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Vida de Sonho

A nossa vida de sonho constrói-se, aqui temos simplesmente algo próximo de um diário.


Terça-feira, 10.07.18

Cuidados na espiritualidade

A minha veia filosófica levou-me a estudar diversos conteúdos na área da espiritualidade. A origem Católica já me colocou em contacto com ideias do Cristianismo e nos últimos tempos estudo com alguma profundidade o Tao Te Ching e Advaita Vedanta (sistema filosófico com raízes no Hinduísmo).

Apenas a espiritualidade nos apresenta respostas para as grandes questões da humanidade, incluindo a origem do universo e quem somos. Especialmente no Tao, mas também em alguns conteúdos de Vedanta, encontramos descrições do comportamento do sábio ou do ser iluminado. Esta situação pode estender uma armadillha, porque pode levar a que sigamos aqueles comportamentos. E qual é a armadilha? Embora nos possamos comportar como um sábio, continuamos a ser humanos, a identificarmo-nos com esta pessoa que pensamos ser. E se o comportamento de um ser iluminado certamente trará coisas boas para o mundo, pode não representar uma existência feliz para as pessoas.

Incluir muitas componentes da espiritualidade melhora o nosso bem estar, mas continuamos a ser pessoas, a ter coisas para fazer, responsabilidades no dia a dia. Começo a ver estes ensinamentos como inspiração para sermos melhores e evoluirmos, mas enquanto sentirmos que somos indivíduos o melhor caminho, para mim, será o autoconhecimento, procurar o equilíbrio interior que nos permite sobreviver no mundo.

Estes ensinamentos são fundamentais para mim, mas devem ser integrados na vida, ter o seu próprio espaço, não nos dominar completamente. Curiosamente, a Vedanta fala muito nisso, na integração da espiritualidade no nosso dia a dia. Como os nossos afazeres devem ser espiritualizados e não descurados ou menosprezados.

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por Vida de sonho às 09:21

Sexta-feira, 23.02.18

Como ser feliz

Há algo que me parece muito óbvio, o principal objetivo de quase todos os seres humanos é ser feliz, sentir-se bem. É também algo muito difícil no nosso modo de vida. Tenho dificuldade em enquadrar a realidade de África, Ásia ou Austrália, por exemplo... E a grande dificuldade que se nota é: o que devo fazer para ser feliz. Do que tenho estudado, quer no desenvolvimento pessoal, quer na espiritualidade, concluo 2 ou 3 pontos.

O nosso modo de vida dificilmente é a resposta. O que nos é proposto é uma caçada permanente. Persegue formação, realização profissional, sucesso amoroso, harmonia familiar, abundância material, beleza, lazer e serás feliz. Só de olhar para a lista fico cansado e vontade de esticar no sofá. Mas o principal ponto nem é a dimensão da lista. O principal obstáculo é que este modelo programa a nossa mente para querer sempre mais, logo, por muito que se consiga, a insatisfação será permanente, porque novas presas são-nos apresentadas pela mente. É um círculo vicioso sem fim. Além disto, é muito difícil ter sucesso em tudo.

O caminho mais acessível vem com a ajuda de alguns conceitos do desenvolvimento pessoal. Vamos identificar e quebrar esse ciclo. Vamos ter consciência de que temos níveis de conforto e possibilidades de vida sem paralelo na histórias, cultivar um sentimento de gratidão. Por outro lado, vamos definir o que queremos, porque nem tudo o que o modelo propõe nos faz felizes. Nem toda a gente quer sucesso profissional, nem toda a gente que criar uma família, etc... Vamos definir o que queremos, o que nos faz mesmo sentir bem e focar nessas áreas. A mente acaba por ser programada nesse sentido e a sensação de bem estar aumenta consideravelmente. Vamos viver a nossa vida.

Da espiritualidade vem a promessa da felicidade absoluta e a possibilidade de transcendermos o sofrimento da condição humana. Bom, aqui estamos a falar, essencialmente, da visão oriental. Hinduísmo e Budismo identificam a nossa essência e dizem-nos que a iluminação leva a que transcendamos o sofrimento.

Podemos ter vários caminhos, mas tudo o que estudei até hoje aponta para que o modelo ocidental não seja o melhor. Pelo menos, o melhor para a maioria da população. Há sempre uma percentagem que consegue o que o modelo propõe, mas não temos pistas sólidas que sejam felizes. O mais equilibrado acaba por ser definir os nossos objetivos e caminhar nesse sentido, ou seja, viver a nossa vida de acordo com o que é importante para nós.

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por Vida de sonho às 09:26

Quarta-feira, 21.02.18

Paramahansa Yogananda e a consciência cósmica

Quando temos tendência para refletir sobre nós e sobre a vida, as grandes e eternas perguntas da humanidade acabam por nos tocar também: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos? Estas são as mais conhecidas, mas também a existência de Deus/Tao/Alá/Brahman e a origem do universo não deixam de aparecer.

Se valorizamos estas questões e procuramos respostas, apenas a espiritualidade (em versão mais religiosa ou mais filosófica) tem algo para nos apresentar. O percurso mais recente levou-me a 2 grandes pilares: Tao Te Ching e Advaita Vedanta. O Tao Te Ching é o livro atribuído a Lao Tzu e não é mais do que o relato de um ser iluminado. É emocionante, impressionante, mas também desarmante contactar com conceitos tão contrários ao modo de vida ocidental, mas que o meu interior vibra de intensa identificação. A Advaita Vedanta é uma corrente filosófica, com origem no Hinduísmo e nos seus textos sagrados (Vedas/Upanishads). Há imensas obras e todos os conteúdos procuram demonstrar a nossa verdadeira natureza e como a podemos tornar realidade. Um conjunto de manuais teórico-práticos para a iluminação.

Estes temas, em especial no ocidente, levantam muitas dúvidas, muitas reservas, sérias desconfianças, dado o peso que damos ao conhecimento científico. Note-se, no entanto, que a ciência não tem respostas para nos dar, portanto, estes relatos, estas escolas de pensamento, são a fonte mais fidedigna que podemos encontrar. Sublinhe-se que a Advaita Vedanta resulta de conhecimentos milenares, confirmados por milhares de seres que tiveram a mesma experiência de Gautama (Buda) e elaboraram relatos para os seus semelhantes poderem seguir as suas pisadas.

Tudo isto surgiu, porque ontem revi um relato que me fascina, a experiência de iluminação de Parmahansa Yogananda. Ler esta descrição, na primeira pessoa, do momento em que tantos ensinamento espirituais se tornam realidade é emocionante. Volto a ela pontualmente, porque é simplesmente inspirador.

 

 

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por Vida de sonho às 09:27

Sexta-feira, 02.02.18

O melhor conselho para dias maus

Acho que nunca esquecerei a mensagem transmitida neste vídeo.

 

 

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por Vida de sonho às 17:27

Quarta-feira, 31.01.18

Bons inícios de dia

As manhãs estão bastante melhores. O despertador toca e o corpo está disponível para se levantar. Em dezembro foi muito diferente, o corpo queria descanso e foi um mês muito difícil neste capítulo. 2018 está a começar bem melhor, com o exercício a voltar com regularidade e os horários a serem cumpridos com mais facilidade. Nota positiva para a forma como o dia inicia e isso reflete-se para o resto do dia. Um arranque com rotinas cumpridas acalma a mente e tudo decorre de forma mais serena.

As viagens de metro têm sido dedicadas a observar a mente. Relaxar, fechar os olhos e observar que pensamentos  aparecem. É de grande utilidade, porque quando relaxamos aparecem pensamentos criativos, lembretes de coisas que temos para fazer. Mas é também um grande exercício espiritual, porque percebemos melhor que os pensamentos aparecem, até de forma aleatória, irracional, não somos nós que os produzimos. A ser assim, como é possível que nos identifiquemos com os pensamentos? Como é possível acharmos que "eu penso isto ou aquilo"? Em relação aos pensamentos automáticos, ao fluxo constante de pensamentos que a mente nos apresenta, acabamos por aceitar que não somos a mente (numa lógica de autoconhecimento).

Agora, quando está em causa o intelecto, quando estamos concentrados num tema e a refletir nele, já é mais difícil. Sentimos que estamos a produzir pensamentos. As escolas espirituais dizem que não, a nossa essência também não é o intelecto, este também é um objeto experienciado pelo nosso verdadeiro ser. É mais difícil sentir isto, mais difícil passar de um conceito teórico a uma realidade sentida.

 

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por Vida de sonho às 09:36

Quarta-feira, 24.01.18

Espiritualidade como base da vida

Semana recheada de reuniões. Não tem sido habitual, mas aos poucos começa a alargar a quantidade de temas com acompanhamento regular. Pelo meio, há que aproveitar os espaços para trabalhar e despachar tarefas. Ainda não é um caso de reunite aguda, sem valor acrescentado, mas poderemos chegar a esse ponto.

Hoje, há visita do chefe para animar o dia. Esperemos que se consiga fechar alguns temas.

Fiz o download de um livro Taoísta: Hua Hu Jing. É referido como as últimas lições de Lao Tzu (a quem é atribuído o Tao Te Ching), no entanto, parece que os primeiros registos do livro são do séc IV DC. Estou a ler uma tradução em inglês e é muito diferente do Tao. O Tao é mais críptico, mais poético, digamos. Este é muito mais direto, pormenorizado, o estilo é muito diferente. Embora diferente é extraordinário, porque os ensinamentos são empolgantes.

Temos muito que fazer na vida, mas o lado espiritual deve ser a base, deve ser a prioridade. Faz todo o sentido a iluminação ser o principal objetivo, porque só nesse momento vivemos de forma plena e verdadeira. Achamos que somos estas pessoas frágeis, que passam por dificuldades e sofrimentos vários, cuja mente recheada de medos e inseguranças dispara milhares de pensamentos e sentimentos negativos. Os místicos e importantes tradições espirituais/filosóficas dizem-nos que essa não é a nossa verdadeira natureza, que somos muito mais do que esta pessoa. Assim, apenas estabelecidos na verdade podemos viver de forma completa. Até lá, arranjamos formas de satisfazer a mente, de forma a não nos inundar de negativismo.

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por Vida de sonho às 09:20

Quinta-feira, 11.01.18

O tudo vem sem fazermos nada

E se no tema mais importante da vida o que temos que fazer for nada? Brutal, não é? O contrário de todo o nosso percurso enquanto pessoa.

Quando mergulhamos no mundo da filosofia oriental e da espiritualidade é isso que acontece. Conhecer a realidade fundamental do universo implica transcender a pessoa. Se há algo que pensamos ser é uma pessoa. Assim, há imensas práticas que nos orientam no sentido do conhecimento (iluminação), mas essas práticas são efetuadas pela pessoa, num grau de consciência de pessoa. A iluminação é o momento em que a consciência limitada a uma pessoa larga essa limitação. Esta consciência reconhece que é a consciência universal, que não é uma pessoa, antes a realidade fundamental de toda a criação.

Este momento acontece quando tiver que acontecer e fora do nosso controlo enquanto pessoa. Se misturarmos farinha, sal e fermento e colocarmos no forno, passado algum tempo temos pão. Determinadas ações originam resultados. No entanto, podemos realizar todas as práticas espirituais e a iluminação não acontecer. Sem estas práticas não acontece, mas elas não são suficientes para acontecer. Ou seja, o click final não é acionado pela pessoa, acontecerá de forma espontânea, se acontecer.

Nesse sentido, em relação ao momento da verdade, nada há fazer por parte da pessoa.

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por Vida de sonho às 09:37

Quarta-feira, 10.01.18

Significado na vida e dor

Horas mentais agitadas. Agitação em casa, agitação no trabalho, mente em grande atividade. Noto isso no exercício matinal. Nos minutos seguintes ao final da rotina, o grau de foco no momento de gratidão mostra a agitação da mente. Quando outros pensamentos interferem é sinal de agitação acima da média. Mas, como tudo, é temporário.

Quando aprofundamos os conhecimentos místicos e filosóficos, a nossa visão da vida muda. Percebemos que há uma realidade mais profunda que este mundo material que nos rodeia (mundo aparente); percebemos que estamos envolvidos num ciclo imparável de movimento, uma sucessão de horas, dias, semanas, anos, independentes da nossa vontade; percebemos que não há um motivo para a nossa existência, ela simplesmente aconteceu; percebemos que estamos presos a um corpo limitativo, identificados com uma mente que não pára um segundo, mas pior do que isso, apresenta-nos pensamentos e sentimentos algo aleatórios (embora alinhados com a vibração do ego). Estas ideias tornam-se algo perigosas, porque, de repente, percebemos que não estamos aqui a fazer nada a não ser existir.

Existir é maravilhoso e um milagre. O que temos que resolver é a vida que o nosso ego construiu, com trabalho, família, relações, etc... Essa vida implica coisas para fazer todos os dias: horas para levantar, tratar da higiene, vestir, alimentar o corpo, assegurar tarefas familiares, sair para o trabalho, etc... A rotina tão recheada que conhecemos. E a verdade é que quanto mais acrescentamos à nossa vida mais coisas temos que fazer, mais nos afastamos da existência.

Torna-se, então, crítico, ligar significado ao que fazemos. Sem esse significado, sem um sentido de identidade associado à vida que construímos, entramos num ciclo em que as atividades diárias são um ciclo sem fim de obrigações, um peso na nossa vida, que acabam por originar dor interior e infelicidade. Pior, a mente acaba por se programar para associar dor a essas atividades e ficamos presos nesse mindset negativo.

O caminho mais óbvio é simplificar, focar a nossa existência em aspetos realmente importantes para nós e não ocuparmos em atividades sem significado. Isso leva a dor.

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por Vida de sonho às 09:42

Terça-feira, 22.08.17

Daily journal - 22/08/2017

Ontem foi mais um dia marcante nos meus estudos da Advaita Vedanta, filosofia inspirada nos Vedas, os livros sagrados do Hinduísmo.

Da ciência, sabemos há muito tempo que tudo é energia. Não existe algo que se possa chamar matéria, tudo o que pensamos que existe é uma interação de energia a vibrar na mesma frequência. Mas a verdade é que a nossa experiência de vida não corresponde a essa evidência. Do Hinduísmo vem a resposta.

Diz-nos que a nossa realidade última, a nossa essência, é consciência. Todos nos sentimos conscientes, vivos. Essa consciência "esqueceu-se" da sua verdadeira origem e pensa que é a mente. Ora, a mente é a ferramenta extraordinária que interpreta essa energia e apresenta a informação à consciência como formas, cores, sons, cheiros, etc... Dado esse estado de confusão, a consciência acredita que o que a mente apresenta é real.

Numa das suas palestras, Swami Sarvapryiananda cita Swami Vivekananda, de uma forma semelhante a esta: a coisas não têm existência própria, nós insuflamos-lhe vida e depois perseguimo-as ou fugimos delas. Que ideia poderosa!

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por Vida de sonho às 09:42

Segunda-feira, 21.08.17

Daily journal - 21/08/2017

O pecurso continua. Depois de um longo período de aprendizagem e de entusiasmo com as ideias e revelações do Tao e da Vedanta, começo a voltar a colocar os pés no chão. A verdade é que nada pode ser mais importante do que investigar as questões mais profundas que a existência nos coloca, mas as respostas não aparecem nem são interiorizadas em um ou dois anos. Muito menos experienciamos a nossa natureza divina e o estado de iluminação nesse período de tempo. Há uma vida humana em curso e ela não pára. Há responsabilidades, deveres do dia a dia para cumprir.

Se a espiritualidade deve ser central na nossa vida, não é o único aspeto. No meu caso, tenho pessoas à minha volta que dependem de mim, tenho compromissos e responsabilidades. Estas coisas não desaparecem de um dia para o outro. Por outro lado, fazem parte da obra do criador, portanto, não têm menos valor que as atividades espirituais.

O meu grande desafio atual é conciliar o dia a dia, as tarefas e responsabilidades mundanas com a espiritualidade. E não devia ser difícil, porque tudo é divino. Rezar, meditar, manifestar a nossa essência é tão espiritual como cuidar da família, trabalhar ou amar o próximo. Mas é difícil juntar estas duas dimensões, que intuitivamente separamos.

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por Vida de sonho às 09:40


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