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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.


Quarta-feira, 18.07.18

Não sabemos como viver

Por vezes sinto que não sabemos o que fazer com a nossa vida. Nascemos, identificamo-nos como uma pessoa e tornamo-nos prisioneiros dos nossos pensamentos.

O início de vida é o período mais feliz. Tudo aparece feito para nós, as nossas necessidades são satisfeitas pelos pais: habitação, alimentação, vestuário e cuidados de saúde - claro que em circunstâncias de pais empregados e enquadramenteo familiar saudável. Não faltam situações de pobreza e famílias disfuncionais, infelizmente. Mas a vida é bela, a existência é uma experiência de diversão e usufruto de pessoas, locais, coisas, etc... Nesse período, por outro lado, começa a nossa programação, somos educados, socializados, há regras sociais e convenções. O nosso ego consolida-se e a partir da pré-adolescência a necessidade de que as coisas aconteçam de acordo com a nossa vontade é cada vez maior. Aqui começa o sofrimento, que, provavelmente, nos acompanhará até ao fim dos nossos dias.

A vida vai proporcionar-nos experiências satisfatórias e menos satisfatórias. Nos momentos bons, está tudo OK, experienciamos um bem estar fugaz. Depois de um bom momento, a nossa mente começa de imediato a pensar no próximo. Nos momentos menos bons dramatiza-se, vamos abaixo, colocamos tudo em causa.

Acredito profundamente que a esmagadora maioria das pessoas não sabe/consegue gerir estas emoções. E isso acontece, porque achamos eu sinto isto, eu penso aquilo. E assim o tempo passa e nós sobrevivemos, sobrevivemos aos acontecimentos da vida e às emoções que geram.

Parece-me que não sabemos como viver, o que fazer com esta dádiva que é estarmos vivos. Tentamos, tentamos e tentamos, mas há sempre momentos de sofrimento que arrasam todas as coisas boas que se construiu. Já passei por várias fases, li bastante e contactei com muitos tipos de conteúdos diferentes e, mais uma vez, digo apenas os ensinamentos da área da espiritualidade ajudam a percorrer este caminho. Não sei o que é verdade e o que não é verdade, mas sei o que funciona melhor comigo. Obrigado, Vedanta, Laz Tzu e outros.

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por Vida de sonho às 09:24

Terça-feira, 10.07.18

Cuidados na espiritualidade

A minha veia filosófica levou-me a estudar diversos conteúdos na área da espiritualidade. A origem Católica já me colocou em contacto com ideias do Cristianismo e nos últimos tempos estudo com alguma profundidade o Tao Te Ching e Advaita Vedanta (sistema filosófico com raízes no Hinduísmo).

Apenas a espiritualidade nos apresenta respostas para as grandes questões da humanidade, incluindo a origem do universo e quem somos. Especialmente no Tao, mas também em alguns conteúdos de Vedanta, encontramos descrições do comportamento do sábio ou do ser iluminado. Esta situação pode estender uma armadillha, porque pode levar a que sigamos aqueles comportamentos. E qual é a armadilha? Embora nos possamos comportar como um sábio, continuamos a ser humanos, a identificarmo-nos com esta pessoa que pensamos ser. E se o comportamento de um ser iluminado certamente trará coisas boas para o mundo, pode não representar uma existência feliz para as pessoas.

Incluir muitas componentes da espiritualidade melhora o nosso bem estar, mas continuamos a ser pessoas, a ter coisas para fazer, responsabilidades no dia a dia. Começo a ver estes ensinamentos como inspiração para sermos melhores e evoluirmos, mas enquanto sentirmos que somos indivíduos o melhor caminho, para mim, será o autoconhecimento, procurar o equilíbrio interior que nos permite sobreviver no mundo.

Estes ensinamentos são fundamentais para mim, mas devem ser integrados na vida, ter o seu próprio espaço, não nos dominar completamente. Curiosamente, a Vedanta fala muito nisso, na integração da espiritualidade no nosso dia a dia. Como os nossos afazeres devem ser espiritualizados e não descurados ou menosprezados.

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por Vida de sonho às 09:21

Quinta-feira, 28.12.17

Daily journal - 28/12/2017

Ontem, mais um conceito muito interessante consolidou-se na minha mente. O que acontece com a vida de pessoas iluminadas, os Budas?

De acordo com a filosofia da Advaita Vedanta, com a iluminação espiritual o nosso verdadeiro ser é revelado. Defende que não somos este corpo e mente, mas sim a consciência universal que deu origem a esta fantástica criação. Assim, se o humano "comum" se identifica com um corpo e experiencia o mundo à sua volta, o ser iluminado é tudo. Não está limitado à consciência de um corpo, de uma pessoa. Sendo assim, o que acontece a esse corpo? A essa "pessoa" que pensava ser e acaba dissolvida na consciência universal?

Pois bem, esse conjunto corpo/mente continua a viver como fazia antes. Pode ter o seu emprego, a sua família, todas as atividades, no entanto, a consciência que o experiencia é muito mais abrangente do que ele, Passa a ser uma ferramenta de interação com o mundo. As pessoas à sua volta não notam grandes diferenças, porque a sua vida pode continuar da mesma forma, mas o interior desse conjunto é revolucionado.

E assim, não há qualquer incompatibilidade entre a vida comum do ser humano e um percurso espiritual. A primeira não impede a segunda, nem a segunda compromete  a primeira. Esta perceção é muito importante e reforça a ligação à espiritualidade e esta busca pela minha verdadeira natureza e pelas respostas às perguntas fundamentais da humanidade.

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por Vida de sonho às 10:00

Terça-feira, 22.08.17

Daily journal - 22/08/2017

Ontem foi mais um dia marcante nos meus estudos da Advaita Vedanta, filosofia inspirada nos Vedas, os livros sagrados do Hinduísmo.

Da ciência, sabemos há muito tempo que tudo é energia. Não existe algo que se possa chamar matéria, tudo o que pensamos que existe é uma interação de energia a vibrar na mesma frequência. Mas a verdade é que a nossa experiência de vida não corresponde a essa evidência. Do Hinduísmo vem a resposta.

Diz-nos que a nossa realidade última, a nossa essência, é consciência. Todos nos sentimos conscientes, vivos. Essa consciência "esqueceu-se" da sua verdadeira origem e pensa que é a mente. Ora, a mente é a ferramenta extraordinária que interpreta essa energia e apresenta a informação à consciência como formas, cores, sons, cheiros, etc... Dado esse estado de confusão, a consciência acredita que o que a mente apresenta é real.

Numa das suas palestras, Swami Sarvapryiananda cita Swami Vivekananda, de uma forma semelhante a esta: a coisas não têm existência própria, nós insuflamos-lhe vida e depois perseguimo-as ou fugimos delas. Que ideia poderosa!

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por Vida de sonho às 09:42

Quinta-feira, 17.08.17

Daily journal - 17/08/2017

No meio de um dia difícil, ocorreu uma importante evolução filosófica. O meu estudo de Vedanta deu um passo em frente, com a compreensão de que tudo o que nos acontece é reconhecido na nossa consciência. Eu não estou a olhar para um monitor enquanto escrevo, antes a minha consciência está a ter uma experiência de teclar no computador e letras aparecerem no monitor.

Se há algo que podemos afirmar sem receios é que estamos vivos e conscientes. Estamos a experienciar a vida. De acordo com a filosofia de Vedanta, é a nossa consciência que experiencia o que nos rodeia e nós próprios. Os sinais são recebidos pelos orgãos dos sentidos, interpretados pela mente e apresentados à nossa consciência. Ou seja, eu não estou a ver um computador, um objeto externo a mim. O que posso afirmar com segurança é que a minha consciência está a ter uma experiência de um computador. Tudo acontece na nossa consciência, tudo são experiências.

No trajeto a pé para o trabalho cruzei com várias pessoas. A minha consciência teve a experiência de vários corpos humanos em movimento. Não posso dizer que experienciou pessoas, porque não experienciou a mente e a consciência dessas pessoas. Experienciou movimento.

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por Vida de sonho às 09:25

Sexta-feira, 14.07.17

Daily journal - 14/07/2017

Está a terminar a primeira semana do resto do meu ano. No sábado passado tive o exame do WSET 3, era um momento importante e exigente, portanto, dediquei bastante tempo a esse empreendimento. Nos meus planos, após esse exame as viagens de metro seriam despidas de leitura. Seriam momentos de descanso, reflexão ou meditação. Deixaria o cérebro sem estímulos externos, a navegar...

O balanço é interessante. Há sono para compensar, mas também houve períodos de introspeção profunda, em que o mundo exterior estava desligado e apenas consciência e pensamentos dialogavam. Nesses momentos, o intelecto lá estava a trabalhar nos pensamentos como objeto apresentado à consciência. Uma verdadeira meditação ao estilo Advaita Vedanta.

Mas o ego não desiste assim tão facilmente. Depois de objetivos atingidos, precisamos criar novos para entreter e reforçar o sentido de identidade egóica. Agora, vou entrar num período de foco em conteúdos de Vedanta e o ego já tratou de fazer planos megalómanos, embora com sentido. O karma será muito positivo enquanto serviço aos outros. Ou seja, na medida em que ajudarmos outras pessoas acumulamos bom karma. Então, surgiu a ideia de criar mais um blogue com os comentários aos textos que ler. Isso disponibilizará a todo o mundo o magnífico contributo da filosofia Vedanta. A aprofundar...

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por Vida de sonho às 09:33

Quarta-feira, 21.06.17

Daily journal - 21/06/2017

Hoje inicia o verão. Gosto do verão, do calor, da praia, das roupas leves e frescas, da boa disposição das pessoas. É um período do ano muito agradável.

Ontem foi um dia interessante, com mais um mergulho nos meus estudos vínicos, mais umas noções espirituais reforçadas e a preparação do jantar de 5ª-feira em ótimo ritmo. Terminámos o dia a visitar uma amiga cujo filho luta contra um cancro. Tem apenas 3 anos, é quase um bébé. É muito duro.

No entanto, a vida continua. As coisas acontecem, boas e más, mas a vida continua. Sempre. The show must go on! O criador engendrou este palco para seu entretenimento, o que inclui comédias, romance, dramas e tragédias. Todos os aspetos são temperos do espetáculo que o criador encenou. Seja feita a sua vontade.

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por Vida de sonho às 09:48

Sexta-feira, 28.04.17

Experiência espiritual - 28/04/2017

Ontem voltei a ouvir uma palestra do Swami Sarvapryiananda sobre apenas 4 versos de um livro (Ashtavakra Samhita, também chamado Ashtavakra Gita) e foi um momento muito profundo.

Sempre tive essa inclinação pelas questões mais profundas da existência humana e nesta fase de procura de maior sentido, o encontro com os ensinamentos espirituais mostra um impacto muito grande. Das várias coisas que tenho feito nos últimos tempos, o aprofundamento espiritual está a posicionar-se como o objeto preferencial do meu foco. Sim, é por aqui o meu caminho nos próximos tempos. O autoconhecimento, as verdades mais profundas do universo, são algo por que vale a pena viver e investir o meu tempo. É por aqui...

 

 

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por Vida de sonho às 09:36

Quinta-feira, 29.12.16

Experiência espiritual - 29/12/2016

Está a terminar o ano de 2016, em que o grande ênfase foi na espiritualidade. De uma área ausente, tornou-se o foco principal. Foi revolucionário.

Tudo começou com a vontade de descobrir um sentido para os meus dias. Uma busca do que me realizaria, principalmente na área profissional. A profissão é como ocupamos a principal fatia do nosso tempo. Mergulhei, então, nas minhas próprias profundezas à procura da essência. E a verdade é que esta busca vai ter ao mesmo destino: o vazio. E o que é este vazio?

Neste ponto chegamos aos conceitos de consciência, deus, etc... De acordo com a milenar tradição de Vedanta, o Budismo ou místicos ocidentais (religiosos ou seculares), esse vazio é o ponto de contacto potencial com a consciência universal, origem do universo, referido tantas vezes como Deus. E a libertação, ou iluminação, é experimentarmos esse contacto, é deixarmos de experienciar o mundo a partir deste ponto de consciência limitada que somos e ligarmo-nos ao supremo, ao absoluto.

E pronto, assim foi a grande evolução de 2016.

 

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por Vida de sonho às 09:36

Sexta-feira, 16.12.16

Experiência espiritual - 16/12/2016

Regressei ao Drg-Drysya Viveka. O primeiro contacto foi no Youtube, através de uns vídeos da Sociedade Vedanta do Sul da Califórnia. Foi o primeiro contacto com Vedanta e muito rico.

Agora estou a ler... É um livro introdutório, mas muito potente. Leva-nos diretamente ao coração dos ensinamentos, embora para um leigo seja difícil. O enquadramento dos vídeos e as explicações de Swami Sarvapriyananda foram essenciais para conseguir perceber os conteúdos tão revolucionários do livro.

O título do lívro é o espelho perfeito do conteúdo, significa distinção entre observador e observado, sujeito e objeto. Através dessa separação, isolamos o nosso Ser e percebemos que não somos o corpo, nem a mente; mas sim,  espírito. O que Vedanta nos diz é que esse espírito não é mais do que Brahma (a realidade última).

 

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por Vida de sonho às 10:16


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