Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.


Quinta-feira, 05.07.18

Construir pela destruição

Olhei para o nome do blog e esbocei um sorriso: vida de sonho. Acredito que a maioria das pessoas associe a esta expressão um determinado tipo de lifestyle, sim esse que o ego e o capitalismo nos vendem. Este blogue foi criado na fase inicial de um período de mudança. Nessa fase estava a recuperar alguma iniciativa e bem estar, após anos "anestesiados" que estavam a levar-me pelo caminho errado. A ideia inicial era assumir a iniciativa de construir a vida que quero.

Mas isto é um processo e este processo levou-me a um ponto em que a ideia de vida de sonho é simplesmente ser eu próprio. No meu caso, ser eu próprio nada tem a ver com o lifestyle mais mainstream. A componente de autoconhecimento inerente a estes processos revelou pontos muito importantes. Sou um homem de família, porque tive a felicidade de crescer num lar excecional e alimentei essa imagem de cosntruir uma família e proporcionar ao meu filhos o lar que tive. Mas sendo este aspeto um dos mais importantes da minha vida, não deixa de ser uma ideia que alimentei ao longo do tempo. Quando penso no meu círculo interior, íntimo, em que só a pessoa existe, identifiquei com alguma clareza o que me faz sentir bem. Tempo para mim é crítico. É nesses momentos que posso mergulhar em meditação, reflexão ou dedicar-me aos meus hobbies. É nesses momentos que experiencio o que Mihaly Csikszentmihaly chamou de flow. É também muito importante cuidar de mim, seja do corpo (exercício, alimentação), seja da mente (que pensamentos e emoções experiencio), seja do espírito (meditação, autoconhecimento). Tudo isto me dá a única coisa de que precisamos: paz.

Assim, se no início a palavra de ordem era construir, atualmente concluí que a minha construção é a simplificação. Ironicamente, a minha construção é um processo de destruição do que não é importante. Estou a construir uma vida mais simples, com menos recheio (coisas, ocupações, etc...), para poder usufruir de momentos de calma e paz. O meu caminho não é acrescentar, mas sim diminuir.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 10:00

Segunda-feira, 12.03.18

Conhece-te a ti mesmo - 3

Este processo de autoconhecimento cruza também com a espiritualidade. A civilização Ocidental não tem uma tradição muito forte nesta abordagem; a visão tradicional é baseada na religião, com um peso esmagador do Cristianismo, numa visão de um Deus exterior a nós, transcendente, superior.

O mesmo não acontece no Oriente, onde algumas correntes do Hinduismo, Budismo e também o Taoismo, nos apresentam abordagens da vida espiritual focadas no interior. O autoconhecimento é um caminho particularmente importante.

Os livros sagrados do Hinduismo (Vedas), em especial nos seu capítulos filosóficos, Upanishads, afirmam a identidade entre Homem e Deus. Há depois escolas filosóficas como a Advaita Vedanta que vão mais longe e dizem que Brahman é a única realidade, que na nossa essência somos nada mais, nada menos, do que Deus. Quando percorremos o caminho da espiritualidade e aprofundamos o processo de autoconhecimento podemos tornar esses ensinamento uma realidade, ou seja, podemos saber, na nossa experiência, que somos Brahman. Se sentimos que somos uma pessoa, dentro de um corpo, com coisas para fazer, sítios para ir, que se relaciona com pessoas diferentes de nós, o caminho pode levar-nos à iluminação, ou seja, à experiência efetiva da nossa natureza divina. E não nos apresentam uma proposta de fé, convidam-nos a fazer um trabalho que leve à constatação total da unicidade. No Budismo é o chamado Nirvana. No Tao Te Ching, Lao Tzu repete verso após verso que o conhecimento do Tao está no nosso interior.

Isto são ideia muito giras, mas em que medida ajuda na nossa vida? Estamos perante a única proposta que conheço para uma existência feliz, que nos permite transcender o sofrimento, uma constante na existência humana. E como acontece? Quando percebemos que não somos o corpo, que é algo que funciona sozinho e que nós somos apenas observadores de algumas coisas que se passam; tal como não somos a mente, um conjunto de pensamentos que estão tão próximos de nós que nos identificamos com eles, mas que também são observados por nós; o que resta é vida, consciência. Essa vida, essa consciência são a nossa essência, o nosso verdadeiro ser. Quando estabilizamos nesse conhecimento, nessa experiência, essas escolas dizem-nos que é possível transcendermos esta consciência limitada à pessoa e sentimos o nosso verdadeiro eu: a consciência cósmica que trespassa e origina tudo o que existe. Percebemos que tudo o que existe é uma espécie de ilusão criada pela mente, que não afeta o nosso ser. Transcendemos o sofrimento quando se torna uma realidade para nós que o universo é irreal, é uma projeção de Brahman, que observa sem ser afetado pelo que “acontece”.

Assim, que mais podemos querer na vida do que conhecer a nossa essência, a “verdadeira” natureza do universo e transcender o sofrimento desta vida? O autoconhecimento é um dos caminhos...

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 10:01

Quarta-feira, 07.03.18

Conhece-te a ti mesmo - 2

Este autoconhecimento pode ser a chave para uma vida mais feliz. Pessoalmente, identifico impactos em 2 dimensões: mental/ego e espiritual.

A dimensão mental/egóica tem a ver com a nossa relação com nós próprios. O nosso corpo e a nossa mente transmitem-nos imensas mensagens. As mais importantes são se estão a sentir-se bem ou mal, se estão a gostar ou não da experiência que estão a ter. Essa experiência pode ser qualquer coisa: o que estamos a comer, o programa de televisão, o livro, a conversa, a paisagem, a notícia, o café, simplesmente qualquer coisa. É um fluxo muito intenso de feedback. Quando pensamos um pouco neste tema, com alguma facilidade percebemos que ignoramos grande parte desse feedback. E por que motivos ignoramos? Há especificidades pessoais, mas a submissão ao que temos que fazer, ao que é suposto fazermos, como devemos comportar, o que devemos pensar, parecem-me transversais. O nosso instinto dissolve-se nas obrigações e convenções sociais, processo ajudado pela mente que procura tudo no exterior.

Se ouvirmos e respeitarmos o feedback, dentro do equilíbrio fundamental, o que acontece é que nos sentimos bem. Sentimo-nos muito melhor do que respeitarmos regras impostas pelo exterior de forma cega, na expetativa de que se as seguirmos nos sentiremos melhor. O percurso de vida familiar e profissional afastou-me de 2 coisas de que gostava: leitura e desporto. Quando pensava nisso tinha o feedback de insatisfação, mas reprimia-o, porque tinha uma família para cuidar. A altura de dar a volta havia de chegar, um período mais complicado surgiu e a espiral de insatisfação tinha de ser invertida. Foi, então, muito simples começar. Ajustei a minha rotina para incluir leitura e desporto e... as coisas melhoraram. Não deixei de cuidar da família, nem mudei de trabalho, não fiz nenhuma revolução, apenas incluí esses aspetos importantes no meu dia a dia. Ouvi o feedback e agi! Só isso ajudou-me a ser uma pessoa mais feliz.

A partir daí, há um efeito bola de neve. Acreditamos que é possível mudar, que não estamos presos à nossa realidade atual e sentimos que muito está nas nossas mãos. Cada pequeno sucesso alimenta as nossas confiança e determinação e passo a passo a mudança para melhor acontece. Fundamentalmente, percebemos que o caminho não é seguir o modo de vida em que somos educados e que os media nos vendem, mas sim seguir o nosso próprio. Curiosamente, o exterior sente essa mudança, sente a vibração muito mais positiva que emanamos e sente-se atraído por ela. Os fatores externos que procurávamos antes vêm ter connosco sem os procurarmos.

A vida não se torna perfeita, mas muda para muito melhor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 09:24

Segunda-feira, 26.02.18

Mundo: eis o que quero fazer!

Segunda-feira é dia de arranque de nova semana de trabalho. Terminou mais um fim de semana, com muitos momentos em família, horas agradáveis e harmoniosas de convívio. Não tive muito tempo para mim, mas faz parte das consequências de se constituir família. Não existimos apenas nós, nem existimos apenas para nós. É a lei da causa-efeito a funcionar. Por outro lado, não correu nada mal para o lado do sono e deu para recuperar umas horinhas.

Um dos aspetos mais marcantes do fim de semana acabou por ser o surgimento de uma ideia poderosa. Esta ideia foi uma espécie de reforço do que tenho concluído no meu processo de "mergulho" interior, mas surgiu materializada de uma forma poderosa. Mundo, peço desculpa pela desilusão que possa causar, pelo contributo que pudesses esperar de mim e poderá não acontecer, mas o que eu quero mesmo fazer é... nada.

A importância que isto tem é tratar-se do primeiro passo na exteriorização de uma ideia que estava num âmbito interior. Significa um conforto, uma certeza e um alinhamento suficientes para abrir o coração ao mundo. Significa perceber que é o contrário do que a sociedade espera de nós, mas, no entanto, afirmar com segurança e serenidade, enfrentando o inevitável julgamento que nos espera.

Claro que o mundo não podia estar menos interessado no que eu quero fazer, nestes milhões de seres humanos que por aí andam não faltam pessoas sedentas e ambiciosas, com muito para contribuir. Quando percebemos o funcionamento do ego e a nossa posição neste universo, tudo fica mais simples...

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 09:25

Sexta-feira, 02.02.18

O melhor conselho para dias maus

Acho que nunca esquecerei a mensagem transmitida neste vídeo.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 17:27

Quarta-feira, 10.01.18

Significado na vida e dor

Horas mentais agitadas. Agitação em casa, agitação no trabalho, mente em grande atividade. Noto isso no exercício matinal. Nos minutos seguintes ao final da rotina, o grau de foco no momento de gratidão mostra a agitação da mente. Quando outros pensamentos interferem é sinal de agitação acima da média. Mas, como tudo, é temporário.

Quando aprofundamos os conhecimentos místicos e filosóficos, a nossa visão da vida muda. Percebemos que há uma realidade mais profunda que este mundo material que nos rodeia (mundo aparente); percebemos que estamos envolvidos num ciclo imparável de movimento, uma sucessão de horas, dias, semanas, anos, independentes da nossa vontade; percebemos que não há um motivo para a nossa existência, ela simplesmente aconteceu; percebemos que estamos presos a um corpo limitativo, identificados com uma mente que não pára um segundo, mas pior do que isso, apresenta-nos pensamentos e sentimentos algo aleatórios (embora alinhados com a vibração do ego). Estas ideias tornam-se algo perigosas, porque, de repente, percebemos que não estamos aqui a fazer nada a não ser existir.

Existir é maravilhoso e um milagre. O que temos que resolver é a vida que o nosso ego construiu, com trabalho, família, relações, etc... Essa vida implica coisas para fazer todos os dias: horas para levantar, tratar da higiene, vestir, alimentar o corpo, assegurar tarefas familiares, sair para o trabalho, etc... A rotina tão recheada que conhecemos. E a verdade é que quanto mais acrescentamos à nossa vida mais coisas temos que fazer, mais nos afastamos da existência.

Torna-se, então, crítico, ligar significado ao que fazemos. Sem esse significado, sem um sentido de identidade associado à vida que construímos, entramos num ciclo em que as atividades diárias são um ciclo sem fim de obrigações, um peso na nossa vida, que acabam por originar dor interior e infelicidade. Pior, a mente acaba por se programar para associar dor a essas atividades e ficamos presos nesse mindset negativo.

O caminho mais óbvio é simplificar, focar a nossa existência em aspetos realmente importantes para nós e não ocuparmos em atividades sem significado. Isso leva a dor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 09:42

Quarta-feira, 03.01.18

Olá 2018

Se 2017 foi a confirmação do poder da consistência, como iria iniciar 2018? Claro que como a continuação do caminho percorrido até agora.

Ontem foi dia de elaborar o meu One Page Plan, inspirado por Robin Sharma, que reflete isso mesmo. Os objetivos são continuar a cuidar de corpo, mente e espírito; contribuir para o meu freedom fund e melhorar 2 aspetos específicos no trabalho. Poucos objetivos, mas com impacto crítico no que quero da vida.

E essa opção é para continuar. Nos últimos tempos ganhei leveza na minha vida. Isso acontece quando deixamos de querer tudo e nos focamos nos temas realmente importantes. O ego segue os estímulos que nos rodeiam, deixa-se influenciar pela publicidade, pela imagem perante terceiros ou por ter o que os outros têm. Quando percebemos que isso são armadilhas, que se trata de uma caçada permanente, em que obter uma coisa dá uma satisfação temporária e é apenas o início da caça à próxima, tudo muda. Começamos a pensar no que realmente importa, focamos nesses pontos, sentimo-nos melhor e a vida fica mais leve.

Olá 2018, o meu empenho é no sentido de continuar o meu caminho, fazer o que está ao meu alcance para que os resultados continuem a aparecer. Recebo-te de braços abertos e não espero nada de ti, mas se pudesse fazer um pedido seria: não atrapalhes, pf, deixa-me continuar a percorrer o meu caminho em paz e sossego. Pode ser?

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 09:47

Terça-feira, 13.06.17

Daily journal - 13/06/2017

Feriado na capital, mas com um mail do chefe antes das 08h00 para me manter ocupado. Eh! Eh! Apeteceu responder se devia desejar bom feriado ou bom trabalho.

Mas o episódio, naturalmente, originou reflexão. Nada sei sobre a vida pessoal, a sua visão da vida, a suas prioridades, sonhos e objetivos. Mas enviar um mail de trabalho madrugador no feriado de Santo António é significativo. Bom, mas se alguém me ligasse às 06h30 eu estaria acordado, pronto a iniciar o meu exercício. Será muito diferente? Exceto a parte em que nos feriados não me levanto a essa hora.

A principal reflexão tem a ver com as nossas opções e a forma como nos identificamos com elas. As maioria das pessoas vê ambos exemplos como excentricidades (não é normal!!). Tal como o exercício matinal é uma componente suficiente forte da minha identidade para tirar da cama muito cedo, também o trabalho pode ser um componente suficientemente forte da identidade de outras pessoas para as fazer saltar da cama de madrugada. A chave está na carga emocional e de identificação desses aspetos, que fazem com que a mente as prioritize e origine ação em conformidade. O que é normal para uns não é para outros.

Para o nosso ego, exercício às 06h30, trabalho às 07h30, ajudar os filhos a estudar, colocar o jantar na mesa, correr uma maratona, ver um jogo de futebol, ler um clássico, fazer uma viagem às caraíbas, jantar marisco, beber um Porto Vintage, passar um fim de semana na natureza, fazer voluntariado, ir à missa ou jantar com os amigos podem ser atividades de igual satisfação ou realização, conforme as consideremos importantes para nós. Tudo depende do papel dessa componente na nossa auto imagem / identidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 09:47

Quinta-feira, 25.05.17

Daily journal - 25/05/2017

Um dia intenso, em termos profissionais. Efetuado o balanço de 2016 - nem foi bom, nem mau - o ego lá se manifestou.

Não gostou do balanço. Em primeiro lugar, não é o melhor do mundo, o que o deixa desagradado. Em segundo, não gosta de enfrentar o que corre menos bem, isso não é possível acontecer. Em terceiro, regista-se a reação mais positiva. Reconheceu que o que correu menos bem foi da sua responsabilidade, ou seja, mostra-se capaz avaliar as coisas sem vitimização.

Os motivos estão identificados e até escritos aqui ontem. A falta de identificação com o trabalho. A situação atual tem 3 pontos positivos: o nível de rendimentos permite uma vida familiar equilibrada (sem luxos, mas sem preocupações); a empresa mostra-se sólida e estável; e há alguma consideração exterior pelo percurso que fiz na empresa. O nível salarial e a sensação de estabilidade são as âncoras que me prendem aqui e que inibem de procurar alternativas. E a minha mente agarra-se a qualquer argumento para se ligar e reforçar essas prisões.

O outro lado da moeda, é que aspetos importantes da vida estão bem e contribuem para estar feliz: saúde, alimentação, exercício, família e bobby. O que se mantém sem dar um contributo positivo é o trabalho. Por um lado, o meu sonho é viver sem necessitar de trabalhar, isto implica uma falta de ligação ao trabalho, uma falta de significado atribuída à vida profissional. Por outro, os níveis de empenho estão baixos. Verifico isso, porque o desempenho tem origem no profissionalismo e na força de vontade, não vem daquela força interior que faz com que as coisas aconteçam. E percebo melhor este ponto, porque nas restantes área da vida isso acontece. Estou em flow, tudo acontece naturalmente. As preocupações com a família direta acontecem, os cuidados alimentares acontecem, o exercício físico acontece, etc. No trabalho há esforço. A diferença é grande. Necessito resolver isto no meu interior.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 09:47

Quarta-feira, 24.05.17

Daily journal - 24/05/2017

Dia interessante pela frente. Início do dia com a visita do chefe e avaliação, final do dia com a festa de 40 anos da minha irmã. Emoções à vista.

Este embrulho profissional continua. A motivação mantém-se mediana e percebo a falta de encaixe em relação ao trabalho. Chegou ao consciente a expressão "não me identifico com o meu trabalho". É uma expressão muito utilizada, com bastante ligeireza até, mas o meu trabalho mais recente permite perceber a enorme profundidade associada.

Não me identifico com o meu trabalho. O que faço 8 horas por dia não é coerente com a minha personalidade, não faz parte da minha identidade. Assim, não há qualquer hipótese de grande motivação, não se faz um trabalho com significado, o que eleva a performance e a satisfação pessoal.

Pois é, cá está mais um aspeto a trabalhar nos próximos tempos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Vida de sonho às 09:29


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Setembro 2018

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts mais comentados