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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

03
Jan18

Olá 2018

Vida de sonho

Se 2017 foi a confirmação do poder da consistência, como iria iniciar 2018? Claro que como a continuação do caminho percorrido até agora.

Ontem foi dia de elaborar o meu One Page Plan, inspirado por Robin Sharma, que reflete isso mesmo. Os objetivos são continuar a cuidar de corpo, mente e espírito; contribuir para o meu freedom fund e melhorar 2 aspetos específicos no trabalho. Poucos objetivos, mas com impacto crítico no que quero da vida.

E essa opção é para continuar. Nos últimos tempos ganhei leveza na minha vida. Isso acontece quando deixamos de querer tudo e nos focamos nos temas realmente importantes. O ego segue os estímulos que nos rodeiam, deixa-se influenciar pela publicidade, pela imagem perante terceiros ou por ter o que os outros têm. Quando percebemos que isso são armadilhas, que se trata de uma caçada permanente, em que obter uma coisa dá uma satisfação temporária e é apenas o início da caça à próxima, tudo muda. Começamos a pensar no que realmente importa, focamos nesses pontos, sentimo-nos melhor e a vida fica mais leve.

Olá 2018, o meu empenho é no sentido de continuar o meu caminho, fazer o que está ao meu alcance para que os resultados continuem a aparecer. Recebo-te de braços abertos e não espero nada de ti, mas se pudesse fazer um pedido seria: não atrapalhes, pf, deixa-me continuar a percorrer o meu caminho em paz e sossego. Pode ser?

13
Jun17

Daily journal - 13/06/2017

Vida de sonho

Feriado na capital, mas com um mail do chefe antes das 08h00 para me manter ocupado. Eh! Eh! Apeteceu responder se devia desejar bom feriado ou bom trabalho.

Mas o episódio, naturalmente, originou reflexão. Nada sei sobre a vida pessoal, a sua visão da vida, a suas prioridades, sonhos e objetivos. Mas enviar um mail de trabalho madrugador no feriado de Santo António é significativo. Bom, mas se alguém me ligasse às 06h30 eu estaria acordado, pronto a iniciar o meu exercício. Será muito diferente? Exceto a parte em que nos feriados não me levanto a essa hora.

A principal reflexão tem a ver com as nossas opções e a forma como nos identificamos com elas. As maioria das pessoas vê ambos exemplos como excentricidades (não é normal!!). Tal como o exercício matinal é uma componente suficiente forte da minha identidade para tirar da cama muito cedo, também o trabalho pode ser um componente suficientemente forte da identidade de outras pessoas para as fazer saltar da cama de madrugada. A chave está na carga emocional e de identificação desses aspetos, que fazem com que a mente as prioritize e origine ação em conformidade. O que é normal para uns não é para outros.

Para o nosso ego, exercício às 06h30, trabalho às 07h30, ajudar os filhos a estudar, colocar o jantar na mesa, correr uma maratona, ver um jogo de futebol, ler um clássico, fazer uma viagem às caraíbas, jantar marisco, beber um Porto Vintage, passar um fim de semana na natureza, fazer voluntariado, ir à missa ou jantar com os amigos podem ser atividades de igual satisfação ou realização, conforme as consideremos importantes para nós. Tudo depende do papel dessa componente na nossa auto imagem / identidade.

25
Mai17

Daily journal - 25/05/2017

Vida de sonho

Um dia intenso, em termos profissionais. Efetuado o balanço de 2016 - nem foi bom, nem mau - o ego lá se manifestou.

Não gostou do balanço. Em primeiro lugar, não é o melhor do mundo, o que o deixa desagradado. Em segundo, não gosta de enfrentar o que corre menos bem, isso não é possível acontecer. Em terceiro, regista-se a reação mais positiva. Reconheceu que o que correu menos bem foi da sua responsabilidade, ou seja, mostra-se capaz avaliar as coisas sem vitimização.

Os motivos estão identificados e até escritos aqui ontem. A falta de identificação com o trabalho. A situação atual tem 3 pontos positivos: o nível de rendimentos permite uma vida familiar equilibrada (sem luxos, mas sem preocupações); a empresa mostra-se sólida e estável; e há alguma consideração exterior pelo percurso que fiz na empresa. O nível salarial e a sensação de estabilidade são as âncoras que me prendem aqui e que inibem de procurar alternativas. E a minha mente agarra-se a qualquer argumento para se ligar e reforçar essas prisões.

O outro lado da moeda, é que aspetos importantes da vida estão bem e contribuem para estar feliz: saúde, alimentação, exercício, família e bobby. O que se mantém sem dar um contributo positivo é o trabalho. Por um lado, o meu sonho é viver sem necessitar de trabalhar, isto implica uma falta de ligação ao trabalho, uma falta de significado atribuída à vida profissional. Por outro, os níveis de empenho estão baixos. Verifico isso, porque o desempenho tem origem no profissionalismo e na força de vontade, não vem daquela força interior que faz com que as coisas aconteçam. E percebo melhor este ponto, porque nas restantes área da vida isso acontece. Estou em flow, tudo acontece naturalmente. As preocupações com a família direta acontecem, os cuidados alimentares acontecem, o exercício físico acontece, etc. No trabalho há esforço. A diferença é grande. Necessito resolver isto no meu interior.

24
Mai17

Daily journal - 24/05/2017

Vida de sonho

Dia interessante pela frente. Início do dia com a visita do chefe e avaliação, final do dia com a festa de 40 anos da minha irmã. Emoções à vista.

Este embrulho profissional continua. A motivação mantém-se mediana e percebo a falta de encaixe em relação ao trabalho. Chegou ao consciente a expressão "não me identifico com o meu trabalho". É uma expressão muito utilizada, com bastante ligeireza até, mas o meu trabalho mais recente permite perceber a enorme profundidade associada.

Não me identifico com o meu trabalho. O que faço 8 horas por dia não é coerente com a minha personalidade, não faz parte da minha identidade. Assim, não há qualquer hipótese de grande motivação, não se faz um trabalho com significado, o que eleva a performance e a satisfação pessoal.

Pois é, cá está mais um aspeto a trabalhar nos próximos tempos.

23
Mai17

Daily journal - 23/05/2017

Vida de sonho

Hoje acordei com níveis de energia um pouco mais elevados. Tenho que reconhecer que preciso dormir um pouco mais. Nos meus planos a quase curto prazo, nomeadamente, a partir de meados de julho, as minhas deslocações diárias serão aproveitadas de outra forma. O trabalho espiritual será reforçado nessas viagens, o que proporciona mais descanso, já que substitui a leitura, atividade de esforço físico (olhos) e mental. Ao substituir pela meditação, estarei a fazer um trabalho espiritual que também ajuda no descanso.

Não foi fácil tomar esta decisão. Ou será que foi? O regresso à leitura foi um dos aspetos mais importantes neste percurso mais recente. Foi enriquecedor, elevou o meu conhecimento em áreas fundamentais e representou um regresso a mim próprio, a tratar de mim e das coisas importantes para mim. Mas a evolução levou-me a uma situação inesperada. Quando iniciei a busca de sentido cheguei à espiritualidade e aí encontrei o meu terreno. Quando nos centramos no autoconhecimento, ironicamente, quem mais perde é o ego. Portanto, o regresso a mim (ego), tratar de mim (ego) e coisas importantes para mim (ego), perderam a importância que tiveram nesse período. Não custou nem deixou de custar, simplesmente aconteceu fruto da evolução.

Para já, as viagens são importantes para preparar o WSET III, mas, depois, serão dedicadas ao trabalho que faz realmente sentido: autoconhecimento.

19
Mai17

Daily journal - 19/05/2017

Vida de sonho

Ontem foi divulgada uma notícia triste: morreu Chris Cornell, ex-vocalista dos Soundgarden (entre outras bandas). Hoje, li que o relatório médico aponta como causa da morte suicídio por enforcamento.

O que levará alguém sem uma doença física grave a suicidar-se? Sem dúvida, um nível de sofrimento tal que só tirar a própria vida nos poderia libertar. Não sou psicólogo, mas consigo imaginar que em determinado ponto uma pessoa em sofrimento começa a pensar em suicídio. Pensa uma vez ou outra, mas com a continuação do sofrimento a frequência do pensamento ocorre. Passam dias, meses, anos e continua a alimentar essa ideia, ou seja, associa energia e/ou carga emocional reforçada a essa ideia. Pela constante repetição, acaba implantada no subconsciente e ganha vida própria. Já não necessita fazer um esforço para alimentar essa ideia, essa pessoa já criou uma auto imagem de suicida. Até à concretização apenas falta um trigger. Esta descrição é um dos possíveis processos que leva ao suicídio, alimentado em segredo na profundeza da nossa mente, em recantos que apenas o próprio conhece e que a partir de certa altura tem "vida própria". Exteriormente, tudo parece estar bem, mas este mundo interior só o próprio conhece.

A certa altura, perde-se o contacto com o valor da vida. Perde-se a noção do privilégio que é ter esta experiência extraordinária. No meio de um universo infinito para a capacidade de compreensão da nossa mente, de um mundo que existe há milhões de anos, é-nos dada a possibilidade de experienciar a criação por breves instantes (o que são 100 anos no meio disto?). Com dor e sofrimento, mas também com amor, alegria e deslumbramento. Faz parte das regras. Esta experiência é finita e implica coisas boas e coisas más. Só conhecendo o mau sabemos o que é bom, é a dualidade inevitável do mundo da matéria. É por isso que a gratidão é tão importante; é por isso que olhar para o copo meio cheio é fundamental. Se tal não acontecer, a nossa mente insegura e sempre receosa vai fazer com que os 0,5% do copo vazio ofusquem os 99,5% do copo cheio. Gratidão e aceitação são os verdadeiros pilares.

Numa perspetiva espiritual, não é possível tirar a própria vida, porque apenas o corpo morre. O espírito, que é vida, que é consciência, continua. Morre o corpo, desaparece o ego/personalidade (há quem acredite numa futura reencarnação), mas o espírito volta à origem, à fonte.

 

 

18
Mai17

Experiência Espiritual - 18/05/2017

Vida de sonho

Um dos melhores dias do mês: jantar vínico. Tudo preparado, vinho comprado, vamos esperar que a hora chegue.

As reflexões matinais surgiram com uma ideia zen: relax, nothing is under control. A verdade é que muito pouco está sob nosso controlo. Até o que nos é mais próximo funciona de forma autónoma da nossa "vontade". O nosso corpo funciona sozinho: o coração bate, a respiração acontece, até os movimentos se desenvolvem sem sabermos como. Sobre a mente, o mesmo acontece. Temos uma pequena ação intencional nas decisões do momento e no que nos focamos. De resto, pensamentos e emoções aparecem de forma autónoma, o automatismo do subconsciente é que manda. Nem o que achamos que somos ou é nosso controlamos, quanto mais o que se passa à nossa volta.

Sinto tentado a concluir que nós somos, na verdade, esta consciência que experiencia o que acontece. Isto é feito com o auxílio da mente, que analisa, identifica, classifica os acontecimentos e desperta emoções; bem como do corpo, que permite o movimento. É notável...

15
Mai17

Daily journal - 15/05/2017

Vida de sonho

Fim de semana intenso, agenda cheia, nada retemperador. O descanso ficou na prateleira. Claro que muitos momentos agradáveis com família e amigos, mas o regresso ao trabalho é com a cabeça algo "pesada".

A alimentação sofreu bastantes desvios, portanto, hoje acabei por saltar o pequeno almoço e faço um jejum intermitente de cerca de 14 horas. Já o tenho feito à segunda feira e não custa nada, porque não falta reserva de energia.

O trabalho interior continua e aos poucos as coisas ficam mais claras. Tenho duas inspirações principais, o Tao Te Ching e a Advaita Vedanta. Vejo o Tao como a visão da vida de um ser iluminado; como um ser que é a expressão da consciência criadora age nesta dimensão da sua existência. A Advaita Vedanta é uma escola filosófica. Condensa os ensinamentos de vários seres iluminados, escritos pelos próprios ou não, no sentido de partilhar a sua experiência e o caminho que seguiram. Informam e conduzem quem contacta com os seus conteúdos.

Este clarificação é muito importante, porque ajuda a orientar o meu percurso e a forma de abordar os dois "corpos de conhecimento" de que tanto gosto. Advaita ajuda-me nos passos que devo seguir, o Tao é uma fonte de inspiração.

A verdade é que sou um pequeno ser humano, limitado pela influência manipuladora do ego. A libertação implica um trabalho de análise da mente, mas também de orientação. É necessário que a mente mergulhe nestes conteúdos, até que sejam integrados na personalidade, o que precisa de tempo. Após isso, criar condições para que a mente se acalme e afunde nesse conhecimento, para que a consciência criadora se manifeste quando entender. Nessa altura, podem o meu corpo e mente serem, realmente, uma ferramenta ao seu serviço.

08
Mai17

Daily journal - 08/05/2017

Vida de sonho

Algumas ideias muito fora do quadrado circulam no meu consciente. O desenvolvimento do meu lado espiritual revela-se uma grande aprendizagem sobre a mente. Os professores e a respetiva "literatura" referem-se à mente como o último e mais difícil obstáculo a níveis mais profundos de consciência, porque nos identificamos com a nossa mente, sob a forma da personalidade desta pessoa que pensamos ser. A nossa personalidade não é mais do que um conjunto de ideias com que nos identificamos, já desenvolvido há uns dias. A principal consequência disso é que nos afastamos dessa consciência, da verdade.

Quando nos deparamos com essa constatação, o ego passa a ser uma criação que nos afasta da verdade, que nos enganou e iludiu ao longo da "vida", que nos afastou da perceção da realidade. Bom e como reagir a isso? Como vamos lidar com o nosso ego? A mente estará sempre connosco, enquanto houver vida no nosso corpo. O ego foi criado por todo o ambiente onde crescemos e após um certo de grau de maturidade continuou a construir-se. É como o software que "corre" no hardware que é a nossa mente. O ego, por si próprio, não é totalmente responsável pelas graves acusações que acima escrevi. Ele faz o que é programado para fazer, o que nós o programamos para fazer. Assim, perdão, compreensão é a forma de lidar com o ego. No entanto, após este despertar, temos todas as condições para o orientar, programar, da forma que quisermos. Se é um software, pode ser ajustado, no entanto, quanto mais nos identificarmos com ele, quanto mais acreditarmos que somos esta pessoa, mais difícil essa programação é.

03
Mai17

Experiência espiritual - 03/05/2017

Vida de sonho

O dia começou com uma ideia muito forte: se nascemos sem ego, como podemos ser o ego?

Associamos a nossa existência à nossa personalidade, a esta pessoa que pensamos que somos (ego). Eu sou esta pessoa, com este nome, aquela idade, estes gostos, aqueles valores, esta maneira de ser, etc... No entanto, quando nascemos, não temos essas características. Simplesmente existimos. Ao longo da existência, a nossa mente recolhe um conjunto de experiências, ensinamentos, informações em geral e guarda com especial atenção parte dessa informação.

A partir daí, esse conjunto de informação com que a mente se identifica origina uma personalidade, o ego. Dado haver uma carga emocional associada a essa informação (pensamentos, sentimentos, modos de estar e atuar), a mente contacta tantas vezes com eles que acaba por os estabelecer no subconsciente de forma muito enraizada. Constituem, assim, o nosso ego. Nada mais do que um conjunto de informação com tal carga emocional associada que nos identificamos com ela, sentimos que é a nossa identidade, o que nós somos. É um processo contínuo, porque diariamente temos experiências. A intensidade de algumas coloca-as no grupo da nossa identidade, enquanto outras são "retiradas". O conteúdo do ego está em constante mudança, mas a nossa existência não. Existimos sempre, acompanhamos essa evolução.

A ideia forte do dia de hoje é que nós existimos antes de esse ego ser construído, portanto, não podemos ser o ego. Se fôssemos o ego, não existiríamos sem ele. Uma mesa de madeira é madeira. Antes de ser mesa era madeira, que foi moldada em forma de mesa. Se desmontarmos a mesa continuarmos a ter madeira (a verdadeira essência mantém-se).

Uma ideia com forte carga emocional que surgiu hoje é que não sou o ego, porque existo antes dele. O ego reforçou a componente de que a minha essência não é o ego. Não deve ser agradável...

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