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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

22
Jan20

Objetivo 1 - Cuidar de corpo, mente e espírito

Vida de sonho

Não há dúvida que sem saúde pouco se consegue fazer. Sendo assim, cuidar de nós é a base de tudo. Só assim conseguimos desenvolver as diversas dimensões da nossa existência. Para mim, cuidar de nós compreende 3 dimensões: corpo, mente e espírito. Completamente ligadas, mas com necessidades e formas de trabalhar diferentes.

O corpo é onde estamos melhor preparados para atuar. Toda a gente sabe que deve fazer uma alimentação saudável e praticar exercício físico. Uma alimentação saudável é assunto polémico, que não vou desenvolver. Gosto da abordagem Low Carb / Paleo, associada a jejum intermitente. É muito complicado seguir com esta abordagem, portanto, o objetivo é realista: uma alimentação mais cuidada durante a semana; ao fim de semana relaxo um pouco mais. É tempo de estar com a família e umas boas sobremesas sabem bem, sem qualquer dúvida. O exercício é de manhã antes do banho, por volta das 06h45 inicio 15 minutos de exercícios de força e alguns alongamentos. E pronto, já é exigente que chegue. É uma evolução com muito estudo e várias fases ao longo dos últimos anos.

Trabalhar a mente já é mais complicado, porque estamos tão identificados com ela que não achamos possível. A verdade é que a mente é programável: o que achamos que somos, os pensamentos que nos ocorrem, os nossos instintos e as reações emocionais (entre outros) são fruto da programação que se iniciou com o nosso nascimento. A forma como os nossos pais nos educaram, o ambiente em que crescemos e também as experiências que fomos sujeitos moldaram um paradigma mental e emocional a que chamamos personalidade. Sendo assim, por que não havemos de nos moldar de uma forma intencional? Ter estes planos de objetivos que lemos todos os dias ajuda a mente a focar-se; acompanhar conteúdos de desenvolvimento pessoal ajuda a termos ferramentas para levar os projetos em frente; o próprio exercício físico liberta endorfinas que originam uma sensação de bem estar mental. Podemos programar a nossa mente de acordo com os nossos objetivos, com o que queremos ser. Outra maratona, que leva muito tempo, que necessita paciência e persistência. Mas necessitamos começar, porque os primeiros resultados serão a motivação indispensável para continuar. Autoconhecimento e meditação são grandes ajudas para evoluir nesta área. Escrever num espaço como este (ou no clássico diário) ajuda a sistematizar ideias, a clarificar e a programar com intensidade reforçada.

O espírito, então, é algo polémico e fruto de grandes desentendimentos por esse mundo fora. Não sou religioso, mas o lado espiritual/filosófico é muito importante. Continuamos sem saber como aparecemos aqui e o que estamos aqui a fazer. Enfim, as grandes e eternas questões da humanidade continuam por responder: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos? Tenho estudado diversas filosofias orientais e sinto-me bastante próximo delas. Seja o Tao ou o Budismo, passando pelo Zen e a Advaita Vedanta. Mergulhar nestas ideias e práticas sobre a nossa natureza dá-nos perspetiva. Ajudam a perceber que a nossa passagem enquanto indivíduos é muito breve, que somos realmente insignificantes no tempo e no espaço. Nos momentos mais difíceis, o conforto do espírito também nos ajuda a arranjar forças e esperança que as coisas irão melhorar. Quando se aprofunda o autoconhecimento acaba-se por chegar aqui e a espiritualidade tem muito para nos dar. Continuar a estudar estas filosofias com regularidade, seja por livros ou vídeos no You Tube é a forma de cuidar do espírito.

11
Dez18

Algo nos une

Vida de sonho

O Natal aproxima-se a uma velocidade vertiginosa. Hora de começar a tratar da festa e das prendas. As prendas são algo muito agradável de receber, mas que dão uma trabalheira monumental. Há que cumprir a tradição.

É uma das épocas mais bonitas do ano, uma festa religiosa que se tornou um dos momentos mais fortes do ponto de vista comercial. O capitalismo também conseguiu "capitalizar" esta festa.

Não esqueçamos, no entanto, o que se festeja: o nascimento de Jesus Cristo, a personalidade mais influente no Ocidente. Vemo-lo como a encarnação de Deus, a quem ele chama Pai. Noutras tradições religiosas é reconhecido como um avatar. No Hinduísmo há várias personalidades consideradas avatares, encarnações divinas. Podemos referir Rama ou Krishna, por exemplo. No séc XIX, curiosamente, um homem designado como Ramakrishna é considerado por alguns nova encarnação. Na China, Lao Tzu, inspirador do Taoismo, poderia eventualmente ser considerado algo próximo.

Onde quero chegar com isto? Simples, ao ecumenismo. Há muitos pensadores a reclamar as semelhanças entre religiões, mas a nossa história (Cristianismo) é mais de superioridade do que respeito pelas outras manifestações religiosas. Espero que a perda de influência do Cristianismo no Ocidente tenha como resultado uma maior abertura para olhar para as outras religiões de igual para igual e assim dar um exemplo ao mundo de respeito e tolerância que beneficia todos.

A verdade é que estamos a lidar com ideias que não conseguimos provar ou compreender na totalidade, apenas acreditamos. E se acreditamos em algo que não conseguimos provar, por que motivo a nossa crença é superior às outras? A humildade e o respeito seriam bem mais úteis para termos um mundo mais harmonioso do que uma postura de superioridade sem fundamento.

Podemos ser crentes, agnósticos ou ateus, mas uma coisa fundamental nos une: não sabemos se Deus existe, quem criou o universo, como e porquê. 

20
Nov18

O investimento

Vida de sonho

Dias difíceis. O final do ano é época alta e há desafio adicionais, portanto, os últimos dias têm sido intensos. Estava a referir o lado profissional, mas o pessoal não fica atrás, com a época natalícia.

Hoje lá consegui um bocadinho para pensar. Sendo eu interessado nestes temas, quando o tema é mudar de vida, busca da felicidade, insatisfação, etc... o radar fica logo ativo. Depois de alguns anos debruçado sobre a temática, diria que todos procuramos o mesmo: estar bem, sentirmo-nos bem. Acabamos por estar numa busca por respostas. O que fazer? Que decisões tomar? Que trabalho procurar? Que relações? Estamos assim na área do autoconhecimento, ainda que apenas mental.

Mesmo quando algumas respostas são encontradas, o que acontece a seguir é aparecerem mais perguntas. Com o tempo, acabamos por perceber que a nossa busca é inglória. Enquanto não soubermos quem e como foi criado o universo e qual o papel do ser humano neste planeta estaremos numa insatisfação permanente.

A construção de um edifício inicia pelas fundações, a construção de uma vida equilibrada inicia-se com as respostas às questões fundamentais. Não as temos, portanto, resta-nos fazer o melhor possível com o que temos. Primeiro, perceber que somos um grão de areia neste universo, que a nossa presença aqui é fugaz e insignificante. Pensemos nos nomes que mais influenciaram a humanidade, como Buda, Sócrates, Jesus Cristo, Descartes, Einstein, etc... Influenciaram a humanidade nos últimos 2500 anos. Certo, mas o que são 2500 anos na história do planeta e da própria humanidade? Não temos que ter um papel, um destino, uma missão associada à nossa existência. Existimos agora e deixaremos de existir, o que se passa entre esses momentos pode ser muito importante para o nosso ego, mas não para o universo. Descompliquemos.

Para mim, se há algo que vale a pena investir é na espiritualidade. É onde existem mais propostas de respostas, portanto, será o sítio natural para começar.

18
Out18

Começar pela base

Vida de sonho

Tal como uma casa se começa a construir pelos alicerces, pela base, também faz sentido desenhar a nossa existência pelo princípio.

As primeiras coisas a considerar deveriam ser: o que é o universo? De onde veio? Como foi criado? E eu? O que sou? Como apareço aqui? Porquê? Começamos mal, porque a maioria das pessoas não conhece uma resposta satisfatória para estas questões.

A ciência ainda está no início do big bang, a matemática ainda não chegou ao momento do big bang, menos ainda ao que, eventualmente, o originou. Temos muitas teorias, temos também a física quântica que está a colocar algumas teorias estranhas, como a influência do observador ou conectividade entre tudo. O facto de tudo ser energia e a solidez da matéria estar a desaparecer bem em frente dos nossos olhos é um golpe duro no referencial científico, pelo menos, Ocidental.

O lado da espiritualidade apresenta respostas. Na espiritualidade, temos religião e algumas escolas filosóficas que se debruçam sobre estes temas. É quase consensual que o que chamamos existência tem origem no espírito, conhecido por vários nomes como Tao, Deus, Brahman, Alá, etc… As respostas deste lado também não são 100% satisfatórias, já que não as conseguimos comprovar cientificamente, nem temos uma experiência direta desse espírito: não o vemos, ouvimos, cheiramos, etc… Ao longo dos séculos, vários místicos relatam experiências diretas desse espírito, muitos afirmam que somos esse espírito. Alguns dos seus relatos originaram religiões ou escolas filosóficas.

Sempre me considerei agnóstico, alguém que tem dúvidas, já que esse espírito pode existir ou não. Não sei. E a verdade é que poucos sabem, se alguns. A maioria refugia-se numa crença: ou acredita que existe ou acredita que não existe. Essa posição é confortável, mas afasta-nos do conhecimento da verdade, pelo menos da busca. Por outro lado, crenças religiosas exacerbadas foram uma fonte de problemas no mundo. Como não sei, acompanho o que diz a ciência e estudo conteúdos filosóficos e místicos. Além da base familiar Católica, estudo o Tao Te Ching e Advaita Vedanta. Pelo caminho cruzo-me com o Budismo. Podemos não ter consciência disso, fruto da agitação dos nossos dias, mas este tema é fundamental para termos estabilidade e referências internas.

04
Out18

As 4 verdades do Budismo

Vida de sonho

Está difícil arrancar, hoje, porque há diversos temas a ocupar os pensamentos. Muitos vão ter aos problemas que as pessoas enfrentam no dia a dia, a forma como os enfrentam, como há tanta infelicidade no mundo. Lembro-me sempre do Budismo e das suas 4 verdades.

1. Sofrimento existe

2. O sofrimento tem origem nos desejos

3. Há uma solução para o sofrimento

4. O caminho óctuplo (8 comportamentos) que nos liberta do sofrimento

Este pragmatismo extremo do Budismo impressiona, porque quando analisamos a forma como as pessoas experienciam a vida, vemos que é verdade: as pessoas estão em sofrimento. Mesmo que não expresso exteriormente, há uma dimensão íntima especialista em sintonizar pensamentos e sentimentos negativos.

Se pensarmos no tema de forma racional, rapidamente percebemos que não faz qualquer sentido a forma como se problematiza o nosso dia a dia. É privilégio estarmos vivos, termos estas experiências de conhecer o mundo, outras pessoas, conhecer o amor, a paixão, a amizade, mas também a dor, o ódio, a doença, etc... Podíamos não existir, mas foi-nos dada a possibilidade de viver. Isso é a razão, mas somos seres muito ligados aos pensamentos e emoções que experienciamos, o que acaba por nos impedir de ver a "bigger picture".

É a vida, é a forma como o ser humano evoluiu. É pena, porque de um momento para o outro tudo muda ou tudo acaba, e a sensação de desperdiçar algo tão precioso como a existência não deve ser nada agradável.

10
Set18

O espaço da religião

Vida de sonho

Hoje, os meus pensamentos navegaram na chamada crise de fé na sociedade ocidental, em especial na Igreja Católica. Não me interessa encontrar causas, criticar a organização ou algo do género. Interessa-me o lado espiritual.

No mundo atual, continua a haver muito espaço para a religião. E isso acontece por um motivo muito simples. Continua a haver sofrimento. As pessoas sofrem, a dor existe e não é só a dor física da doença, é essencialmente o sofrimento emocional que nos desgasta. As dificuldades da vida, os desafios e problemas que somos chamados a resolver no dia a dia, durante anos, levam-nos a questionar. Porquê esta vida? Por que motivo temos que passar por isto? Quem criou o mundo e os seres humanos desta forma? A ciência não tem respostas, apenas as diversas abordagens da espiritualidade dizem algo sobre isto.

Este tipo de reflexões tem tendência a acontecer numa fase mais avançada da vida, a partir dos 40 anos de idade (de um forma muito geral, claro...). Nessa altura, já passamos por muitas experiências, já desmontamos as ilusões sonhadoras da juventude, temos uma visão mais realista da vida. Mesmo pessoas que tenham tido a determinação, o empenho para tornar os seus sonhos realidade acabam por perceber que é uma luta sem fim, a insatisfação interior não tem fim, que atingir um objetivo apenas abre portas para o próximo. Começamos a questionar se vale a pena, a questionar os motivos. Este questionar não é meramente intelectual, resultado de curiosidade; é um questionar profundo, fruto da experiência de vida.

Há um conforto que apenas a espiritualidade pode dar. Podemos alternar entre Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, etc..., mas haverá sempre espaço para religião organizada, porque quando se procuram respostas necessitamos saber onde ir e necessitamos que existam de forma sistematizada.

29
Ago18

Evolução na espiritualidade

Vida de sonho

Hoje é dia de voltar a olhar para o lado espiritual, já que sinto algumas alterações na forma como estou a viver este aspeto.

A intenção inicial era aprofundar o autoconhecimento, através da introspeção estar mais consciente do que é importante para mim e viver de acordo com isso. Descobri 2 coisas: por um lado, as respostas sempre estiveram lá, apenas precisava de estar atento; por outro, o que encontrei de novidade foi o vazio. Ponto 1, o nosso corpo é uma máquina de feedback, se estivermos atentos aos sinais ele diz-nos tudo. Ponto 2, quando parava para "olhar para dentro" observava pensamentos e sentimentos. O que observava não era diferente do que poderia observar sem meditar, portanto, nada de novo nesse campo. O que foi novo? A novidade foi perceber o espaço entre eles, perceber o vazio que existe nos intervalos da atividade da mente.

Quando a mente está parada continuamos a existir, a chama da vida está sempre acesa. Somos uma forma de vida. Com o tempo, o poder dos pensamentos enfraquece. Percebemos que o fluxo de pensamentos constante simplesmente aparece, não é gerado por nós. Percebemos que, dos milhares de pensamentos diários apenas uma minúscula fração merece a nossa atenção. Quando isto acontece, a chama do vazio brilha com mais intensidade e tem algo para nos oferecer: paz.

A meditação não é uma prárica muito comum no Ocidente, porque não estamos programados para parar. Esse desconhecimento acaba por criar alguns mitos. Felizmente, mais e mais estudo científicos identificam os benefícios de uma prática diária (20 minutos). Mas é algo muito simples, que com o tempo nos dá, pelo menos, algo que tanto se procura nas sociedades modernas: uma sensação de paz. Não é imediato, há um caminho a percorrer, mas vale todos os minutos investidos.

22
Ago18

Procurar o Eu

Vida de sonho

Ontem foi um dia de altos e baixos. Dia muito pouco produtivo no trabalho, correu mal. Estava pouco concentrado, algo ausente. Acontece, mas é necessário ter atenção e tomar medidas corretivas. Então e os altos?

Uma das coisas boas do dia foi mais um avanço no trabalho espiritual. Contactei com algumas ideias do sábio Ramana Maharshi (existe um documentário sobre ele no youtube) e uma delas revelou-se muito prática e impactante. Procura o Eu, instruía este sábio. "Olha" para dentro e procura o teu Eu, a origem dos pensamentos. Sugeria que ao não ser encontrado, o Ego ilusório colapsa e temos a experiência do nosso verdadeiro Ser. Naturalmente fiz a minha experiência e foi muito interessante. Ao procurar o Eu, aconteceu, pelo menos, uma maior profundidade na introspeção. A verdade é que a nossa atenção anda a navegar à procura da fonte e não a encontra. Os pensamentos simplesmente aparecem, não se consegue perceber de onde vêm; tudo acontece de forma espontânea, tudo simplesmente aparece. Se aparece, não há um Eu a produzi-los... Foi poderoso.

Hoje é outro dia, há que continuar a procurar o Eu, mas também há que recuperar a produtividade no trabalho. Há coisas que aparecem de forma espontânea, mas o salário no final do mês não!

 

10
Jul18

Cuidados na espiritualidade

Vida de sonho

A minha veia filosófica levou-me a estudar diversos conteúdos na área da espiritualidade. A origem Católica já me colocou em contacto com ideias do Cristianismo e nos últimos tempos estudo com alguma profundidade o Tao Te Ching e Advaita Vedanta (sistema filosófico com raízes no Hinduísmo).

Apenas a espiritualidade nos apresenta respostas para as grandes questões da humanidade, incluindo a origem do universo e quem somos. Especialmente no Tao, mas também em alguns conteúdos de Vedanta, encontramos descrições do comportamento do sábio ou do ser iluminado. Esta situação pode estender uma armadillha, porque pode levar a que sigamos aqueles comportamentos. E qual é a armadilha? Embora nos possamos comportar como um sábio, continuamos a ser humanos, a identificarmo-nos com esta pessoa que pensamos ser. E se o comportamento de um ser iluminado certamente trará coisas boas para o mundo, pode não representar uma existência feliz para as pessoas.

Incluir muitas componentes da espiritualidade melhora o nosso bem estar, mas continuamos a ser pessoas, a ter coisas para fazer, responsabilidades no dia a dia. Começo a ver estes ensinamentos como inspiração para sermos melhores e evoluirmos, mas enquanto sentirmos que somos indivíduos o melhor caminho, para mim, será o autoconhecimento, procurar o equilíbrio interior que nos permite sobreviver no mundo.

Estes ensinamentos são fundamentais para mim, mas devem ser integrados na vida, ter o seu próprio espaço, não nos dominar completamente. Curiosamente, a Vedanta fala muito nisso, na integração da espiritualidade no nosso dia a dia. Como os nossos afazeres devem ser espiritualizados e não descurados ou menosprezados.

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