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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

07
Fev18

O nosso destino é o pó, nunca esquecer

Vida de sonho

Dois dias na capital afastaram-me deste espaço. Felizmente foram produtivos, com boas evoluções em vários temas profissionais. A proximidade com o decisor acelera as coisas, não há volta a dar...

À nossa volta, alguns problemas de saúde vão aparecendo em pessoas próximas. Esses momentos são pontos de contacto com a nossa própria mortalidade, o destino de todos nós é o pó, algo que parece nos esquecemos com muita frequência. Dificilmente alguém não contactou com a praga do cancro, seja diretamente, seja por um familiar ou amigo.

Eu já tenho tendência para pensar nestes temas, mas estas notícias aumentam a intensidade dessas reflexões. A primeira, mais importante reflexão é sobre a nossa insignificância. Esta máquina humana (corpo e mente) está ligada à vida por um fio, alia uma capacidade extraordinária (parcialmente explorada) a uma fragilidade que nem consigo qualificar neste momento. Assim, começamos a pensar no que somos e no que estamos aqui a fazer.

Neste cosmo virtualmente infinito - para nós é infinito, porque não conseguimos imaginar biliões e biliões de sistemas, galáxias, planetas e estrelas por aí espalhados - o que somos? A Via Láctea é uma entre milhões, o sistema solar é um entre milhões, o planeta Terra é uma ínfima parte do sistema solar e cada pessoa é o quê? Somos uma insignificância que se acha o centro do universo. No dia do nosso desaparecimento, a "meia-dúzia" de pessoas mais próximas vão sofrer e ver as suas vidas impactadas, mas pouco mais. Esta dura realidade parece-me particularmente importante para desenvolvermos a humildade necessária para vivermos com alguma serenidade.

Depois vem o tema: afinal o que estamos aqui a fazer? O que é suposto fazermos? A resposta é uma consequência do parágrafo anterior e desconcertante: nada... O que é suposto a criação fazer? Existir. Cada manifestação do universo apenas tem que existir. O que têm que fazer as árvores e as plantas? O céu e a terra? O mar e as montanhas? Os animais? Nada, existem. Claro que achamos que somos muito especiais, diferentes de toda a restante criação. A nossa existência tem que ter uma missão, um sentido, um propósito divino, até. Quando nascemos trouxemos alguma carta dirigida aos nossos pais com o objetivo do nosso aparecimento? Não, simplesmente aparecemos. E agora que esta forma de vida apareceu, o que é suposto fazer? Nada, a não ser existir.

Assim, por que motivo sofrer tanto com os "tremendos" problemas da vida? As relações, o trabalho, o que os outros dizem, o que os outros fazem, o que os outros dizem, o que pensamos que os outros dizem... O raio da vida que não acontece de acordo com a nossa vontade. Tudo complicações que a mente humana criou, fruto da busca por um sentido para a sua existência. Tudo potenciais fatores de infelicidade e stress que contribuem para encurtar o tempo de vida.

 

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