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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

11
Dez18

Algo nos une

Vida de sonho

O Natal aproxima-se a uma velocidade vertiginosa. Hora de começar a tratar da festa e das prendas. As prendas são algo muito agradável de receber, mas que dão uma trabalheira monumental. Há que cumprir a tradição.

É uma das épocas mais bonitas do ano, uma festa religiosa que se tornou um dos momentos mais fortes do ponto de vista comercial. O capitalismo também conseguiu "capitalizar" esta festa.

Não esqueçamos, no entanto, o que se festeja: o nascimento de Jesus Cristo, a personalidade mais influente no Ocidente. Vemo-lo como a encarnação de Deus, a quem ele chama Pai. Noutras tradições religiosas é reconhecido como um avatar. No Hinduísmo há várias personalidades consideradas avatares, encarnações divinas. Podemos referir Rama ou Krishna, por exemplo. No séc XIX, curiosamente, um homem designado como Ramakrishna é considerado por alguns nova encarnação. Na China, Lao Tzu, inspirador do Taoismo, poderia eventualmente ser considerado algo próximo.

Onde quero chegar com isto? Simples, ao ecumenismo. Há muitos pensadores a reclamar as semelhanças entre religiões, mas a nossa história (Cristianismo) é mais de superioridade do que respeito pelas outras manifestações religiosas. Espero que a perda de influência do Cristianismo no Ocidente tenha como resultado uma maior abertura para olhar para as outras religiões de igual para igual e assim dar um exemplo ao mundo de respeito e tolerância que beneficia todos.

A verdade é que estamos a lidar com ideias que não conseguimos provar ou compreender na totalidade, apenas acreditamos. E se acreditamos em algo que não conseguimos provar, por que motivo a nossa crença é superior às outras? A humildade e o respeito seriam bem mais úteis para termos um mundo mais harmonioso do que uma postura de superioridade sem fundamento.

Podemos ser crentes, agnósticos ou ateus, mas uma coisa fundamental nos une: não sabemos se Deus existe, quem criou o universo, como e porquê. 

03
Dez18

Férias da nossa própria vida

Vida de sonho

Fim de semana non stop. Esposa fora, festa de aniversário, almoços em família, lanche distribuição de prendas, enfim, sempre em movimento. Felizmente, ainda dormi até às 10h00 nos 2 dias e equilibrou, mas foi pesadito.

Nestas alturas questionamos: onde é que me fui meter? É tudo facilidades, tudo se arranja, tudo se resolve... É verdade, mas sai-nos do corpo e da mente, porque se estamos cansados não temos as mesmas paciência, disposição e energia. A certa altura precisamos de férias, mas de umas férias especiais: umas férias da nossa própria vida.

E não significa arrependimento, infelicidade ou depressão. Significa apenas poder respirar, dormir 10 horas, não fazer nada um dia inteiro, ter a agenda livre, recarregar. Para as pessoas mais introspetivas, ter tempo para nós próprios.

Felizmente as coisas correm bem em casa e no trabalho (fará se assim não fosse), mas vejo agora como este trabalho que tenho feito na espiritualidade e desenvolvimento pessoal têm ajudado. Ajudaram a criar objetivos claros e um caminho a percorrer. A falta de clareza certamente teria consequências complicadas, porque a intensidade é alta, as solicitações muitas e só um trabalho atento com o nosso ego permite equilibrar as coisas. Satisfazer o que o nosso ego exige é impossível, portanto, só com uma consciência muito forte das suas características conseguimos que a nossa mente não se vire contra nós e os esgotamento, depressões e afins apareçam. É tão fácil, tão fácil acontecer. Vejo agora ainda melhor como a proliferação de antidepressivos e semelhantes é crescente e natural. Aos poucos, pensamentos negativos aparecem, com o tempo ganham força e com um número de anos suficientes a nossa vozinha interior só mostra o lado negro. É um crescimento lento e silencioso, que por vezes nem a própria pessoa percebe que está a acontecer. 

29
Nov18

Semana dura

Vida de sonho

Semana dura no lado emocional. Um falecimento de um familiar  no início da semana e uma massa nos brônquios a finalizar (um amigo). Ainda faltam alguns passos para um diagnóstico, mas a ideia cancro aparece e a imaginação dispara, apresenta os mais variados cenários de futuro.

No meio disso tudo a vida continua, o tempo não pára, as responsabilidades têm que ser asseguradas. Há um comboio em andamento. Mas sempre as mesmas questões se levantam: o que é isto? O que fazemos aqui? Porquê este sofrimento? Vale a pena lutar, fazer o que se faz, quando o resultado final é o pó? Podemos racionalizar da forma que quisermos, mas somos a forma de vida mais avançada do planeta e, provavelmente, a que mais sofre.

Navegamos entre um incrível privilégio de viver e a experiência de dor e perda associada. Será possível um equilíbrio? Estará ao nosso alcance aceitar que o sofrimento faz parte da vida sem tal nos revoltar? Será possível usufruir dos momentos bons, sabendo que o menos bom está ao virar da esquina?

Como escrevi na página inicial do blogue, todos os dias temos uma decisão a tomar... 

28
Nov18

Vale quase tudo?

Vida de sonho

Contaram-me que uma empresa que vende especiarias foi inspecionada e descobriu-se que os frascos ou embalagens de pimenta continham 50% de pão ralado. 

Já nada surpreende e infelizmente parece que nos negócios já vale quase tudo. E vale quase tudo pelo dinheiro, não pelo serviço ao cliente.

Não nos podemos admirar com  os resultados surpreendentes em algumas eleições no ocidente, porque o povo começa a aperceber-se de uma crise de valores. Já se apercebe há anos, porque sempre ouvimos os mais velhos a falar disso, mas agora vemos as gerações mais novas dispostas a arriscar votar em forças políticas com ideologias fora do centro.

A idade acaba por originar algum conformismo, do sempre foi assim e do que posso eu fazer; mas parece que estamos a entrar numa fase de saturação face ao desgaste em algumas democracias fruto da corrupção e do desencanto com um capitalismo que concentra riqueza em cada vez menos pessoas. A maioria vive exausta do trabalho e das responsabilidades familiares, bem como de um estilo de vida que em nada alivia essa carga. Apenas as redes sociais parecem proporcionar momentos de escape às massas.

É importante estarmos atentos a estes sinais, porque mudanças grandes podem estar à porta. 

26
Nov18

O plano do ano

Vida de sonho

De novo a escrever no telefone, desta vez no metro. A agenda do dia já está cheia e há que aproveitar a viagem para outras coisas importantes. Qualquer dia temos reconhecimento de voz no sapo e os bloggers que viajam de carro podem ir ditando o texto enquanto conduzem. 

Antes de escrever já olhei para o meu One Page Plan, onde tenho os meus objetivos anuais, valores e algumas ideias chave. Passei o ficheiro para pdf e guardei no telefone. 

A vida atual é muito recheada de atividades e solicitações. Muito facilmente somos levados na corrente e perdemo-nos. Ter um sítio onde colocamos o que queremos para o nosso ano, a nossa visão longo prazo e as nossas bases de valores e orientações é um suporte muito importante para navegar neste dia a dia maluco. É a fase da luta, onde trabalho e família são muito absorventes e os nossos projetos individuais ficam para segundo plano. É o que é; e resulta das nossas escolhas.

22
Nov18

Outra estreia

Vida de sonho

Não está fácil. Dias intensos, muito intensos, afastam-me um pouco mais deste espaço. Basta ver que estou a escrever no telefone pela primeira vez. 

Bem, cá está o lado positivo da coisa. Caso corra bem, pode ser uma nova alternativa para o futuro. 

Agora é hora do jantar vínico mensal, um dos momento altos... 

20
Nov18

O investimento

Vida de sonho

Dias difíceis. O final do ano é época alta e há desafio adicionais, portanto, os últimos dias têm sido intensos. Estava a referir o lado profissional, mas o pessoal não fica atrás, com a época natalícia.

Hoje lá consegui um bocadinho para pensar. Sendo eu interessado nestes temas, quando o tema é mudar de vida, busca da felicidade, insatisfação, etc... o radar fica logo ativo. Depois de alguns anos debruçado sobre a temática, diria que todos procuramos o mesmo: estar bem, sentirmo-nos bem. Acabamos por estar numa busca por respostas. O que fazer? Que decisões tomar? Que trabalho procurar? Que relações? Estamos assim na área do autoconhecimento, ainda que apenas mental.

Mesmo quando algumas respostas são encontradas, o que acontece a seguir é aparecerem mais perguntas. Com o tempo, acabamos por perceber que a nossa busca é inglória. Enquanto não soubermos quem e como foi criado o universo e qual o papel do ser humano neste planeta estaremos numa insatisfação permanente.

A construção de um edifício inicia pelas fundações, a construção de uma vida equilibrada inicia-se com as respostas às questões fundamentais. Não as temos, portanto, resta-nos fazer o melhor possível com o que temos. Primeiro, perceber que somos um grão de areia neste universo, que a nossa presença aqui é fugaz e insignificante. Pensemos nos nomes que mais influenciaram a humanidade, como Buda, Sócrates, Jesus Cristo, Descartes, Einstein, etc... Influenciaram a humanidade nos últimos 2500 anos. Certo, mas o que são 2500 anos na história do planeta e da própria humanidade? Não temos que ter um papel, um destino, uma missão associada à nossa existência. Existimos agora e deixaremos de existir, o que se passa entre esses momentos pode ser muito importante para o nosso ego, mas não para o universo. Descompliquemos.

Para mim, se há algo que vale a pena investir é na espiritualidade. É onde existem mais propostas de respostas, portanto, será o sítio natural para começar.

16
Nov18

Evolução exponencial

Vida de sonho

Acabei de ver uma tedx de Pete Diamandis, alguém que está a trabalhar para o futuro, fundador da Singularity University e de outras empresas. Uma dessas empresas quer fazer dos 100 anos de idade os novos 60. A evolução computacional, fonte da grande evolução das últimas décadas, tem tendência a continuar e a acelerar. Evolução exponencial.

Estou convencido que a maioria de nós não tem consciência do que nos espera. As visões que nos são propostas têm cada vez mais base real. Vemos, hoje, que muitos cenários apresentados - que no séc XX seriam descartados como ficção científica - revelam-se possíveis; vemos na atualidade condições reais para se concretizarem. Tal pode acontecer num prazo de 20/30 anos. São cenários revolucionários ao nível do nosso corpo, da nossa mente, da organização social, económica, jurídica e filosófica.

Mas tudo parece muito longe, porque a realidade das empresas privadas e organizações públicas ainda comporta muitos processos manuais, muito papel, alguma rigidez na evolução para a desmaterialização de processos e procedimentos. A tecnologia que anda por aí ainda representa custos elevados, especialmente quando está em causa dinheiro dos contribuintes ou trabalhar para dar retorno ao acionista. Um acionista interessado em maximizar retorno vai limitar investimento e o orçamento das áreas de tecnologia poderá ir até um certo ponto.

Será mais fácil para organizações mais focadas em causas do que lucros evoluirem mais rapidamente. E no futuro próximo, menos rápido pode significar o fim. Com o mundo ligado à internet, movimentações de clientes em massa serão muito mais fáceis, portanto, rápidas. Uma mais valia relevante disponibilizada antes, pode significar ganhos muito importantes no mercado.

14
Nov18

O desafio atual

Vida de sonho

Os primeiros impactos da mudança profissional começam a revelar-se. Por exemplo, o momento de escrita alterou do início do dia para a hora de almoço. Mas há outras, como a maior dependência de colegas, face à autonomia de que um elemento sénior usufrui. Por outro lado, significa aprendizagem, evolução.

São momentos mais exigentes, em que demoramos mais tempo a resolver os assuntos, portanto, a sensação de produtividade diminui. Mas é estimulante e preciso ajustar a mindset e as rotinas. Agora, isto é mais fácil pensar do que fazer. Os dias acabam por estar bem preenchidos e não quero tirar tempo a áreas prioritárias como a família ou o trabalho espiritual/desenvolvimento pessoal.

Este é o grande desafio atual: mais do que aprender novas coisas e fazer novas tarefas, ajustar a autoimagem, quem sou profissionalmente e como atuo. E quando penso nisto lembro-me sempre da revolução tecnológia em curso. Esta reinvenção, adaptação, será muito mais frequente e disruptiva no futuro.

12
Nov18

Filosofia e o dia a dia

Vida de sonho

Ontem tive uma pequena janela para me dedicar à filosofia e lá estive a ouvir mais uma palestra de Advaita Vedanta. São sempre momentos reflexivos, introspetivos.

Swami Sarvapriyananda falou muito sobre a origem do universo em diversas visões filosóficas e científicas. Mergulhou nas grandes questões da humanidade e a verdade é que continuamos sem respostas. Continuamos sem respostas e será de esperar continuar sem elas durante muito tempo. E aí surge a pergunta mais íntima, com a resposta mais difícil: o que é que eu faço? Como vivo uma existência sem resposta às questões mais fundamentais? A ciência não nos sabe dizer e as repostas religiosas ou filosóficas remetem para algo que não conseguimos experimentar ou comprovar.

Perante esta navegação à vista, o que podemos fazer é traçar um rumo, programar a mente para seguir esse rumo e tentar usufruir o melhor possível da viagem. Acompanhar a ciência e estudar a visão das escolas filosóficas e religiões é algo que merece investimento, mas temos um dia a dia para viver. Nesse dia a dia, aceitar a incerteza que é a nossa existência, ter consciência da nossa insignificância neste cosmos, pode ajudar a não complicar a vida e a passarmos por aqui de forma menos sofrida.

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