir a tradição.

É uma das épocas mais bonitas do ano, uma festa religiosa que se tornou um dos momentos mais fortes do ponto de vista comercial. O capitalismo também conseguiu "capitalizar" esta festa.

Não esqueçamos, no entanto, o que se festeja: o nascimento de Jesus Cristo, a personalidade mais influente no Ocidente. Vemo-lo como a encarnação de Deus, a quem ele chama Pai. Noutras tradições religiosas é reconhecido como um avatar. No Hinduísmo há várias personalidades consideradas avatares, encarnações divinas. Podemos referir Rama ou Krishna, por exemplo. No séc XIX, curiosamente, um homem designado como Ramakrishna é considerado por alguns nova encarnação. Na China, Lao Tzu, inspirador do Taoismo, poderia eventualmente ser considerado algo próximo.

Onde quero chegar com isto? Simples, ao ecumenismo. Há muitos pensadores a reclamar as semelhanças entre religiões, mas a nossa história (Cristianismo) é mais de superioridade do que respeito pelas outras manifestações religiosas. Espero que a perda de influência do Cristianismo no Ocidente tenha como resultado uma maior abertura para olhar para as outras religiões de igual para igual e assim dar um exemplo ao mundo de respeito e tolerância que beneficia todos.

A verdade é que estamos a lidar com ideias que não conseguimos provar ou compreender na totalidade, apenas acreditamos. E se acreditamos em algo que não conseguimos provar, por que motivo a nossa crença é superior às outras? A humildade e o respeito seriam bem mais úteis para termos um mundo mais harmonioso do que uma postura de superioridade sem fundamento.

Podemos ser crentes, agnósticos ou ateus, mas uma coisa fundamental nos une: não sabemos se Deus existe, quem criou o universo, como e porquê. 

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