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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

23
Fev18

Como ser feliz

Vida de sonho

Há algo que me parece muito óbvio, o principal objetivo de quase todos os seres humanos é ser feliz, sentir-se bem. É também algo muito difícil no nosso modo de vida. Tenho dificuldade em enquadrar a realidade de África, Ásia ou Austrália, por exemplo... E a grande dificuldade que se nota é: o que devo fazer para ser feliz. Do que tenho estudado, quer no desenvolvimento pessoal, quer na espiritualidade, concluo 2 ou 3 pontos.

O nosso modo de vida dificilmente é a resposta. O que nos é proposto é uma caçada permanente. Persegue formação, realização profissional, sucesso amoroso, harmonia familiar, abundância material, beleza, lazer e serás feliz. Só de olhar para a lista fico cansado e vontade de esticar no sofá. Mas o principal ponto nem é a dimensão da lista. O principal obstáculo é que este modelo programa a nossa mente para querer sempre mais, logo, por muito que se consiga, a insatisfação será permanente, porque novas presas são-nos apresentadas pela mente. É um círculo vicioso sem fim. Além disto, é muito difícil ter sucesso em tudo.

O caminho mais acessível vem com a ajuda de alguns conceitos do desenvolvimento pessoal. Vamos identificar e quebrar esse ciclo. Vamos ter consciência de que temos níveis de conforto e possibilidades de vida sem paralelo na histórias, cultivar um sentimento de gratidão. Por outro lado, vamos definir o que queremos, porque nem tudo o que o modelo propõe nos faz felizes. Nem toda a gente quer sucesso profissional, nem toda a gente que criar uma família, etc... Vamos definir o que queremos, o que nos faz mesmo sentir bem e focar nessas áreas. A mente acaba por ser programada nesse sentido e a sensação de bem estar aumenta consideravelmente. Vamos viver a nossa vida.

Da espiritualidade vem a promessa da felicidade absoluta e a possibilidade de transcendermos o sofrimento da condição humana. Bom, aqui estamos a falar, essencialmente, da visão oriental. Hinduísmo e Budismo identificam a nossa essência e dizem-nos que a iluminação leva a que transcendamos o sofrimento.

Podemos ter vários caminhos, mas tudo o que estudei até hoje aponta para que o modelo ocidental não seja o melhor. Pelo menos, o melhor para a maioria da população. Há sempre uma percentagem que consegue o que o modelo propõe, mas não temos pistas sólidas que sejam felizes. O mais equilibrado acaba por ser definir os nossos objetivos e caminhar nesse sentido, ou seja, viver a nossa vida de acordo com o que é importante para nós.

15
Fev18

2 mentiras da mente

Vida de sonho

Após dias descansados e em família, é altura de voltar à rotina diária. Baterias carregadas, sono em dia, conversas e boa gastronomia, tudo pronto para regressar à batalha.

As reflexões não deixam de acontecer durante as férias. Especialmente quando estamos com mais pessoas e se conversa um pouco. Procuramos sentirmo-nos bem, ser felizes, cada um à sua maneira. Mas acabo por ver que a nossa mente, o nosso ego (a pessoas que pensamos ser), tem um grande contributo para que não nos sintamos felizes. Pensei em duas grandes mentiras da mente:

A felicidade passa por uma vida sem problemas. Esta armadilha dinamita as possibilidades de felicidade. A vida trará sempre momentos bons e momentos menos bons. É inevitável, faz parte das regras do jogo. Podemos lutar, esforçar, planear, até rezar, fazer tudo e mais alguma coisa; mas na vida o bom e mau existem e acontecem a todos. A felicidade passa por aceitar isto e construir um modo de vida que nos permita usufruir do bom e enfrentar o menos bom.

Outra mentira é ver uma vida perfeita nos outros. As nossas inseguranças, os nossos receios, vêm vidas perfeitas à nossa volta. Valorizamos demais os aspetos positivos da vida dos outros e ignoramos ou desvalorizamos as dificuldades que eles enfrentam. Todos temos problemas para resolver, aspetos internos para trabalhar, etc... Nós temos os nossos, os outros têm os deles.

Não tenho nenhuma fórmula da felicidade. Penso até que para ser feliz precisamos do mesmo que para ser infeliz: estarmos vivos. A forma como enfrentamos o que a vida nos atira é que fará a diferença (não falo aqui de situações de doenças graves, famílias desestruturadas, etc...).

04
Jan18

Robin Sharma - novo vídeo

Vida de sonho

Ontem vi o novo vídeo de Robin Sharma. Este senhor está cada vez melhor. A forma como ensina desenvolvimento pessoal cativou-me desde os primeiros contactos, já lá vão 3,5 anos. Nessa altura, estava muito focado nas técnicas e numa abordagem mais tradicional: define objetivos, traça o caminho para os atingires e mão à obra. Atualmente, os seus ensinamentos têm uma abordagem muito mais completa, porque fala dos quatro impérios: mindset, heartset, healthset e soulset. Na abordagem tradicional é tudo muito focado na mindset. Como se não chegasse, o vídeo foi filmado em Roma, uma cidade apaixonante.

O que estudei e esta minha curta experiência aproximam-me muito desta abordagem. Na minha visão, devemos começar por dentro, perceber o que é importante para nós, o que nos faz sentir bem, felizes, realizados e focar nesses pontos. Isto representa uma viragem muito importante, porque deixamos de seguir os empurrões sociais e de viver uma vida que não é a nossa. A partir daí tudo acontece naturalmente, porque é mais fácil ficarmos mais calmos, mais satisfeitos, mais abertos para os outros, a gostar mais de nós e a tratarmo-nos melhor. É mais fácil escrever do que fazer, mas estou confortável com isto, porque foi a minha história nos últimos anos.

03
Jan18

Olá 2018

Vida de sonho

Se 2017 foi a confirmação do poder da consistência, como iria iniciar 2018? Claro que como a continuação do caminho percorrido até agora.

Ontem foi dia de elaborar o meu One Page Plan, inspirado por Robin Sharma, que reflete isso mesmo. Os objetivos são continuar a cuidar de corpo, mente e espírito; contribuir para o meu freedom fund e melhorar 2 aspetos específicos no trabalho. Poucos objetivos, mas com impacto crítico no que quero da vida.

E essa opção é para continuar. Nos últimos tempos ganhei leveza na minha vida. Isso acontece quando deixamos de querer tudo e nos focamos nos temas realmente importantes. O ego segue os estímulos que nos rodeiam, deixa-se influenciar pela publicidade, pela imagem perante terceiros ou por ter o que os outros têm. Quando percebemos que isso são armadilhas, que se trata de uma caçada permanente, em que obter uma coisa dá uma satisfação temporária e é apenas o início da caça à próxima, tudo muda. Começamos a pensar no que realmente importa, focamos nesses pontos, sentimo-nos melhor e a vida fica mais leve.

Olá 2018, o meu empenho é no sentido de continuar o meu caminho, fazer o que está ao meu alcance para que os resultados continuem a aparecer. Recebo-te de braços abertos e não espero nada de ti, mas se pudesse fazer um pedido seria: não atrapalhes, pf, deixa-me continuar a percorrer o meu caminho em paz e sossego. Pode ser?

29
Jun17

Daily journal - 29/06/2017

Vida de sonho

Nestes últimos 2 dias tenho pensado neste período de mudança como um processo. Quando decidimos mudar algo, a nossa mente espera uma transformação imediata, espera que o objetivo final seja atingido rapidamente. É tudo para ontem, porque ela própria já está a trabalhar no próximo objetivo.

A verdade é que isso não é realista, especialmente quando fazemos mudanças aos 30 ou 40 anos. Não podemos esperar mudar em meses o que foi construído, alimentado, reforçado durante décadas. Isto aplica-se à nossa forma física, aos nossos pensamentos, hábitos, sentimentos, etc... A pessoa que vemos em frente ao espelho resulta de um processo de anos, portanto, precisamos de anos para que os ajustes que queremos fazer se tornem realidade.

É cada vez claro no meu intelecto que devemos definir o que queremos da forma mais clara possível; depois, determinar como o vamos fazer e, então, iniciar o processo de implementação. O ponto mais importante deste processo de implementação é que seja possível e sustentável. Não vamos fazer mudanças radicais imediatas, vamos antes fazer pequenas mudanças que sejam fáceis para nós e repeti-las até se automatizarem. Nessa altura, podemos avançar para outras pequenas mudanças. A certa altura estaremos com as alterações feitas e interiorizadas. É o período em que já temos resultados e em que devemos acompanhar, deixar o processo continuar e entregar ao tempo a responsabilidade de tornar os nossos objetivos realidade.

Só temos que nos colocar no caminho e segui-lo. Se continuarmos a percorrê-lo havemos de chegar ao destino, não é preciso ter pressa. Devagar se vai ao longe.

18
Abr17

Daily journal - 18/04/2017

Vida de sonho

Pois é, às vezes as coisas correm menos bem e é nessas alturas que somos testados. Aconteceu no trabalho e não nos deixa de incomodar, claro.

O nosso ego reage muito mal, parece que é o fim do mundo e coloca em causa o nosso valor e as nossas capacidades. Dispara o mais vigoroso e cruel autojulgamento, que nos condiciona o bem estar. Pior do que isso, influencia o nosso comportamento para com os mais próximos, que não têm qualquer responsabilidade no problema, nem merecem sofrer com as consequências. Mas somos humanos dominados pelo ego e este turbilhão de emoções faz parte da vida.

É a altura de recorrermos e aplicarmos alguns conceitos. Da área da espiritualidade, devemos lembrar que é o ego que está em causa. Devemos lembrar a nossa verdadeira essência, perceber que tudo se passa no mundo das 10 mil coisas, sujeito à lei da causa e efeito e da polaridade, bem como que tudo passa (o bom e o menos bom). Também devemos aprender a perdoar-nos. Da área do desenvolvimento pessoal, estes momentos são importantes para evoluirmos. Para tal, impõe-se retirar o que há a aprender com a situação e tomar as devidas ações para que não se repita. Tudo faz parte do processo...

29
Mar17

Daily journal - 29/03/2017

Vida de sonho

Dia de ajudar alguém... Vivemos sempre à beira do abismo, de um momento para o outro tudo muda, tanto para melhor, como para pior.

Família de 4 e uma das crianças tem leucemia... Resultado, tratamentos atrás de tratamentos, mãe perde o emprego, pai com rendimentos baixos, dificuldades. Como se não chegasse uma doença grave, as consequências geram um efeito bola de neve, uma espiral negativa.

Como é possível o ego ser feliz? A vida é muito do que o ego não quer, tem medo: mudança permanente, incerteza, falta de controlo. Só uma percentagem muito reduzida das pessoas que vivem identificadas com o ego pode ser feliz, o que implica ter a possibilidade de satisfazer todos os seus caprichos e ficar imune às tempestades inevitáveis da vida. Há, no entanto, uma percentagem que consegue ser feliz: as pessoas que conseguem estar satisfeitas com o que têm e aceitam o que a vida oferece (o bom e o mau).

08
Mar17

Daily journal - 08/03/2017

Vida de sonho

Hoje vou tomar um café com um familiar para falar sobre a vida. A certa altura da sua vida, as pessoas não se sentem bem e precisam de mudar. O problema é que a organização social não está direcionada para isso. A sociedade está desenhada para a continuidade, para manter o status quo. Quem não se enquadrar no status quo pode passar momentos difíceis, especialmente se não tiver convicção interior para seguir o seu próprio caminho e for muito sensível às reações exteriores (família, amigos, colegas de escola ou trabalho, etc...). Vivemos, então, períodos em que desempenhamos o nosso papel, mas sem bem estar interior, numa luta permanente.

Dado o tempo que investi na área do desevolvimento pessoal, tento passar alguns conceitos que possam ser úteis e adequados às necessidades que a própria pessoa exprime. Após alguns encontros, a necessidade de organizar ideias e práticas, bem como resumir o meu próprio percurso está a ganhar peso nas minhas ideias. Ontem, fiz umas notas numa folha de caderno sobre as 3 fases que passei nestes últimos tempos e foi muito interessante. Quando temos conversas que navegam ao sabor das ondas, corremos o risco de termos um conjunto de ideias dispersas e desconectadas. É importante termos ideias claras e organizadas para a nossa mente se conseguir orientar. Seguir o flow da vida é para o espírito, não para a mente egóica.

03
Mar17

Daily journal - 03/03/2017

Vida de sonho

Ontem foi um dia muito bom. Muito contacto com o Tao, através do trabalho de Wayne Dyer, objetivos do dia cumpridos e terminei a segunda leitura do livro "O Poder do Agora" de Eckhart Tolle. Não é frequente isto acontecer, portanto, não vamos deixar de saborear.

E o que se segue? Bem, vou iniciar a preparação para nova fase do meu curso de vinhos, portanto, neste mês de março, a leitura será vínica.

Outro aspeto que ganhou novos contornos é a alimentação. Em 2014 avancei de forma decisiva para um ponto importante para mim: alimentação saudável. As evolução e aprendizagem levam a um novo passo em 2017: low carb, com inspiração paleo. Pertencente a uma família de diabéticos, este tema tem que ser sensível para mim e açúcar e hidratos de carbono são pontos a estar com atenção máxima. Assim, após recolha de alguma informação, decidi fazer mais um ajuste, que representa, espero eu, mais um passo em frente. É simplesmente reduzir a quantidade de hidratos ingerida, por substituição de vegetais, legumes, raízes e gorduras saudáveis. As proteínas são essencias, mas consumidas de forma ponderada. Significa isto que pão, arroz, batatas, bolachas e afins, estão em racionamento; enquanto que frutos secos, azeitonas, azeite, abacate, alface, cenoura, beterraba, etc... em reforço.

Acaba por juntar o útil ao agradável. Tem um efeito preventivo face à diabetes, mas também espero impacto positivo na área do fitness, com contributo para secar a gordura corporal e ficar com maior definição muscular. A ver vamos. Estou a tentar não ter pressa, gerir expetativas e dar tempo ao tempo. Afinal, foi uma das coisas que aprendi nos últimos anos: o tempo é nosso aliado, basta que nos coloquemos no caminho certo, com o mínimo de desvios possível, que o tempo leva-nos ao nosso destino.

24
Jan17

Daily journal - 24/01/2017

Vida de sonho

Ontem, o meu "amigo" Robin Sharma publicou mais um vídeo. Desta vez em formato aventura, com passagem por vários locais do mundo.

É interessante verificar que ele continua a reforçar o ponto sobre autoconhecimento e até chama spiritual dimension. Não poderia estar mais satisfeito com este enfoque reforçado, porque estou justamente nesse caminho. Existem certos momentos na vida em que chegamos a conclusões poderosas. O estudo e aplicação dos conceitos de desenvolvimento pessoal representou um passo em frente na minha vida. Permitiu recuperar as rédeas do meu percurso e avançar em aspetos muito importantes, como família, exercício, leitura ou alimentação. A partir de meados de 2015, tomei consciência que a minha determinação em avançar numas áreas era bastante superior à de outras.

Ficou bem claro que é o nosso mais profundo interior, o nosso inconsciente, que dita a forma como nos comportamos em todos os aspetos da nossa vida. Acelera uns pontos e desacelera outros. No meu caso, os exemplos de exercício, alimentação ou leitura foram suportados por uma força de vontade interior que me permitiu colocá-los nos meus dias sem esforço. Já no lado profissional, por exemplo, sinto travões internos. Só em esforço, em força de vontade consciente, as coisas avançam.

Um desempenho de excelência apenas acontece se alinhado com a nossa força interior. Isto é válido para qualquer área (cônjude de excelência, profissional de excelência, pai/mãe de excelência, etc...), portanto, iniciei um processo de autoconhecimento através da meditação, estudo da área da espiritualidade e uma leitura mais atenta dos meus instintos e sentimentos. Foi um novo grande avanço, mas é um caminho longo, a percorrer com paciência.

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