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Vida de Sonho

Todos os dias temos uma decisão a tomar: o que vou fazer com a minha vida? Por aqui registo reflexões sobre essa guerra.

Vida de Sonho

19
Jan18

Vida profissional em flow

Vida de sonho

Por vezes temos dias de trabalho diferentes. Ontem tudo fluiu, os temas foram aparecendo e sendo tratados, sem grande stress, antes de forma natural, ao meu ritmo. Foi uma tarde em flow (conceito do livro Fluir, de Mihaly Csikszentmihalyi). As horas passam sem notarmos e simplesmente fazemos o que temos que fazer. A mente irracional está próxima de quieta, apenas o intelecto está a funcionar e a ajudar na execução das tarefas. Com o ego suspenso, a sensação de bem estar é bastante superior. São momentos a recordar, é o que devíamos ter diariamente no nosso trabalho.

Pois é, é o que deveríamos ter diariamente no nosso trabalho. E a verdade é que todos podemos ter. Podemos ter de duas formas: fazermos algo de que gostamos ou suspendermos o ego. O primeiro caso é óbvio. No segundo reside a fonte de tanta insatisfação no mundo do trabalho. O nosso ego não é muito diferente no trabalho do que é na componente não profissional. Queremos ser apreciados, valorizados, queremos ter uma opinião, queremos ter razão, queremos que as coisas aconteçam de acordo com a nossa visão. Naturalmente, quando estamos integrados numa organização há uma estrutura hierárquica, com a correspondente capacidade de decisão. Assim, quem ocupa um lugar com capacidade de decisão, decide; quem não ocupa, não decide. É claro, transparente. Exceto para o nosso ego, que não está interessado nessas invenções do intelecto.

Quando trabalhamos a esperar elogios, a criar expetativas de evoluções na carreira ou aumentos de ordenado estamos a plantar a semente do descontentamento. Esses nossos desejos podem vir a ser concretizados, mas tal não depende de nós. Assim, se eu quero ou acho que deve acontecer isto ou aquilo não implica que os decisores concordem. O timing dos decisores é que conta.

Então, como abordar o nosso dia a dia? Com uma atitude inspirada no Tao. O Tao diz-nos que o sábio faz as suas tarefas sem esperar resultados. Faz o que tem a fazer e deixa o resultado do seu trabalho seguir o seu percurso, não reclama posse. E assim estamos em flow. Há uma tarefa a fazer, fazemos. Após concluída deixamos que siga o seu percurso, desligamos e partimos para a próxima. Isto não é mecânico, não é uma abordagem tipo linha de montagem acéfala. Em cada uma fazemos o nosso melhor, mas aquele tema, aquele assunto, não é nosso. Passou por nós, demos o nosso melhor contributo e seguiu o seu caminho. Novas coisas para fazer aparecerão, aparecem sempre, é assim que o universo funciona. Em fluxo constante.

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