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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.


Segunda-feira, 10.09.18

O espaço da religião

Hoje, os meus pensamentos navegaram na chamada crise de fé na sociedade ocidental, em especial na Igreja Católica. Não me interessa encontrar causas, criticar a organização ou algo do género. Interessa-me o lado espiritual.

No mundo atual, continua a haver muito espaço para a religião. E isso acontece por um motivo muito simples. Continua a haver sofrimento. As pessoas sofrem, a dor existe e não é só a dor física da doença, é essencialmente o sofrimento emocional que nos desgasta. As dificuldades da vida, os desafios e problemas que somos chamados a resolver no dia a dia, durante anos, levam-nos a questionar. Porquê esta vida? Por que motivo temos que passar por isto? Quem criou o mundo e os seres humanos desta forma? A ciência não tem respostas, apenas as diversas abordagens da espiritualidade dizem algo sobre isto.

Este tipo de reflexões tem tendência a acontecer numa fase mais avançada da vida, a partir dos 40 anos de idade (de um forma muito geral, claro...). Nessa altura, já passamos por muitas experiências, já desmontamos as ilusões sonhadoras da juventude, temos uma visão mais realista da vida. Mesmo pessoas que tenham tido a determinação, o empenho para tornar os seus sonhos realidade acabam por perceber que é uma luta sem fim, a insatisfação interior não tem fim, que atingir um objetivo apenas abre portas para o próximo. Começamos a questionar se vale a pena, a questionar os motivos. Este questionar não é meramente intelectual, resultado de curiosidade; é um questionar profundo, fruto da experiência de vida.

Há um conforto que apenas a espiritualidade pode dar. Podemos alternar entre Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, etc..., mas haverá sempre espaço para religião organizada, porque quando se procuram respostas necessitamos saber onde ir e necessitamos que existam de forma sistematizada.

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por Vida de sonho às 09:52

Quarta-feira, 29.08.18

Evolução na espiritualidade

Hoje é dia de voltar a olhar para o lado espiritual, já que sinto algumas alterações na forma como estou a viver este aspeto.

A intenção inicial era aprofundar o autoconhecimento, através da introspeção estar mais consciente do que é importante para mim e viver de acordo com isso. Descobri 2 coisas: por um lado, as respostas sempre estiveram lá, apenas precisava de estar atento; por outro, o que encontrei de novidade foi o vazio. Ponto 1, o nosso corpo é uma máquina de feedback, se estivermos atentos aos sinais ele diz-nos tudo. Ponto 2, quando parava para "olhar para dentro" observava pensamentos e sentimentos. O que observava não era diferente do que poderia observar sem meditar, portanto, nada de novo nesse campo. O que foi novo? A novidade foi perceber o espaço entre eles, perceber o vazio que existe nos intervalos da atividade da mente.

Quando a mente está parada continuamos a existir, a chama da vida está sempre acesa. Somos uma forma de vida. Com o tempo, o poder dos pensamentos enfraquece. Percebemos que o fluxo de pensamentos constante simplesmente aparece, não é gerado por nós. Percebemos que, dos milhares de pensamentos diários apenas uma minúscula fração merece a nossa atenção. Quando isto acontece, a chama do vazio brilha com mais intensidade e tem algo para nos oferecer: paz.

A meditação não é uma prárica muito comum no Ocidente, porque não estamos programados para parar. Esse desconhecimento acaba por criar alguns mitos. Felizmente, mais e mais estudo científicos identificam os benefícios de uma prática diária (20 minutos). Mas é algo muito simples, que com o tempo nos dá, pelo menos, algo que tanto se procura nas sociedades modernas: uma sensação de paz. Não é imediato, há um caminho a percorrer, mas vale todos os minutos investidos.

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por Vida de sonho às 09:33

Quarta-feira, 22.08.18

Procurar o Eu

Ontem foi um dia de altos e baixos. Dia muito pouco produtivo no trabalho, correu mal. Estava pouco concentrado, algo ausente. Acontece, mas é necessário ter atenção e tomar medidas corretivas. Então e os altos?

Uma das coisas boas do dia foi mais um avanço no trabalho espiritual. Contactei com algumas ideias do sábio Ramana Maharshi (existe um documentário sobre ele no youtube) e uma delas revelou-se muito prática e impactante. Procura o Eu, instruía este sábio. "Olha" para dentro e procura o teu Eu, a origem dos pensamentos. Sugeria que ao não ser encontrado, o Ego ilusório colapsa e temos a experiência do nosso verdadeiro Ser. Naturalmente fiz a minha experiência e foi muito interessante. Ao procurar o Eu, aconteceu, pelo menos, uma maior profundidade na introspeção. A verdade é que a nossa atenção anda a navegar à procura da fonte e não a encontra. Os pensamentos simplesmente aparecem, não se consegue perceber de onde vêm; tudo acontece de forma espontânea, tudo simplesmente aparece. Se aparece, não há um Eu a produzi-los... Foi poderoso.

Hoje é outro dia, há que continuar a procurar o Eu, mas também há que recuperar a produtividade no trabalho. Há coisas que aparecem de forma espontânea, mas o salário no final do mês não!

 

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por Vida de sonho às 09:19

Terça-feira, 10.07.18

Cuidados na espiritualidade

A minha veia filosófica levou-me a estudar diversos conteúdos na área da espiritualidade. A origem Católica já me colocou em contacto com ideias do Cristianismo e nos últimos tempos estudo com alguma profundidade o Tao Te Ching e Advaita Vedanta (sistema filosófico com raízes no Hinduísmo).

Apenas a espiritualidade nos apresenta respostas para as grandes questões da humanidade, incluindo a origem do universo e quem somos. Especialmente no Tao, mas também em alguns conteúdos de Vedanta, encontramos descrições do comportamento do sábio ou do ser iluminado. Esta situação pode estender uma armadillha, porque pode levar a que sigamos aqueles comportamentos. E qual é a armadilha? Embora nos possamos comportar como um sábio, continuamos a ser humanos, a identificarmo-nos com esta pessoa que pensamos ser. E se o comportamento de um ser iluminado certamente trará coisas boas para o mundo, pode não representar uma existência feliz para as pessoas.

Incluir muitas componentes da espiritualidade melhora o nosso bem estar, mas continuamos a ser pessoas, a ter coisas para fazer, responsabilidades no dia a dia. Começo a ver estes ensinamentos como inspiração para sermos melhores e evoluirmos, mas enquanto sentirmos que somos indivíduos o melhor caminho, para mim, será o autoconhecimento, procurar o equilíbrio interior que nos permite sobreviver no mundo.

Estes ensinamentos são fundamentais para mim, mas devem ser integrados na vida, ter o seu próprio espaço, não nos dominar completamente. Curiosamente, a Vedanta fala muito nisso, na integração da espiritualidade no nosso dia a dia. Como os nossos afazeres devem ser espiritualizados e não descurados ou menosprezados.

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por Vida de sonho às 09:21

Sexta-feira, 23.02.18

Como ser feliz

Há algo que me parece muito óbvio, o principal objetivo de quase todos os seres humanos é ser feliz, sentir-se bem. É também algo muito difícil no nosso modo de vida. Tenho dificuldade em enquadrar a realidade de África, Ásia ou Austrália, por exemplo... E a grande dificuldade que se nota é: o que devo fazer para ser feliz. Do que tenho estudado, quer no desenvolvimento pessoal, quer na espiritualidade, concluo 2 ou 3 pontos.

O nosso modo de vida dificilmente é a resposta. O que nos é proposto é uma caçada permanente. Persegue formação, realização profissional, sucesso amoroso, harmonia familiar, abundância material, beleza, lazer e serás feliz. Só de olhar para a lista fico cansado e vontade de esticar no sofá. Mas o principal ponto nem é a dimensão da lista. O principal obstáculo é que este modelo programa a nossa mente para querer sempre mais, logo, por muito que se consiga, a insatisfação será permanente, porque novas presas são-nos apresentadas pela mente. É um círculo vicioso sem fim. Além disto, é muito difícil ter sucesso em tudo.

O caminho mais acessível vem com a ajuda de alguns conceitos do desenvolvimento pessoal. Vamos identificar e quebrar esse ciclo. Vamos ter consciência de que temos níveis de conforto e possibilidades de vida sem paralelo na histórias, cultivar um sentimento de gratidão. Por outro lado, vamos definir o que queremos, porque nem tudo o que o modelo propõe nos faz felizes. Nem toda a gente quer sucesso profissional, nem toda a gente que criar uma família, etc... Vamos definir o que queremos, o que nos faz mesmo sentir bem e focar nessas áreas. A mente acaba por ser programada nesse sentido e a sensação de bem estar aumenta consideravelmente. Vamos viver a nossa vida.

Da espiritualidade vem a promessa da felicidade absoluta e a possibilidade de transcendermos o sofrimento da condição humana. Bom, aqui estamos a falar, essencialmente, da visão oriental. Hinduísmo e Budismo identificam a nossa essência e dizem-nos que a iluminação leva a que transcendamos o sofrimento.

Podemos ter vários caminhos, mas tudo o que estudei até hoje aponta para que o modelo ocidental não seja o melhor. Pelo menos, o melhor para a maioria da população. Há sempre uma percentagem que consegue o que o modelo propõe, mas não temos pistas sólidas que sejam felizes. O mais equilibrado acaba por ser definir os nossos objetivos e caminhar nesse sentido, ou seja, viver a nossa vida de acordo com o que é importante para nós.

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por Vida de sonho às 09:26

Quarta-feira, 21.02.18

Paramahansa Yogananda e a consciência cósmica

Quando temos tendência para refletir sobre nós e sobre a vida, as grandes e eternas perguntas da humanidade acabam por nos tocar também: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos? Estas são as mais conhecidas, mas também a existência de Deus/Tao/Alá/Brahman e a origem do universo não deixam de aparecer.

Se valorizamos estas questões e procuramos respostas, apenas a espiritualidade (em versão mais religiosa ou mais filosófica) tem algo para nos apresentar. O percurso mais recente levou-me a 2 grandes pilares: Tao Te Ching e Advaita Vedanta. O Tao Te Ching é o livro atribuído a Lao Tzu e não é mais do que o relato de um ser iluminado. É emocionante, impressionante, mas também desarmante contactar com conceitos tão contrários ao modo de vida ocidental, mas que o meu interior vibra de intensa identificação. A Advaita Vedanta é uma corrente filosófica, com origem no Hinduísmo e nos seus textos sagrados (Vedas/Upanishads). Há imensas obras e todos os conteúdos procuram demonstrar a nossa verdadeira natureza e como a podemos tornar realidade. Um conjunto de manuais teórico-práticos para a iluminação.

Estes temas, em especial no ocidente, levantam muitas dúvidas, muitas reservas, sérias desconfianças, dado o peso que damos ao conhecimento científico. Note-se, no entanto, que a ciência não tem respostas para nos dar, portanto, estes relatos, estas escolas de pensamento, são a fonte mais fidedigna que podemos encontrar. Sublinhe-se que a Advaita Vedanta resulta de conhecimentos milenares, confirmados por milhares de seres que tiveram a mesma experiência de Gautama (Buda) e elaboraram relatos para os seus semelhantes poderem seguir as suas pisadas.

Tudo isto surgiu, porque ontem revi um relato que me fascina, a experiência de iluminação de Parmahansa Yogananda. Ler esta descrição, na primeira pessoa, do momento em que tantos ensinamento espirituais se tornam realidade é emocionante. Volto a ela pontualmente, porque é simplesmente inspirador.

 

 

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por Vida de sonho às 09:27

Sexta-feira, 02.02.18

O melhor conselho para dias maus

Acho que nunca esquecerei a mensagem transmitida neste vídeo.

 

 

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por Vida de sonho às 17:27

Quarta-feira, 31.01.18

Bons inícios de dia

As manhãs estão bastante melhores. O despertador toca e o corpo está disponível para se levantar. Em dezembro foi muito diferente, o corpo queria descanso e foi um mês muito difícil neste capítulo. 2018 está a começar bem melhor, com o exercício a voltar com regularidade e os horários a serem cumpridos com mais facilidade. Nota positiva para a forma como o dia inicia e isso reflete-se para o resto do dia. Um arranque com rotinas cumpridas acalma a mente e tudo decorre de forma mais serena.

As viagens de metro têm sido dedicadas a observar a mente. Relaxar, fechar os olhos e observar que pensamentos  aparecem. É de grande utilidade, porque quando relaxamos aparecem pensamentos criativos, lembretes de coisas que temos para fazer. Mas é também um grande exercício espiritual, porque percebemos melhor que os pensamentos aparecem, até de forma aleatória, irracional, não somos nós que os produzimos. A ser assim, como é possível que nos identifiquemos com os pensamentos? Como é possível acharmos que "eu penso isto ou aquilo"? Em relação aos pensamentos automáticos, ao fluxo constante de pensamentos que a mente nos apresenta, acabamos por aceitar que não somos a mente (numa lógica de autoconhecimento).

Agora, quando está em causa o intelecto, quando estamos concentrados num tema e a refletir nele, já é mais difícil. Sentimos que estamos a produzir pensamentos. As escolas espirituais dizem que não, a nossa essência também não é o intelecto, este também é um objeto experienciado pelo nosso verdadeiro ser. É mais difícil sentir isto, mais difícil passar de um conceito teórico a uma realidade sentida.

 

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por Vida de sonho às 09:36

Quarta-feira, 24.01.18

Espiritualidade como base da vida

Semana recheada de reuniões. Não tem sido habitual, mas aos poucos começa a alargar a quantidade de temas com acompanhamento regular. Pelo meio, há que aproveitar os espaços para trabalhar e despachar tarefas. Ainda não é um caso de reunite aguda, sem valor acrescentado, mas poderemos chegar a esse ponto.

Hoje, há visita do chefe para animar o dia. Esperemos que se consiga fechar alguns temas.

Fiz o download de um livro Taoísta: Hua Hu Jing. É referido como as últimas lições de Lao Tzu (a quem é atribuído o Tao Te Ching), no entanto, parece que os primeiros registos do livro são do séc IV DC. Estou a ler uma tradução em inglês e é muito diferente do Tao. O Tao é mais críptico, mais poético, digamos. Este é muito mais direto, pormenorizado, o estilo é muito diferente. Embora diferente é extraordinário, porque os ensinamentos são empolgantes.

Temos muito que fazer na vida, mas o lado espiritual deve ser a base, deve ser a prioridade. Faz todo o sentido a iluminação ser o principal objetivo, porque só nesse momento vivemos de forma plena e verdadeira. Achamos que somos estas pessoas frágeis, que passam por dificuldades e sofrimentos vários, cuja mente recheada de medos e inseguranças dispara milhares de pensamentos e sentimentos negativos. Os místicos e importantes tradições espirituais/filosóficas dizem-nos que essa não é a nossa verdadeira natureza, que somos muito mais do que esta pessoa. Assim, apenas estabelecidos na verdade podemos viver de forma completa. Até lá, arranjamos formas de satisfazer a mente, de forma a não nos inundar de negativismo.

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por Vida de sonho às 09:20

Quinta-feira, 11.01.18

O tudo vem sem fazermos nada

E se no tema mais importante da vida o que temos que fazer for nada? Brutal, não é? O contrário de todo o nosso percurso enquanto pessoa.

Quando mergulhamos no mundo da filosofia oriental e da espiritualidade é isso que acontece. Conhecer a realidade fundamental do universo implica transcender a pessoa. Se há algo que pensamos ser é uma pessoa. Assim, há imensas práticas que nos orientam no sentido do conhecimento (iluminação), mas essas práticas são efetuadas pela pessoa, num grau de consciência de pessoa. A iluminação é o momento em que a consciência limitada a uma pessoa larga essa limitação. Esta consciência reconhece que é a consciência universal, que não é uma pessoa, antes a realidade fundamental de toda a criação.

Este momento acontece quando tiver que acontecer e fora do nosso controlo enquanto pessoa. Se misturarmos farinha, sal e fermento e colocarmos no forno, passado algum tempo temos pão. Determinadas ações originam resultados. No entanto, podemos realizar todas as práticas espirituais e a iluminação não acontecer. Sem estas práticas não acontece, mas elas não são suficientes para acontecer. Ou seja, o click final não é acionado pela pessoa, acontecerá de forma espontânea, se acontecer.

Nesse sentido, em relação ao momento da verdade, nada há fazer por parte da pessoa.

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por Vida de sonho às 09:37


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