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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.


Quarta-feira, 07.11.18

A lição mais importante

Ao início do dia tive um flah sobre o estudei nos últimos tempos sobre desenvolvimento pessoal e espiritualidade. Acabei por me questionar: o que é mais importante? O que seria mais útil para as pessoas saberem? Acabei por responder facilmente à segunda questão.

O mais útil seria, sem dúvida, aprender sobre o funcionamento da mente. Essencialmente, achamos que somos os nossos pensamentos. Somos aquela vozinha interior que está sempre em ação, a contar-nos histórias sobre nós próprios e os outros também.

Esta vozinha é resultado de um conjunto de experiências passadas, que constituem a nossa "identidade". O seu trabalho é replicar esse filme. Por que motivo é útil saber isto? Porque se a vozinha é resultado de experiências repetidas, significa que pode ser alterada. Se focarmos a nossa atenção em experiências diferentes, os conteúdos da vozinha mudam. Todos sentimos isso, as nossas opiniões e sentimentos alteram ao longo do tempo, justamente porque temos novas experiências, novos conhecimentos. Assim, não somos prisioneiros do passado ou do presente, podemos mudar a nossa história de vida e a nossa autoimagem. A experiência traumática da infância ou juventude não tem que nos definir para sempre.

Cada dia que passa, mais estou convicto que a felicidade está intimamente associada aos conteúdos da nossa mente. As nossas inseguranças e os nossos medos são constantemente trazidos à nossa consciência e reforçados. Se dedicarmos tempo suficiente a incutir pensamentos diferentes, positivos, encorajadores, sem dúvida que a vozinha irá passar a trazer conteúdos diferentes. E se os conteúdos forem melhores seremos mais felizes. Coisas boas e más vão acontecer sempre, mas os sentimentos que aparecem serão diferentes.

Falo isto por estudo, mas também por experiência própria. Nos últimos anos muito mudou, muitos desses conteúdos estão completamente diferentes. É preciso tempo e paciência, porque os resultados são garantidos.

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por Vida de sonho às 13:03

Sexta-feira, 02.11.18

Introspeções poderosas

Hoje o dia começou calmo. Arranque sereno em casa e viagem calma no metro. Foi muito interessante, porque quando há menos agitação mental, consegue-se outra profundidade na introspeção.

Habitualmente, sentimo-nos uma pessoa, que tem um corpo e um cérebro que dispara pensamentos a toda a hora, tal como sentimentos, opiniões, etc... Quando paramos um pouco e observamos o que se passa no nosso interior conseguimos identificar pensamentos e sentimentos. Significa isto que a nossa atenção está a observar o fluxo constante de pensamentos. Depois há momentos em que a introspeção vai mais fundo, há momentos em que observamos a nossa própria atenção. Ouvimos algo e reparamos como a atenção se foca nesse som, vemos como a atenção repara na respiração, no bater do coração, etc...

E o que signifca isso? Significa que o nosso ser observa esses fenómenos, sim observa a respiração e o bater do coração. Se observa, então é algo exterior. Se é algo exterior, então não sou eu que faço o corpo funcionar, o "funcionamento" está acontecer de forma espontânea. Se a atenção alterna entre objetos de observação e eu observo, então eu não sou o agente, não oriento a atenção. Há um ruído e a atenção vai para lá. Mas eu não dou instruções para que tal aconteça, acontece de forma espontânea.

Estes momentos são fundamentais quando estamos num processo de autoconhecimento. Pensamos que somos este fluxo permanente de pensamentos, mas se formos mais fundo, somos o observador permanente e imutável desses pensamentos. Isto não é filosofia, teoria ou o que se quiser chamar. É a nossa experiência, é o que acontece quando paramos e simplesmente observamos o que está a acontecer.

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por Vida de sonho às 09:34

Quinta-feira, 18.10.18

Começar pela base

Tal como uma casa se começa a construir pelos alicerces, pela base, também faz sentido desenhar a nossa existência pelo princípio.

As primeiras coisas a considerar deveriam ser: o que é o universo? De onde veio? Como foi criado? E eu? O que sou? Como apareço aqui? Porquê? Começamos mal, porque a maioria das pessoas não conhece uma resposta satisfatória para estas questões.

A ciência ainda está no início do big bang, a matemática ainda não chegou ao momento do big bang, menos ainda ao que, eventualmente, o originou. Temos muitas teorias, temos também a física quântica que está a colocar algumas teorias estranhas, como a influência do observador ou conectividade entre tudo. O facto de tudo ser energia e a solidez da matéria estar a desaparecer bem em frente dos nossos olhos é um golpe duro no referencial científico, pelo menos, Ocidental.

O lado da espiritualidade apresenta respostas. Na espiritualidade, temos religião e algumas escolas filosóficas que se debruçam sobre estes temas. É quase consensual que o que chamamos existência tem origem no espírito, conhecido por vários nomes como Tao, Deus, Brahman, Alá, etc… As respostas deste lado também não são 100% satisfatórias, já que não as conseguimos comprovar cientificamente, nem temos uma experiência direta desse espírito: não o vemos, ouvimos, cheiramos, etc… Ao longo dos séculos, vários místicos relatam experiências diretas desse espírito, muitos afirmam que somos esse espírito. Alguns dos seus relatos originaram religiões ou escolas filosóficas.

Sempre me considerei agnóstico, alguém que tem dúvidas, já que esse espírito pode existir ou não. Não sei. E a verdade é que poucos sabem, se alguns. A maioria refugia-se numa crença: ou acredita que existe ou acredita que não existe. Essa posição é confortável, mas afasta-nos do conhecimento da verdade, pelo menos da busca. Por outro lado, crenças religiosas exacerbadas foram uma fonte de problemas no mundo. Como não sei, acompanho o que diz a ciência e estudo conteúdos filosóficos e místicos. Além da base familiar Católica, estudo o Tao Te Ching e Advaita Vedanta. Pelo caminho cruzo-me com o Budismo. Podemos não ter consciência disso, fruto da agitação dos nossos dias, mas este tema é fundamental para termos estabilidade e referências internas.

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por Vida de sonho às 09:01

Quarta-feira, 17.10.18

A felicidade, sempre a felicidade

A ideia que parece dominante nos dias de hoje é: o que eu quero é ser feliz. Parece óbvio, mas se formos um pouco mais fundo, não é algo assim tão simples.

Se seguirmos o modelo dominante, para ser feliz seria preciso ter boas relações, dinheiro, lazer, saúde, beleza, etc... Digamos que muitas coisas boas e o mínimo de coisas desagradáveis. Bom, a fasquia está elevada e não faltam revistas e redes sociais a projetar exemplos de felicidade. Não é preciso elaborar muito sobre o irrealismo desse modelo.

Podemos seguir uma abordagem intermédia, bastante mais razoável e pessoal, e definir o que consideramos suficiente para estarmos bem. Que coisas valorizamos e queremos. Esta abordagem é muito mais interessante, porque definimos objetivos mais ou menos claros e se nos focarmos na concretização teremos boas hipóteses de chegarmos lá. Vai manter-nos entretidos por algum tempo e quando começarmos a atingir os primeiros objetivos a satisfação pela realização vai rapidamente dar origem ao estabelecimento de novos objetivos. É muito difícil atingir algo e parar. A caçada continua, a insatisfação continua.

A minha ideia sobre felicidade é que passa pelo nosso interior. O segredo é a relação que temos com nós próprios. Que tipo de pensamentos e sentimentos povoam o nosso consciente? Qual a nossa autoimagem? Gostamos de nós? Como enfrentamos a vida, com leveza e otimismo ou de forma negativa e pessimista? Quando algo de desagradável acontece temos uma reação de vítima? Desprezamos as coisas boas? Como enfrentamos os desafios familiares, profissionais ou sociais? Podemos ter tudo o que o primeiro modelo sugere ou conseguir os objetivos que traçámos na segunda alterantiva, mas se o nosso mundo interior é negativo, inseguro, recheado de medos, então iremos olhar para o lado negativo e ignorar as coisas boas.

Cada dia que passa mais convicto estou de que tudo tem que começar no interior, trabalhar corpo e mente para o equilíbrio deve anteceder as buscas externas.

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por Vida de sonho às 08:49

Sexta-feira, 06.07.18

Sleep while alive

O início do dia é um período muito poderoso. Acordo leve e fresco, o que origina várias reflexões matinais. Hoje, o fluxo de pensamentos andou pelo conceito do 5 am club (Robin Sharma).

A ideia é acordar cedo e termos uma hora para preparar o dia que está a começar. Ele propõe 3 blocos de 20 minutos: começarmos por exercício, depois planear o dia e finalmente aprender. Esta tática liberta o que ele denomina de pharmacy of mastery, dado os neurotransmissores ativados por estas atividades (dopamina, seratonina, etc...), que no dão bem estar, foco, inspiração e motivação, entre outras.

Mas há uma componente que comigo potencia tudo isso: sono. Quando descanso melhor, os níveis de energia, motivação, disponibilidade para fazer o que é necessário, ou seja, enfrentar o dia a dia com a determinação que a exigência do nosso estilo de vida exige. Se iniciamos o dia cansados ou pouco descansados, o nosso reservatório de energia é pouco e limitado, portanto, algumas contrariedades rapidamente esgotam esse reservatório. Lá se vai a energia, a paciência, a determinação e enfrentamos num resto de dia em esforço, a ultrapassar obstáculos que nos parecem cada vez maiores e mais difíceis. Em condições normais não seriam, mas sem descanso adequado tudo é complicado.

Depois surge uma questão interessante: eu vou dormir muito quando morrer, há que aproveitar enquanto estamos cá (lembrei-me de uma música dos Bon Jovi que a certa altura diz I'll sleep when I'm dead). Dos parágrafos anteriores surge uma opção: dormir o necessário e viver melhor os nossos dias? Ou ter menos horas acordados, mas muito melhores...

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por Vida de sonho às 09:22

Quarta-feira, 14.03.18

O equilíbrio em 2018

Este é o ano do equilíbrio no âmbito do desenvolvimento pessoal. É uma ideia que volta de forma repetida à minha mente. Essencialmente, 2018 está a revelar-se um ano de equilíbrio em 3 áreas.

Alimentação. Após 2 ou 3 anos de estudo e de ajustes, este ano parece representar a estabilização na forma como me alimento, ou seja, estabilizei a minha dieta. Os pilares são jejum intermitente (jejum entre as 22h00 e as 12h30 do dia seguinte) e equilíbrio entre alimentos ácidos (proteínas e hidratos de carbono) e alcalinos (frutas, legumes e vegetais). Ao almoço mais proteína, sopa e salada; ao jantar mais hidratos numa refeição em família. Ao fim de semana, tudo é flexibilizado, porque há muitos momentos de convívio.

Exercício físico. 20 minutos ao início do dia, 10 minutos de exercícios de força e 10 minutos de exercícios de yoga. Também aqui passei por várias fases, com pesos, barra, yoga, etc... Neste momento, este modelo funciona, consigo cumprir nos dias de semana e não tem demasiado impacto nas horas de sono e nos horários familiares e de trabalho.

Trabalho versus espiritualidade. O aprofundamento do estudo na área da espiritualidade e da filosofia tiveram algum impacto no foco profissional. Neste momento, os momentos para mergulhar na espiritualidade estão definidos e sinto-me bem com a abordagem definida. Sinto que essa área está a ter a atenção devida, sem interferir noutros aspetos.

Há sempre aspetos limar, mas passados 3 anos de um processo de mudança, parece que as peças onde mexi se começam a encaixar de forma harmoniosa.

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por Vida de sonho às 09:38

Quarta-feira, 07.03.18

Conhece-te a ti mesmo - 2

Este autoconhecimento pode ser a chave para uma vida mais feliz. Pessoalmente, identifico impactos em 2 dimensões: mental/ego e espiritual.

A dimensão mental/egóica tem a ver com a nossa relação com nós próprios. O nosso corpo e a nossa mente transmitem-nos imensas mensagens. As mais importantes são se estão a sentir-se bem ou mal, se estão a gostar ou não da experiência que estão a ter. Essa experiência pode ser qualquer coisa: o que estamos a comer, o programa de televisão, o livro, a conversa, a paisagem, a notícia, o café, simplesmente qualquer coisa. É um fluxo muito intenso de feedback. Quando pensamos um pouco neste tema, com alguma facilidade percebemos que ignoramos grande parte desse feedback. E por que motivos ignoramos? Há especificidades pessoais, mas a submissão ao que temos que fazer, ao que é suposto fazermos, como devemos comportar, o que devemos pensar, parecem-me transversais. O nosso instinto dissolve-se nas obrigações e convenções sociais, processo ajudado pela mente que procura tudo no exterior.

Se ouvirmos e respeitarmos o feedback, dentro do equilíbrio fundamental, o que acontece é que nos sentimos bem. Sentimo-nos muito melhor do que respeitarmos regras impostas pelo exterior de forma cega, na expetativa de que se as seguirmos nos sentiremos melhor. O percurso de vida familiar e profissional afastou-me de 2 coisas de que gostava: leitura e desporto. Quando pensava nisso tinha o feedback de insatisfação, mas reprimia-o, porque tinha uma família para cuidar. A altura de dar a volta havia de chegar, um período mais complicado surgiu e a espiral de insatisfação tinha de ser invertida. Foi, então, muito simples começar. Ajustei a minha rotina para incluir leitura e desporto e... as coisas melhoraram. Não deixei de cuidar da família, nem mudei de trabalho, não fiz nenhuma revolução, apenas incluí esses aspetos importantes no meu dia a dia. Ouvi o feedback e agi! Só isso ajudou-me a ser uma pessoa mais feliz.

A partir daí, há um efeito bola de neve. Acreditamos que é possível mudar, que não estamos presos à nossa realidade atual e sentimos que muito está nas nossas mãos. Cada pequeno sucesso alimenta as nossas confiança e determinação e passo a passo a mudança para melhor acontece. Fundamentalmente, percebemos que o caminho não é seguir o modo de vida em que somos educados e que os media nos vendem, mas sim seguir o nosso próprio. Curiosamente, o exterior sente essa mudança, sente a vibração muito mais positiva que emanamos e sente-se atraído por ela. Os fatores externos que procurávamos antes vêm ter connosco sem os procurarmos.

A vida não se torna perfeita, mas muda para muito melhor.

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por Vida de sonho às 09:24

Segunda-feira, 26.02.18

Mundo: eis o que quero fazer!

Segunda-feira é dia de arranque de nova semana de trabalho. Terminou mais um fim de semana, com muitos momentos em família, horas agradáveis e harmoniosas de convívio. Não tive muito tempo para mim, mas faz parte das consequências de se constituir família. Não existimos apenas nós, nem existimos apenas para nós. É a lei da causa-efeito a funcionar. Por outro lado, não correu nada mal para o lado do sono e deu para recuperar umas horinhas.

Um dos aspetos mais marcantes do fim de semana acabou por ser o surgimento de uma ideia poderosa. Esta ideia foi uma espécie de reforço do que tenho concluído no meu processo de "mergulho" interior, mas surgiu materializada de uma forma poderosa. Mundo, peço desculpa pela desilusão que possa causar, pelo contributo que pudesses esperar de mim e poderá não acontecer, mas o que eu quero mesmo fazer é... nada.

A importância que isto tem é tratar-se do primeiro passo na exteriorização de uma ideia que estava num âmbito interior. Significa um conforto, uma certeza e um alinhamento suficientes para abrir o coração ao mundo. Significa perceber que é o contrário do que a sociedade espera de nós, mas, no entanto, afirmar com segurança e serenidade, enfrentando o inevitável julgamento que nos espera.

Claro que o mundo não podia estar menos interessado no que eu quero fazer, nestes milhões de seres humanos que por aí andam não faltam pessoas sedentas e ambiciosas, com muito para contribuir. Quando percebemos o funcionamento do ego e a nossa posição neste universo, tudo fica mais simples...

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por Vida de sonho às 09:25

Sexta-feira, 23.02.18

Como ser feliz

Há algo que me parece muito óbvio, o principal objetivo de quase todos os seres humanos é ser feliz, sentir-se bem. É também algo muito difícil no nosso modo de vida. Tenho dificuldade em enquadrar a realidade de África, Ásia ou Austrália, por exemplo... E a grande dificuldade que se nota é: o que devo fazer para ser feliz. Do que tenho estudado, quer no desenvolvimento pessoal, quer na espiritualidade, concluo 2 ou 3 pontos.

O nosso modo de vida dificilmente é a resposta. O que nos é proposto é uma caçada permanente. Persegue formação, realização profissional, sucesso amoroso, harmonia familiar, abundância material, beleza, lazer e serás feliz. Só de olhar para a lista fico cansado e vontade de esticar no sofá. Mas o principal ponto nem é a dimensão da lista. O principal obstáculo é que este modelo programa a nossa mente para querer sempre mais, logo, por muito que se consiga, a insatisfação será permanente, porque novas presas são-nos apresentadas pela mente. É um círculo vicioso sem fim. Além disto, é muito difícil ter sucesso em tudo.

O caminho mais acessível vem com a ajuda de alguns conceitos do desenvolvimento pessoal. Vamos identificar e quebrar esse ciclo. Vamos ter consciência de que temos níveis de conforto e possibilidades de vida sem paralelo na histórias, cultivar um sentimento de gratidão. Por outro lado, vamos definir o que queremos, porque nem tudo o que o modelo propõe nos faz felizes. Nem toda a gente quer sucesso profissional, nem toda a gente que criar uma família, etc... Vamos definir o que queremos, o que nos faz mesmo sentir bem e focar nessas áreas. A mente acaba por ser programada nesse sentido e a sensação de bem estar aumenta consideravelmente. Vamos viver a nossa vida.

Da espiritualidade vem a promessa da felicidade absoluta e a possibilidade de transcendermos o sofrimento da condição humana. Bom, aqui estamos a falar, essencialmente, da visão oriental. Hinduísmo e Budismo identificam a nossa essência e dizem-nos que a iluminação leva a que transcendamos o sofrimento.

Podemos ter vários caminhos, mas tudo o que estudei até hoje aponta para que o modelo ocidental não seja o melhor. Pelo menos, o melhor para a maioria da população. Há sempre uma percentagem que consegue o que o modelo propõe, mas não temos pistas sólidas que sejam felizes. O mais equilibrado acaba por ser definir os nossos objetivos e caminhar nesse sentido, ou seja, viver a nossa vida de acordo com o que é importante para nós.

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por Vida de sonho às 09:26

Quinta-feira, 15.02.18

2 mentiras da mente

Após dias descansados e em família, é altura de voltar à rotina diária. Baterias carregadas, sono em dia, conversas e boa gastronomia, tudo pronto para regressar à batalha.

As reflexões não deixam de acontecer durante as férias. Especialmente quando estamos com mais pessoas e se conversa um pouco. Procuramos sentirmo-nos bem, ser felizes, cada um à sua maneira. Mas acabo por ver que a nossa mente, o nosso ego (a pessoas que pensamos ser), tem um grande contributo para que não nos sintamos felizes. Pensei em duas grandes mentiras da mente:

A felicidade passa por uma vida sem problemas. Esta armadilha dinamita as possibilidades de felicidade. A vida trará sempre momentos bons e momentos menos bons. É inevitável, faz parte das regras do jogo. Podemos lutar, esforçar, planear, até rezar, fazer tudo e mais alguma coisa; mas na vida o bom e mau existem e acontecem a todos. A felicidade passa por aceitar isto e construir um modo de vida que nos permita usufruir do bom e enfrentar o menos bom.

Outra mentira é ver uma vida perfeita nos outros. As nossas inseguranças, os nossos receios, vêm vidas perfeitas à nossa volta. Valorizamos demais os aspetos positivos da vida dos outros e ignoramos ou desvalorizamos as dificuldades que eles enfrentam. Todos temos problemas para resolver, aspetos internos para trabalhar, etc... Nós temos os nossos, os outros têm os deles.

Não tenho nenhuma fórmula da felicidade. Penso até que para ser feliz precisamos do mesmo que para ser infeliz: estarmos vivos. A forma como enfrentamos o que a vida nos atira é que fará a diferença (não falo aqui de situações de doenças graves, famílias desestruturadas, etc...).

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por Vida de sonho às 09:29


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